Câmara de Paço brinca com população luminense no caso Mojó

Depois de fazer um verdadeiro estardalhaço para mostrar que a Câmara de Paço do Lumiar queria fazer a sua parte para retirar de vez o vereador Júnior do Mojó da condição de vereador luminense afastando o parlamentar e suspendendo seus vencimentos, os vereadores da cidade decepcionaram ontem dando uma sobrevida de, pelo menos, mais 50 dias para o vereador acusado de envolvimento em assassinato.

Na sessão de ontem (28), quando deveria ter sido formada uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para tratar do caso, o parlamento simplesmente manteve a mesma Comissão que não fez absolutamente nada durante 42 dias, antes que dois, dos três vereadores que compõem a CPI saíssem de licença médica.  A Comissão fica suspensa por 10 dias, quando o vereador José Itaparandi (PTB), primeiro presidente da CPI a se afastar por licença médica, retorna ao parlamento. A Comissão, que tinha um prazo inicial de 90 dias (prazo concedido em novembro), teve uma prorrogação de mais 50 dias para apresentar o relatório que deve culminar com a cassação de Júnior do Mojó.

Assim, Júnior do Mojó permanece afastado e sem receber salários. A nova-velha Comissão Parlamentar de inquérito tem até o dia 18 de abril para apresentar o parecer sobre a cassação do vereador que está foragido suspeito de participar do assassinato do empresário Marggion Lanyere Ferreira Andrade, em uma disputa por terras.

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