Despoluição da Lagoa da Jansen será concluída ainda este mês

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A Lagoa da Jansen, um dos cartões postais da capital maranhense, recebe serviço de despoluição. Dos 27 pontos de lançamento de esgoto mapeados, 12 são retirados nesta primeira etapa da ação que integra o programa Mais Saneamento, do Governo do Estado. Com esta obra serão retirados os pontos de dejetos que deságuam no local e lançados efetivamente na rede de esgoto, despoluindo a Lagoa. “Ao lançar esse programa, o governador Flávio Dino contempla um setor que estava abandonado há décadas. O maior impacto será para a população que terá uma Lagoa limpa e sua saúde preservada. Sem dúvidas, uma obra importante para a nossa cidade”, disse o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Davi Telles. O programa tem como foco a despoluição da área litorânea e balneabilidade das praias e vai contemplar ainda mais da metade dos bairros da capital.
De acordo com o projeto, será instalada uma tubulação de 300 milímetros para interligar duas elevatórias que cortam a Lagoa e se cruzam na Rua Mário Meireles, próximo à arena de beach soccer. Esta interligação vai retirar o volume de esgoto que causa a sobrecarga da rede coletora e a estrutura ficará com 90% de sua capacidade livre. Com a desobstrução, a estrutura passa a receber o volume dos 12 pontos de esgotos que hoje caem na Lagoa. “O esgoto será direcionado para esta tubulação deixando a Lagoa livre dos dejetos”, explica o gerente de Obras da Caema e engenheiro civil, George Carvalho Costa. A previsão de conclusão das obras é para ocorrer dia 23 deste mês. “A previsão era de dois meses de trabalho e conseguimos acelerar para entregar neste prazo recorde, dada a importância para a população”, enfatizou Davi Telles.
Paralelo ao trabalho de retirada destes pontos de esgoto serão usadas técnicas de despoluição, entre estas, o bioremediador. Por este método, microestruturas se ‘alimentam’ dos esgotos retirando os dejetos e substâncias poluidoras. Os outros 15 pontos de esgoto que ainda existem serão retirados em uma segunda etapa do programa, a ser concluído em junho do próximo ano. “Estamos na fase de mapeamento destes pontos para retirada de todos os focos de esgoto”, ressaltou Telles. A obra demandou recursos da ordem de R$ 243 mil. “Estes serviços já poderiam ter sido realizados, mas gestões anteriores nunca priorizaram esse setor. É uma obra muito esperada, que influencia na saúde e de grande importância para a população”, reitera o presidente da Caema. O programa prevê o investimento de mais R$ 14 milhões em obras de saneamento e esgotamento com a meta de elevar para 70% o tratamento de esgoto na capital, até final de 2018. Atualmente, apenas 4% do esgoto é tratado.

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