Joaquim Barbosa diz que PSDB não pode ser levado a sério

Pragmatismo Político

Enaltecido pelos tucanos desde que relatou o processo do mensalão, Joaquim Barbosa usou as redes sociais para criticar a ‘hipocrisia’ do PSDB diante das graves acusações que pesam sobre Eduardo Cunha. Para o ex-presidente do STF, a legenda não pode ser levada a sério.

Joaquim Barbosa se posicionou nas redes sociais sobre a hipocrisia e o jogo de interesses que norteiam as relações políticas no Brasil

Joaquim Barbosa se posicionou nas redes sociais sobre a hipocrisia e o jogo de interesses que norteiam as relações políticas no Brasil

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa usou o Twitter nesta terça-feira para criticar o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o PSDB, e o “comportamento dos políticos”, que, segundo ele, “só pensam numa coisa: no dinheiro das empresas”.

Foram três posts de Joaquim Barbosa em oito minutos, entre 15h23 e 15h31:

“Notem o comportamento dos políticos: a) nossa economia está aos frangalhos, mas eles só pensam numa coisa: no dinheiro das empresas!”, escreveu na primeira mensagem, em alusão ao financiamento empresarial de campanha eleitoral, derrubado pelo Supremo e pela presidente Dilma Rousseff (PT).

Na segunda mensagem, o ex-presidente do Supremo apontou para Eduardo Cunha, embora não tenha citado seu nome. “b) contra o presidente de uma das Casas do Congresso há acusações de crimes graves, mas ele é apoiadíssimo pelo PSDB!”, disse, emendando. “Dá para levar essa gente a sério? Não dá, né?”

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP), afirmou na tarde dessa segunda-feira que o partido vai aguardar mais informações quanto à existência de contas bancárias na Suíça em nome de Eduardo Cunha, além do suposto envolvimento do peemedebista em esquemas de corrupção, já denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao STF

De acordo com Iliminar Franco, colunista de O Globo, existe um acordo de bastidores entre Eduardo Cunha e os tucanos. Isto é, o PSDB considera que, mesmo com milhões em contas na Suíça supostamente oriundos da corrupção na Petrobras, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), pode conquistar um “papel de herói” no Brasil. Para isso, Cunha precisaria dar o pontapé inicial no processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Valores bloqueados

A Suíça bloqueou valores estimados em US$ 5 milhões em contas atribuídas ao presidente da Câmara e a familiares dele. Nesta terça-feira, o Ministério Público da Suíça negou a versão do deputado de que ele desconhece o teor das notícias veiculadas sobre suas contas no país europeu e garantiu que o parlamentar foi alertado sobre o congelamento de seu dinheiro.

“Eduardo Cunha foi informado sobre o congelamento de seus ativos”, declarou a Procuradoria-Geral da Suíça em um comunicado oficial.

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