Escandalizar lista de doações da JBS é misturar “alhos” com “bugalhos”

O jornal O Imparcial entrou na esparrela de alguns Blogs e publicou em sua manchete principal que “Políticos do Maranhão receberam doações do JBS” como se novidade fosse e algo de escandaloso existisse no fato das doações registradas na Justiça Eleitoral.

A doação por si só não tem nenhuma relação com o escândalo da JBS envolvendo Michel Temer, Aécio Neves e Guido Mantega. Não se pode confundir doação legal, registrada (na época era permitida doação empresarial) com pagamento de propina e suborno como nos casos em que a JBS está envolvida no escândalo das delações de Joesley Batista.

Se não há nenhuma evidência de que deputados citados que receberam doação atuaram de alguma forma para beneficiar a doadora durante o exercício do mandato, não tem valor jornalístico o simples fato de ter recebido a doação legal. Se houvesse a descoberta de pagamento por Caixa 2, aí sim teria um fato de relevância.

Assim como a JBS, a Odebrecht, a OAS, Queiróz Galvão e tantas outras empresas doaram para políticos e partidos de A a Z. De PSOL a PMDB, todos os políticos eleitos de 2014 receberam alguma doação de empresa envolvida em algum escândalo.

Listar quem recebeu uma doação legal e registrada de apenas uma empresa porque esta empresa agora em evidência é uma deturpação do valor de noticiabilidade.

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