Eduardo Braide está preocupado com possíveis delações de assessores da Máfia de Anajatuba

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) anda preocupado com os desdobramentos das investigações da Máfia de Anajatuba. A maior aflição do parlamentar é que setores da Polícia estão certos que os assessores, ao serem intimados, vão se dispor a negociar delações premiadas e contar tudo sobre o esquema que funcionava no gabinete de Braide.

A Polícia deve intensificar nos próximos dias as investigações para apurar a destinação final de emendas encaminhadas pelo parlamentar. A ação seria parte dos desdobramentos da Operação Attalea, que desbaratou a organização criminosa conhecida como Máfia de Anajatuba – acusada de fraudar licitações em diversos municípios do interior, causando prejuízos milionários a dezena de prefeituras.

Eduardo Braide está preocupado com a situação dos seus assessores que mexiam com emendas parlamentares nos anos de 2013 e 2014, época das emendas para a Máfia de Anajatuba e para outros municípios em que o deputado nunca teve nenhum voto e ainda assim destinou emendas parlamentares.

Delações premiadas podem implodir as pretensões políticas futuras de Eduardo Braide, que sonha em ser o próximo prefeito de São Luís e, para isso, concorrerá a uma vaga na Câmara Federal. O parlamentar também faz parte dos planos do consórcio da família Sarney para tentar derrotar o governador Flávio Dino nas eleições de 2018.

Entenda como funcionava a Máfia de Anajatuba

Além do empresário Fabiano de Carvalho Bezerra – principal acusado de operar o esquema e que recebeu R$ 70 mil do gabinete de Braide – a organização criminosa seria comandada – segundo o Ministério Público Federal – por Antônio Carlos Braide, pai do deputado.

A falcatrua usava as empresas A4 Serviços, RR Serviços, Construtora Construir, A.S dos Santos Ferreira, FCB, FF Produções, Distribuidora Castro e MR Serviços, superfaturando as prestações de serviços e vendendo notas frias para gestões municipais. As empresas investigadas eram controladas por Fabiano.

O caso ficou conhecido nacionalmente por conta do quadro “Cadê o Dinheiro que Estava Aqui”, do Fantástico. O prefeito de Anajatuba, Helder Aragão, foi cassado e preso por conta dos desvios. A suspeita é que a quadrilha relacionada a familiares, assessores e aliados de Braide tenha faturado cerca de R$ 60 milhões ilicitamente.

2 ideias sobre “Eduardo Braide está preocupado com possíveis delações de assessores da Máfia de Anajatuba

  1. Esse farsante de político ainda vai ser preso fora é vc Cláudio junto com sua oliqarquiar ultrapassada Rosegana nunca mais xo satanás pra bem.longe do Maranhão

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