Bira repudia medida do Governo Temer que concede renúncia fiscal a multinacionais

O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para repudiar a medida provisória do governo Michel Temer, que concede às multinacionais do petróleo renúncia fiscal na ordem de R$ 1 trilhão, até o ano de 2040.

Uma soma de mais de R$ 50 bilhões, por ano, em meio a crise econômica que o pais enfrenta. O parlamentar frisou que ao mesmo tempo em que o Temer e sua base no Congresso tiveram coragem de aprovar uma medida como esta, tem a “cara de pau” de querer aprovar a reforma da Previdência sob a alegação de déficit na Previdência.

Bira acrescentou que para o trabalhador o governo manda as contas, e para as multinacionais do petróleo são benesses. Ele lembrou que o ministro da Inglaterra, Greg Hands, esteve no Brasil para fazer lobby e conseguir a aprovação do projeto no Congresso Nacional.

“E eu pergunto a vocês: Onde é que nós vamos parar com tantos ataques aos direitos da população brasileira? A reforma trabalhista, a terceirização, a reforma da Previdência, os programas sociais que estão sendo desmontados. Tudo isso sob o discurso falacioso da crise econômica existente no país. Ora, mas se tem crise para cortar direito do trabalhador, por que não tem crise para barrar um projeto desse que concede essa benesse de um trilhão de reais para as multinacionais do petróleo?”, questionou.

Com essa posição, de acordo com Bira, o Governo Temer e seu grupo confirmaram mais uma vez o que estava por trás de todo esse processo político que acontece no país. Ele afirmou que se o presidente tivesse passado pelo crivo do sufrágio universal, o voto, não teria coragem de propor as medidas que estão postas.

“Ele não foi eleito, foi colocado lá em razão de todo aquele processo político do impeachment, que tirou uma presidente legítima. Essa é a realidade, e eu não poderia deixar de registrar a nossa indignação. A grande mídia calou, porque é o interesse das multinacionais, das grandes empresas do mercado de petróleo que estão de olho no pré-sal, mas a nossa luta não pode parar”, concluiu.

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