Mal acostumado, Clã Sarney só pensa em tapetão e esquece votos

Clã da a eleição como perdida e só pensa em repetir 2009

O Clã Sarney desaprendeu sobre processo eleitoral (ou nunca soube conquistar voto de fato sem ter a máquina para conseguir eleição de maneira menos republicana). Primeiro, o maior golpe da história política do Maranhão com a cassação de Jackson Lago. Depois, ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff e ganharam uma enxurrada de cargos federais no governo Temer. Agora, o grupo político de Roseana Sarney vêm tentando há meses criar uma situação para judicializar o processo eleitoral e voltar a tomar o poder pela toga.

Primeiro, o Clã tentou agredir capelães, tratando cultos religiosos como feudos eleitorais para dizer que existiria crime eleitoral nas nomeações. Não teve êxito e só conseguiu a antipatia dos evangélicos.

Depois, na tramoia mais patética deste período de oposição do Clã, colocaram um coronel aliado dos sarneys para divulgar um documento em que o “governo” determinava a espionagem de adversários políticos para sustentar outro pedido judicial. O esquema foi rapidamente descoberto e os envolvidos exonerados.

Nas últimas semanas, a insistência em arguir uma possível inelegibilidade do vice-governador Carlos Brandão por ter assumido o mandato brevemente cumprindo exatamente sua função de vice-governador nos seis meses anteriores aos pleito. Mas a situação tem ampla jurisprudência favorável à chapa Flávio-Brandão.

Agora, finalmente o Clã conseguiu uma decisão de uma juíza da cidade de Ricardo Murad para tornar o governador inelegível, mas que ainda será julgada pelo TRE-MA e, se necessário, pelo TSE.

Ao que parece, na pauta do grupo que dominou o Maranhão por quase 50 anos não existe nenhuma possibilidade de vitória nas urnas. Não existe nada que se possa fazer para que Roseana Sarney melhore seus índices de intenção de votos. Agora, na mansão do Calhau e no bunker próximo ao Shopping do Automóvel só se discutem formas de tomar o poder em um golpe judicial, já que a estratégia se mostrou eficiente em 2009.

Mas os tempos são outros…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *