“Sala de aula é o local sagrado da religião chamada Educação”, diz Flávio Dino em contraponto a Bolsonaro

O governador do Maranhão, Flávio Dino, fez nesta quarta-feira (20) um novo contraponto ao governo Bolsonaro e ao Ministério da Educação, que têm frequentemente renegado o papel da ciência e do ensino nas salas de aula brasileiras. Há até mesmo resistências, por parte do governo federal, de reconhecer fatos científicos e consagrados há décadas.

Durante o lançamento do Pacto Estadual pela Aprendizagem, em São Luís, o governador deixou claro que não existe incompatibilidade na convivência entre ciência e religião, mas são esferas que não podem aniquilar uma a outra.

“A gente pode rezar e orar em qualquer lugar, eu já fiz isso hoje aqui hoje. Mas existe o local destinado a que a gente compareça e reze: a igreja ou o templo, por exemplo. O processo educativo é assim: não existe um monopólio em que os meninos e meninas formam a sua consciência, a sua subjetividade, a sua cidadania. Porém temos um local próprio para que isso ocorra: o nosso templo, que é a sala de aula”, afirmou.

“A sala de aula é o local sagrado de nossa religião chamada Educação. Por isso, estamos o tempo todo pensando em soluções para que esse lugar sagrado seja o melhor possível. A educação exige sobretudo vontade, amor, paixão. Dedicação que consegue superar dificuldades aparentemente intransponíveis”, acrescentou.

O Pacto Estadual pela Aprendizagem é um conjunto de ações para melhorar o ensino nas escolas municipais.

Fundeb

Flávio Dino também alertou para o fim do Fundeb, o fundo que destina verbas para a Educação. O fundo vence em 2020. Caso o Congresso não aprove um novo Fundeb, haverá consequências desastrosas, afirmou o governador maranhense.

“Nós temos uma luta prática e concreta para termos um novo Fundeb. Vamos participar da Marcha de Prefeitos no dia 10 de abril. Queremos que o governo federal aumente a participação no Fundeb para aumentar os recursos da educação”, afirmou Dino.

“Qualquer governo que de fato colocar o Brasil acima de tudo tem que colocar dinheiro no Fundeb, não há dúvidas quanto a isso”, acrescentou, usando um trecho do próprio lema do presidente Jair Bolsonaro (“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos) para ressaltar uma contradição do governo federal em relação à falta de prioridade que demonstra na educação.

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