Nigéria vive intensa crise migratória por ataques de grupo jihadista

A Nigéria, país de origem dos clandestinos presos em um navio que estava atracando em São Luís, vive uma das piores crises no mundo neste momento, o que tem motivado saídas desesperadas do país. A crise migratória já é semelhante aos outros dois piores focos de fuga dos últimos anos: Síria e Venezuela.

Os ataques do grupo jihadista Boko Haram duram mais de 10 anos, mas aumentaram de maneira avassaladora em 2019. O Boko Haram causou mais de 20 mil mortes desde seu surgimento, em 2009. O grupo terrorista luta para impor um Estado islâmico na Nigéria, uma nação de quase 200 milhões de habitantes com maioria muçulmana no norte e predomínio cristão no sul.

Além disso, cerca de 2 milhões de pessoas vivem em acampamentos para deslocados pela violência dos fundamentalistas, segundo a ONU.

Em um ato de desespero semelhante aos do que estavam no navio, um nigeriano tentou entrar em um avião subindo a asa de uma aeronave no mês passado no aeroporto de Lagos.

A insurgência do Boko Haram afetou milhões de famílias na região do Lago Chade, na África Ocidental. As crianças foram sequestradas, mortas e até usadas como homens-bomba. Aldeias inteiras foram deixadas sem eletricidade, água potável, cuidados de saúde, escolas.

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