Maior bandeira de Hildo Rocha, “Distritão” é rejeitado

O deputado federal Hildo Rocha passou a maior vergonha na votação do chamado “distritão”. Hildo passou os últimos dias sendo o principal defensor da proposta que foi rejeitada ontem na Câmara dos Deputados. Apenas 205 deputados apoiaram a alteração, outros 238 foram contrários. Para que a proposta avançasse, eram necessários pelo menos 308 votos.

O deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) deu uma enquadrada em Hildo ao afirmar que ele não entende nada de regimento interno quando o maranhense tentou barrar a votação.

Pelas regras atuais, deputados federais, estaduais e vereadores são eleitos no modelo proporcional com lista aberta. A eleição passa por um cálculo que leva em conta os votos válidos no candidato e no partido. Esse cálculo chama quociente eleitoral. O modelo permite que os partidos se juntem em coligações.

Pelo cálculo do quociente, é definido o número de vagas que cada coligação terá a direito, elegendo-se, portanto, os mais votados das coligações.

Pelo “distritão”, cada cidade ou estado passaria a ser considerado um distrito e seriam eleitos os candidatos a vereador e a deputado que recebessem mais votos.

E a reeleição de Hildo ficou muito difícil sem a aprovação do “distritão”.

Weverton diz que PDT votará pela aceitação da denúncia contra Temer

O PDT irá votar novamente favorável à aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer, foi o que garantiu o líder da bancada na Câmara, deputado Weverton Rocha. “Na primeira denúncia já nos posicionamos a favor da continuidade da investigação. Ninguém pode estar acima da lei”, explicou ele. “Na segunda denúncia iremos novamente orientar a bancada para que o partido continue no mesmo caminho”, afirmou.

Nesta quinta-feira o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aprsentou ao Supremo Tribunal Federal uma nova denúncia contra ao presidente Michel Temer por obstrução da Justiça e organização criminosa. Para que a investigação continue é preciso que a Câmara dos Deputados autorize, com uma maioria de 342 votos. Além de Temer, a PGR denunciou outros sete nomes por organização criminosa: Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Henrique Alves, Eduardo Cunha, Rocha Loures e Ricardo Saud.

Weverton defendeu a aceitação da denúncia e disse que é preciso investigar e passar o País a limpo. “Além retirar direitos e oportunidades, esse governoe está atolado em denúncias”, comentou. Segundo ele, é preciso ir fundo na investigação dessas denúncias para que o Brasil possa sair da crise com solidez e com um novo projeto de desenvolvimento.

Reforma política: Proposta de Eliziane é aceita e garante mulher em chapa do Executivo

A Comissão da Reforma Política da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (12), no texto-base do relator Vicente Cândido (PT-SP), emenda apresentada pelo líder do PPS na Casa, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), que assegura a participação das mulheres na composição de chapas de candidatos a presidente da República, de governador e de prefeito.

A sugestão da proposta de garantir a inclusão de ambos os gêneros nas chapas para eleições majoritárias é da deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA).

“A legislação brasileira deve contemplar instrumentos que garantam a paridade de representação de homens e mulher nos cargos eletivos.  Nesta esteira, o presente projeto de Lei vem de modo a garantir que haja semelhante representação de homens e mulheres no Poder Executivo em todas as esferas”, justifica o autor da emenda.

De acordo com o dispositivo sugerido e aprovado no parecer da Comissão, a mulher poderá concorrer tanto na cabeça da chapa quanto ao cargo de vice, já que o texto diz que “será assegurada a participação de ambos os gêneros” na composição eleitoral.

O relatório da reforma política está pronto para ir a voto no plenário da Câmara. Se aprovado, segue para apreciação do Senado Federal.

Para valer nas eleições de 2018, essas medidas precisam ter o aval do Congresso até o início de outubro.

Fufuquinha não teve força para colocar reforma política em votação

O GLOBO, DE BRASÍLIA — Bem que o presidente interino da Câmara, André Fufuca (PP-MA), tentou até o último minuto, mas se a aprovação da reforma política já estava difícil, agora, com um novo adiamento da votação da matéria para a semana que vem, ficou ainda mais distante. Até mesmo a proposta que tinha o maior apoio, a emenda constitucional que estipula uma cláusula de barreira para partidos, perdeu força.

A quarta-feira começou com um acordo para votar a reforma após o encerramento de deliberações do plenário da Câmara sobre temas econômicos, como a nova taxa de juros do BNDES (TLP). Mas à medida que a sessão se alongava, líderes dos partidos percebiam que não seria possível manter o cronograma inicialmente pensado. O máximo que se negociou foi adiamento para a semana que vem, que deve ter quórum baixo por causa do feriado de 7 de setembro.

Das duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que mudam a lei eleitoral, a que tem mais chances é a que acaba com as coligações partidárias nas eleições para deputados e vereadores e que cria a cláusula de barreira, relatada pela deputada Shéridan (PSDB-RR). A outra, de relatoria de Vicente Cândido (PT-SP), que cria um fundo público para financiar as eleições e muda o sistema para eleger deputados e vereadores instituindo o chamado distritão, está praticamente sepultada. Tanto é assim, que Shéridan apresentou um requerimento para que seu texto seja votado antes do de Cândido, embora o do petista tenha chegado ao plenário na frente.

Fufuquinha não teria sido eleito se Distritão estivesse em vigor em 2014

Hoje presidente interino da Câmara, Fufuquinha poderia nem ser deputado se o sistema que está prestes a ser implantado estivesse valendo em 2014

UOL – Em seu primeiro mandato, o deputado federal André Fufuca (PP-MA) é, desde a manhã desta terça-feira (29), o presidente em exercício da Câmara dos Deputados do Brasil. Ele deve ficar interinamente no posto até a próxima semana, período em que deve ser votada pelo menos uma parte da reforma política em discussão na Casa. Curiosamente, se já estivesse em vigor o sistema eleitoral que os deputados estão tentando aprovar no plenário, Fufuca não teria sido eleito em 2014.

Aos 28 anos, completados no último domingo (27), o médico André Luiz Carvalho Ribeiro foi o 19º candidato a deputado federal mais votado do seu Estado nas eleições de 2014, com 56.879 votos. Como o Maranhão tem 18 cadeiras na Câmara, ele não teria sido eleito caso o sistema eleitoral em vigor fosse o “distritão”, que pode ser escolhido pelo Congresso para valer nas eleições do ano que vem.

Além de Fufuca, outros 44 deputados em exercício teriam o mesmo destino. Isso porque, no modelo aprovado pela comissão que analisou a PEC 77/2003, relatada pelo deputado Vicente Candido (PT-SP), e que está na pauta para ser votado no plenário da Câmara, apenas os mais votados de cada Estado se elegeriam.

Já no sistema atual, o proporcional, os votos de cada coligação de partidos são somados e divididos por um número, chamado quociente eleitoral, que determina o número de cadeiras que o grupo de legendas terá.

Dessa forma, um candidato com menos votos pode acabar eleito. O atual ocupante da Presidência da Câmara, por exemplo, foi superado em número de votos por quatro candidatos maranhenses que, por causa do quociente, não se elegeram. Um deles, Cláudio Trinchão (PSD), teve 87.793 votos, 54% a mais que Fufuca.

UOL procurou a assessoria do deputado para saber se ele é favorável ou não ao distritão, mas sua equipe informou que ele não se manifestou anteriormente sobre o assunto e que prefere não se posicionar sobre temas em votação enquanto estiver na Presidência.

Com voto favorável de Hildo Rocha, Comissão aprova Distritão

A comissão especial da Câmara que analisa a reforma política aprovou uma mudança na Constituição que institui o sistema chamado “distritão”, modelo que favorece a reeleição dos parlamentares, para as eleições de deputados em 2018 e vereadores em 2020.

A votação foi apertada. Foram 17 votos a favor e 15 votos contrários, com duas abstenções. A proposta não estava no relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP), que prevê apenas o sistema distrital misto para 2022. A comissão aprovou também a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar as campanhas no próximo ano — esse ponto ainda pode ser alterado por emendas. Na madrugada de hoje, a sessão foi suspensa e será retomada às 10h.

Com votação apertada, cada voto foi decisivo. E o deputado Hildo Rocha (PMDB) votou a favor do modelo que beneficia quem está no poder.

Já a deputada Eliziane Gama (PPS) votou contra o projeto. Agora o projeto irá para plenário.

 

Investigação: 11 maranhenses votam a favor de Temer e 7 contra

Sarney Filho deixou o ministério para ajudar a salvar Temer

A bancada maranhense votou em peso a favor do presidente Michel Temer. Foram 11 deputados do Maranhão votaram com o relatório pelo arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer.

A grande maioria dos deputados do país votou a favor do parecer e Michel Temer seguirá como presidente.

Vale destacar o voto de Sarney Filho (PV), que foi exonerado do cargo de ministro somente para votar a favor do presidente. Outro destaque negativo foi o deputado Zé Reinaldo, que quer ser candidato a Senador no campo de oposição ao Clã Sarney, mas segue acompanhando um governo federal marcado por corrupção e desrespeito aos direitos.

Votaram a favor Temer

Aluísio Mendes (PTN) – SIM

André Fufuca (PP) – SIM

Cleber Verde (PRB) – SIM

Hildo Rocha (PMDB) – SIM

João Marcelo Souza (PMDB) – SIM

José Reinaldo (PSB) – SIM

Junior Marreca (PEN) – SIM

Juscelino Filho (DEM) – SIM

Pedro Fernandes (PTB) – SIM

Sarney Filho (PV) – SIM

Victor Mendes (PSD) – SIM

Votaram contra Temer

Deoclides Macedo (PDT) – NÃO

Eliziane Gama (PPS) – NÃO

Luana Costa (PSB) – NÃO

Rubens Pereira Júnior (PCdoB) – NÃO

Waldir Maranhão (PP) – NÃO

Weverton Rocha (PDT) – NÃO

Zé Carlos (PT) – NÃO

Maranhenses na CCJ ainda não manifestaram voto sobre denúncia contra Temer

Temer é acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de ter cometido crime de corrupção passiva e a denúncia será apreciada inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. Na Comissão, o placar, de acordo com o Estadão, aponta 15 a favor da denúncia, 6 contra, 8 indecisos e 37 que não quiseram responder.

Dois maranhenses estão na CCJ e os dois não quiseram responder seu voto. Juscelino Filho (DEM) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB) não responderam, mas o primeiro deverá ser contra e o segundo a favor.

Questionado pelo Blog porque não se posicionou logo já que deve ser a favor da denúncia, Rubens Júnior disse que como juiz da causa, não deve se manifestar antes, mas esperar a manifestação da defesa para formar um juízo técnico.

Após o prazo regimental de dez sessões plenárias para a apresentação de defesa, haverá mais cinco sessões para que o relatório seja votado na CCJ. O colegiado é composto por 66 parlamentares.

Deputados maranhenses aliados de Temer são novamente hostilizados

As fotos dos deputados maranhenses que votaram a favor da reforma trabalhista estão estampadas em quase todos os bancos da capital maranhense. Os bancários participaram da greve geral de 48 anos iniciada na sexta-feira (30). Os bancos estiverem fechadas e os cartazes na porta das agências faziam referências negativas aos deputados que votaram a favor da reforma trabalhista.

Os deputados Alberto Filho, Aluísio Mendes, André Fufuca, Cléber Verde, Hildo Rocha, João Marcelo, Zé Reinaldo, Júnior Marreca, Juscelino Filho, Pedro Fernandes, Victor Mendes e Waldir Maranhão tiveram uma baita exposição negativa para quem dava “com a cara” na porta da agência fechada e os motivos do fechamento.

No detalhe os deputados federais que devem continuar sendo hostilizados, Quase 2/3 da bancada.

Os bancários ainda perguntaram se estes mesmos deputados irão votar a favor da reforma da previdência. Uma pressão para que não votem novamente a favor de Temer (um presidente a beira do abismo) e sim a favor da maioria da população.

Os bancos voltam a abrir nesta segunda-feira (3).