Temer visita o Maranhão “às escondidas” para não encarar o povo

Com estratosférico índice de rejeição, comparáveis apenas com o ex-presidente José Sarney, Michel Temer visita o Maranhão nesta quinta-feira (5). Mas nada de eventos públicos ou pelo menos com a participação da imprensa.

Temer chega em voo particular à Alcântara para visitar diretamente o Centro de Lançamento nesta tarde e de lá mesmo vai embora. O presidente está negociando ceder o espaço para os Estados Unidos. A estimativa é de que o governo americano pagaria uma receita anual potencial de até US$ 1,5 bilhão para dar aos americanos o espaço localizado no Maranhão.

Sem agenda com aliados

O medo de Temer encarar os holofotes no estado é tão grande que o presidente sequer convidou seus aliados no Estado para participarem da agenda no Maranhão. Nem Roseana Sarney, nem Edison Lobão, nem seu ministro Sarney Filho foram convidados para acompanhá-lo na visita.

Como Roseana esteve em reunião com Michel Temer nesta mesma semana, pode ter partido da própria ex-governadora a ideia de não estar ao lado do rejeitado presidente.

O medo da vaia é grande.

Seguindo exemplo do mestre Sarney, Temer chega a quase 90% de rejeição

Até quando o assunto é rejeição popular o presidente Michel Temer (PMDB) vem conseguindo seguir à risca as orientações do oligarca José Sarney, apontado como principal conselheiro do presidente.

Temer conseguiu emplacar taxa de rejeição tão alta quanto os índices de desaprovação acumulados por Sarney quando ele governou o país, no final da década de 1980, chegando a quase 90% de rejeição.

Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) com o Instituto MDA Pesquisas e divulgada nesta terça-feira (19), apenas 3,4% dos brasileiros julgam a administração do peemedebista positiva e 84,5% rejeitam o desempenho pessoal de Temer.

Com menos de 4% de aprovação, Temer conseguiu ter a pior avaliação da série histórica da pesquisa CNT/MDA, que vendo sendo realizada desde 1998, durante o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A intragável gestão Temer conseguiu uma vergonhosa façanha: ser pior avaliada do que o último ano do governo Sarney, que em 1989, no auge da crise da hiperinflação, contava com apenas 5% de aprovação entre os brasileiros.

Assis Filho se atrapalha e chama embarcação de veículo terrestre

O secretário nacional de Juventude do governo Michel Temer, o maranhense Assis Filho, anda tentando ganhar espaço na mídia com o apoio dos veículos de comunicação do Clã Sarney. Ele concedeu entrevista ao Bom Dia Mirante para falar da “caravana do ID Jovem”, uma espécie de carteira de benefícios para jovens.

O projeto dá principalmente acesso à meia entrada para shows, cinemas, etc. Ele é voltado para jovens de 15 a 29 anos com renda de até 2 salários mínimos. O problema é que a faixa entre 15 e 18 deve obrigatoriamente ser estudante e já tem o benefício.

O governo Michel Temer está incentivando jovens que deveriam estar no Ensino Médio a permanecer fora da sala de aula. Benefícios como a meia entrada deveriam servir justamente de estímulo para que o jovem não deixe a escola prematuramente. Mas o governo Michel Temer/Sarney/Assis Filho não vê necessidade de permanência do jovem pobre na escola.

O próprio Assis deu exemplo do resultado dessas políticas ao explicar o benefício de viagens interestaduais.

“Serão quatro passagens, onde as duas primeiras serão gratuitas. Preenchidas essas duas as vagas, as próximas duas serão pela metade do preço. Isto em todos os veículos terrestres. Seja no trem, na embarcação ou nos ônibus”, afirmou.

Fiquei confuso!

 

 

 

Temer aumenta gasolina para população e libera R$ 2,11 bi para parlamentares barrarem denúncia contra ele

Estratégia de Temer despejar emendas como nunca para se salvar teria sido articulada por Sarney

Logo após o anúncio do aumento no preço dos combustíveis em todo o país, levantamento da ONG Contas Abertas revela que o governo Michel Temer (PMDB) liberou somente em julho R$ 2,11 bilhões em emendas parlamentares, o que equivale ao que foi pago durante todo o primeiro semestre. A estratégia, que visa impedir que a denúncia contra Temer seja autorizada pelo Congresso a ir a julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), teria sido articulada pelo oligarca José Sarney, reconhecido como principal conselheiro do presidente nesse cenário de crise.

Sarney, que nos bastidores de Brasília também teria influenciado a alta nos impostos sobre combustíveis que já pesa no bolso dos brasileiros, está usando todas as manobras possíveis para manter o peemedebista no poder até 2018. O motivo: garantir bases políticas e o uso da máquina federal na candidatura de aliados e dos seus filhos Roseana (PMDB) e Sarney Filho (PV) em 2018.

Emendas parlamentares são recursos previstos no Orçamento Federal, cuja aplicação é indicada por parlamentares. Não à toa, ainda segundo a ONG Contas Abertas, o Maranhão estaria entre as bancadas estaduais que mais se beneficiaram com a liberação dos recursos.

Sarney e Temer sabem que a liberação de emendas serve como moeda de troca para tentar barrar a denúncia de corrupção passiva que tramita contra o presidente na Câmara dos Deputados. O aumento no preço dos combustíveis seria uma maneira de tampar o rombo nas contas federais gerado a partir dos gastos desenfreados na “compra” de votos contra a denúncia.

Vale lembrar que para barrar o seguimento da denúncia, que será votada em plenário no dia 2 de agosto, Michel Temer precisa do voto de pelo menos 172 dos 513 deputados federais.

Temer mais impopular que Sarney?

Conforme aponta coluna do jornal O Estado de São Paulo, em breve devem sair novas pesquisas de avaliação do governo Temer. O esperado é que o atual presidente bata todos os recordes de impopularidade de seus antecessores.

“Talvez seja por isso que Sarney insista em lhe dar tantos conselhos – para se livrar da pecha de presidente mais impopular da história da opinião pública brasileira. Vai conseguir”, avalia a publicação.

Roberto Rocha declara-se contra eleições diretas

Em texto divulgado nesta segunda-feira (29), o senador Roberto Rocha (PSB) declarou ser  expressamente contra eleições diretas caso o presidente Michel Temer (PMDB) seja cassado. A visão de Rocha – mais uma vez – não acompanha a da grande maioria dos brasileiros. Só no último domingo (28), cerca de 150 mil pessoas lotaram a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em grande ato pelas “Diretas Já”. Para os manifestantes, o governo Temer já acabou e apenas eleições diretas poderão restabelecer a vontade popular. Mas não é assim que o senador pensa.

Intitulado “A lógica da Constituição”, o discurso de Roberto Rocha tentar recorrer à autoridade da Carta Magna para defender a aplicação de eleições indiretas caso ocorra dupla vacância (vago por dois mandatos) na Presidência da República, como prevê o parágrafo 1º do artigo 81 da Constituição, embora Rocha reconheça que é possível alterar essa legislação com a promulgação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleça eleições diretas nessa situação.

O senador alega que uma PEC a favor das diretas poderia demorar tempo excessivo para ser aprovada no Congresso Nacional. Mas o texto de Roberto Rocha tem apenas meias verdades.

O parlamentar esqueceu de citar que relatório do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que estabelece a realização de eleições diretas em caso de vacância deve ser votada já na próxima quarta-feira (31) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O texto da PEC 67/2016, apelidada de “PEC das Diretas”, amplia de dois para três anos o prazo para realização de eleição direta para presidente e vice-presidente da República em caso de vacância dos cargos.

Enquanto Rocha faz torcida contra as eleições diretas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e consultores do Senado defendem que a PEC das Diretas além de não violar cláusulas pétreas, pode aprimorar a Constituição.

Ao contrário do que diz Rocha, sobre uma eventual demora na promulgação da PEC das Diretas, o autor da proposta, o deputado Miro Teixeira (REDE-RJ), disse que a PEC pode ser aprovada em apenas três semanas, caso aja vontade política. Para Miro Teixeira, a PEC das Diretas deve ser aprovada porque o Congresso Nacional vive uma crise de representatividade, e caberia ao parlamento devolver ao povo o direito de escolher seu governante.

Interesses eleitorais

Roberto Rocha era grande apoiador de Michel Temer até eclodirem os escândalos judiciais contra o presidente, que resultou na saída do PSB, partido de Rocha, do todos os cargos que a sigla ocupava no governo Temer.

Rocha na verdade mira as eleições de 2018, quando pretende lançar candidatura contra o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Para enfrentar o favoritismo de Dino, que segue bem nas pesquisas de popularidade entre os maranhenses, Rocha vislumbra contar com apoio da máquina federal para sua campanha.

Com a queda de Temer, a única saída possível de Roberto Rocha para “operar” sua campanha no próximo ano, seria articular, por meio de eleições indiretas, um nome de confiança do seu grupo político para presidir o país e que possa lhe dar bases para a disputa eleitoral ano que vem.

Licenciamento Ambiental proposto por Sarney Filho reduz papel da Funai e enfraquece proteção ambiental

A Lei Geral de Licenciamento Ambiental proposta pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), vem causando indignação entre ambientalistas de todo o país. Caso seja aprovado no plenário da Câmara, o projeto deve isentar o agronegócio da necessidade de licença, reduzir o papel da Fundação Nacional dos Índios (Funai) nos processos e  enfraquecer a proteção ambiental no Brasil.

Destaques que devem ser acrescentados pela bancada ruralista da Câmara Federal ao texto proposto por Sarney Filho, retiram do Instituto Chico Mendes e outros órgãos gestores de unidades de conservação, a prerrogativa de vetar obras que danifiquem áreas protegidas. Este dispositivo mutila a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, e pode ter impactos permanentes sobre a proteção da biodiversidade.

O presidente Michel Temer (PMDB) já garantiu apoio ao projeto. Segundo especialistas, a lei de licenciamento até já foi melhorada. Apelidado de “licenciamento flex”, o projeto relatado pelo deputado ruralista Mauro Pereira (PMDB-RS) isentava a necessidade de licença em grande número de atividades, da agropecuária extensiva à pavimentação de estradas na Amazônia. Mas o projeto de Pereira foi retirado da pauta.

Entretanto, para o vice-presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, o ambientalista Fabio Feldmann, a versão que deve ser aprovada – a de Sarney Filho – será contaminada “por evidentes inconstitucionalidades”.

Gamelas

Apesar do conflito envolvendo a demarcação em terras indígenas da etnia Gamela, que resultou em dezenas de feridos no município de Viana e estampou capas de jornais em todo o país, chamando atenção até mesmo da imprensa internacional, o maranhense Sarney Filho parece que não se sensibilizou muito com a causa, e batalha para aprovação rápida do projeto.

De acordo com Feldmann, o projeto dará prazos curtos à Funai para análise de processos, determinando que a ausência de manifestação do órgão indigenista não obstará o andamento de empreendimentos em áreas ambientais ou reservas.

Péssima repercussão dos indicados de Sarney aos cargos federais

A queda do secretário nacional de Juventude do governo Michel Temer causou a ascensão do maranhense Assis Filho para o cargo e da secretária particular de Roseana Sarney, Anna Graziella, para a vaga de Assis na Superintendência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). As indicações repercutiram mal.

Assis responde a processo por enriquecimento ilícito. O Ministério Público verificou irregularidades R$ 2,4 milhões na contratação de funcionários fantasmas. O novo secretário nacional de Juventude seria um dos beneficiados e teria ocupado vários cargos ao mesmo tempo na prefeitura.

Em entrevista ao Jornal Nacional, Assis afirma que prestou serviços à prefeitura de Pio XII e não ocupou vários cargos ao mesmo tempo, mas sempre pediu exoneração de um quando assumiu o outro.

Assis também foi acusado de na presidência nacional da Juventude do PMDB fraudar uma seleção que escolheria 100 gestores da área para receber apoio financeiro a fim de participar do III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável.

O novo secretário nacional de Juventude afirmou que foi secretário de Cultura e Juventude de Pio XII, cargo ao qual tomou posse em 15 de dezembro de 2014, como comprova o documento de posse que enviou ao 247. Ele diz que ocorreu um erro na divulgação do resultado. A equipe que estava à frente da SNJ na época errou e trocou o município de Pio XII pelo município de São Luís. Na ocasião, Assis Filho encaminhou um e-mail para a SNJ informando o erro e solicitando que fizessem uma retificação no nome do município do qual ele era gestor.

Anna Graziella

O jornal O Estado de São Paulo destacou a nomeação da afilhada política da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) para o cargo de superintendente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Nordeste.

Graziella afirma que não é secretária, mas a advogada de Roseana Sarney.

Publicada nomeação de Assis Filho como secretário de Temer

O governo federal publicou nesta sexta-feira (13) no “Diário Oficial” a nomeação do novo secretário da Juventude, Francisco de Assis Costa Filho. Ele vai assumir o cargo no lugar de Bruno Júlio, que deixou a secretária após ter dado entrevista, em meio à crise no sistema penitenciário, na qual disse que “tinha era que matar mais presos” e que “tinha que haver uma chacina por semana”.

O maranhense Assis Filho é uma indicação do Senador João Alberto e o grupo Sarney ganha mais espaço no governo Michel Temer.

Acusação de enriquecimento ilícito

Mas como todo bom peemedebista, Assis tem passivos que estão vindo à tona. Como a secretaria nacional de Juventude ganhoumuita visibilidade pelas desastrosas declarações de Bruno Júlio, a imprensa nacional já está de olho na vida de Assis Filho.

O apadrinhado de João Alberto e Roberto Costa responde a processo de improbidade administrativa que causou inclusive o afastamento do prefeito de Pio XII, cidade onde Filho foi vereador. O Ministério Público verificou irregularidades R$ 2,4 milhões na contratação de funcionários fantasmas. O novo secretário nacional de Juventude seria um dos beneficiados.

João Alberto próximo de emplacar substituto do secretário de Temer que pediu “mais chacinas”

Assis Filho e Michel Temer

O presidente nacional da Juventude do PMDB, Assis Filho, é hoje o favorito para substituir o ex-secretário nacional da Juventude, Bruno Júlio (PMDB), que perdeu o cargo por defender “uma chacina por semana” nos presídios do Brasil.

Assis é apadrinhado do senador João Alberto (PMDB-MA). Integrantes da juventude do PMDB já levaram o nome de Assis ao senador Romero Jucá (PMDB/RR), mas a disputa pela indicação segue indefinida por enquanto. O PSC pressiona para que o presidente nacional de sua Juventude, Samuel Coelho de Oliveira, seja o sucessor de Bruno.

O curioso é que a Juventude nacional do PMDB, presidida pelo maranhense, emitiu uma nota enaltecendo o trabalho do ex-secretário que pediu mais chacinas. “Julio administrou com transparência, focando na formação e profissionalização e garantindo o protagonismo e transversalidade do tema. Isto posto, desejamos ao jovem companheiro muito sucesso na sua nova trajetória”, diz a nota da Juventude peemedebista.

Governo Federal antecipa repasse de recursos da repatriação a municípios

O Ministério da Fazenda vai emitir nesta quinta-feira (29) as ordens de pagamento aos municípios referentes aos recursos do programa de repatriação. A medida visa garantir que as prefeituras recebam o repasse ainda em 2016, na sexta-feira (30). Serão depositados R$ 4,449 bilhões para 5,6 mil municípios.

A repartição de multas da repatriação de recursos do exterior está definida na Lei de Responsabilidade Fiscal e segue os princípios dos fundos de participação de estados e municípios. De acordo com a assessoria de imprensa da Fazenda, a parte devida aos estados foi paga no último dia 20.

O repasse para os municípios, considerado mais trabalhoso pela quantidade de receptores, já estava previsto para ser feito no dia 30 de dezembro. No entanto, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) temia que, devido ao fato de o sistema bancário considerar dia 30 o último dia do ano para operações financeiras, os recursos só entrassem nos cofres dos municípios em 2017.

Para garantir o cumprimento do prazo, a FNP e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação direta de inconstitucionalidade com pedido de liminar questionando um artigo da medida provisória da partilha da multa da repatriação com os municípios que possibilitaria o repasse apenas em 1º de janeiro de 2017.