Temer tem medo de ficar sem nenhuma influência política: o “efeito Sarney”

Temer deve chegar ao período eleitoral da mesma forma que o ex-presidente Sarney: tão desgastado que não terá nenhuma influência.

Reportagem do jornal Folha de São Paulo apontou que o presidente Michel Temer está com medo do que chama de “efeito Sarney”. O presidente tem evitado ler os noticiários.

Com baixíssimos índices de popularidade e as poucas chances de aprovar sua principal bandeira, a reforma da Previdência, os assessores passassem a temer que o presidente não tenha poder político suficiente para chegar ao fim do mandato com alguma influência eleitoral. Este seria o efeito “Sarney”.

Alçado ao Planalto após a morte de Tancredo Neves, Sarney encontrou seu auge em 1986, com o Plano Cruzado. Após o fracasso das medidas, no entanto, terminou o governo com popularidade baixa, reações negativas do mercado e sem força política —nem mesmo o candidato de seu partido, Ulysses Guimarães, defendeu seu mandato.

Assessores de Temer querem evitar repetir o histórico.

Ministro dos Transportes entrega nesta quinta (11/01) trecho duplicado da BR-135

O ministro do Transportes, Portos e Aviação, Maurício Quintella, ao lado do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, vai liberar o tráfego de mais 11 quilômetros duplicados e requalificados da BR-135, entre a localidade de Estiva e o município de Bacabeira, no estado do Maranhão. As melhorias na rodovia já eram uma demanda antiga da população do estado.
 
A obra, que integra o programa Agora é Avançar, do Governo Federal, vai beneficiar diretamente mais de 1,5 milhão de pessoas na região metropolitana de São Luís. O evento acontecerá nesta quinta-feira (11/01), às 9h30, na BR-135/MA, Km 25, após a ponte do Estreito dos Mosquitos.
 

De acordo com a Folha de São Paulo, Temer ouve Sarney e desiste de nomear Pedro Fernandes para o Trabalho

Da Folha de São Paulo

O deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA), que havia sido escolhido para comandar o Ministério do Trabalho, não será mais empossado nesta quinta-feira (4).

Segundo a Folha apurou, o ex-presidente José Sarney (MDB) não referendou o nome do parlamentar, que é alinhado ao governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB.

Sem o aval de Sarney, o presidente Michel Temer pediu ao PTB que indicasse outro nome. Fernandes recebeu a notícia na manhã desta terça-feira (2) do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.

A decisão do presidente causou desconforto na bancada do PTB na Câmara dos Deputados. “Não aceitamos outra indicação. A indicação do Pedro Fernandes é a do partido”, disse o líder Jovair Arantes (PTB-GO).

O nome de Fernandes estava desde a semana passada sob avaliação do setor de inteligência do Palácio do Planalto, que costuma realizar levantamento sobre os antecedentes dos ministros para efetivar a nomeação.

O PTB ainda não tem um novo nome para indicar para o lugar de Fernandes, que esperava assumir a pasta ainda nesta semana.

O Ministério do Trabalho está sem titular desde que o também deputado federal pelo PTB Ronaldo Nogueira pediu demissão, no último dia 27. Ele se desligou com o argumento de que quer se dedicar à sua campanha pela reeleição.

No mesmo dia em que saiu da pasta, ele publicou nova portaria sobre a definição de trabalho escravo, que deixa mais rígidas as definições do que leva à punição do empregador.

Na data, Fernandes disse que havia sido convidado por Jovair Arantes e que não disputaria um novo mandato neste ano. “Foi um susto, mas estou topando. Já me refiz do susto e vamos lá”, afirmou.

Ainda segundo Fernandes, Jovair estava acompanhado de Nogueira no momento do convite, feito por telefone.

 

Época: Roseana ajuda Temer a conseguir votos favoráveis à reforma da previdência

Da Coluna Expresso, revista Época – A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) tem ajudado o presidente Michel Temer com a proposta da reforma da Previdência encaminhada ao Congresso. Roseana conversa com deputados da bancada maranhense e tenta convencê-los a votar favoravelmente. Parece que o esforço de Roseana tem valido a pena. Recentemente um aliado de Roseana, Marco Antônio Toccolini, foi premiado com um cargo importante no Ministério da Saúde: a Secretaria de Saúde Indígena.

Expulsa do PMDB, senadora detona cúpula do partido de Temer e Sarney: “organização criminosa”

A senadora Kátia Abreu (TO) foi expulsa do PMDB por suas posições contrárias ao governo do presidente Michel Temer e saiu detonando a alta cúpula do partido.

Ela afirmou que o PMDB se transformou em uma organização criminosa, chefiada por Michel Temer. A declaração atinge em cheio nomes como José Sarney, grande mentor e conselheiro do atual presidente.

Kátia Abreu lembrou também que ela foi expulsa, mas o PMDB não fez o mesmo com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que “está preso sem responder a processo ético”, após ser descoberto com mais de R$ 50 milhões em dinheiro em um apartamento em Salvador.

A crise no partido de Michel Temer e José Sarney expõe que nem mesmo os membros do PMDB concordam com as práticas escusas que vem sendo adotadas pela cúpula da sigla, e que tão prejudicial estão sendo para o povo brasileiro.

Temer visita o Maranhão “às escondidas” para não encarar o povo

Com estratosférico índice de rejeição, comparáveis apenas com o ex-presidente José Sarney, Michel Temer visita o Maranhão nesta quinta-feira (5). Mas nada de eventos públicos ou pelo menos com a participação da imprensa.

Temer chega em voo particular à Alcântara para visitar diretamente o Centro de Lançamento nesta tarde e de lá mesmo vai embora. O presidente está negociando ceder o espaço para os Estados Unidos. A estimativa é de que o governo americano pagaria uma receita anual potencial de até US$ 1,5 bilhão para dar aos americanos o espaço localizado no Maranhão.

Sem agenda com aliados

O medo de Temer encarar os holofotes no estado é tão grande que o presidente sequer convidou seus aliados no Estado para participarem da agenda no Maranhão. Nem Roseana Sarney, nem Edison Lobão, nem seu ministro Sarney Filho foram convidados para acompanhá-lo na visita.

Como Roseana esteve em reunião com Michel Temer nesta mesma semana, pode ter partido da própria ex-governadora a ideia de não estar ao lado do rejeitado presidente.

O medo da vaia é grande.

Seguindo exemplo do mestre Sarney, Temer chega a quase 90% de rejeição

Até quando o assunto é rejeição popular o presidente Michel Temer (PMDB) vem conseguindo seguir à risca as orientações do oligarca José Sarney, apontado como principal conselheiro do presidente.

Temer conseguiu emplacar taxa de rejeição tão alta quanto os índices de desaprovação acumulados por Sarney quando ele governou o país, no final da década de 1980, chegando a quase 90% de rejeição.

Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) com o Instituto MDA Pesquisas e divulgada nesta terça-feira (19), apenas 3,4% dos brasileiros julgam a administração do peemedebista positiva e 84,5% rejeitam o desempenho pessoal de Temer.

Com menos de 4% de aprovação, Temer conseguiu ter a pior avaliação da série histórica da pesquisa CNT/MDA, que vendo sendo realizada desde 1998, durante o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A intragável gestão Temer conseguiu uma vergonhosa façanha: ser pior avaliada do que o último ano do governo Sarney, que em 1989, no auge da crise da hiperinflação, contava com apenas 5% de aprovação entre os brasileiros.

Assis Filho se atrapalha e chama embarcação de veículo terrestre

O secretário nacional de Juventude do governo Michel Temer, o maranhense Assis Filho, anda tentando ganhar espaço na mídia com o apoio dos veículos de comunicação do Clã Sarney. Ele concedeu entrevista ao Bom Dia Mirante para falar da “caravana do ID Jovem”, uma espécie de carteira de benefícios para jovens.

O projeto dá principalmente acesso à meia entrada para shows, cinemas, etc. Ele é voltado para jovens de 15 a 29 anos com renda de até 2 salários mínimos. O problema é que a faixa entre 15 e 18 deve obrigatoriamente ser estudante e já tem o benefício.

O governo Michel Temer está incentivando jovens que deveriam estar no Ensino Médio a permanecer fora da sala de aula. Benefícios como a meia entrada deveriam servir justamente de estímulo para que o jovem não deixe a escola prematuramente. Mas o governo Michel Temer/Sarney/Assis Filho não vê necessidade de permanência do jovem pobre na escola.

O próprio Assis deu exemplo do resultado dessas políticas ao explicar o benefício de viagens interestaduais.

“Serão quatro passagens, onde as duas primeiras serão gratuitas. Preenchidas essas duas as vagas, as próximas duas serão pela metade do preço. Isto em todos os veículos terrestres. Seja no trem, na embarcação ou nos ônibus”, afirmou.

Fiquei confuso!

 

 

 

Temer aumenta gasolina para população e libera R$ 2,11 bi para parlamentares barrarem denúncia contra ele

Estratégia de Temer despejar emendas como nunca para se salvar teria sido articulada por Sarney

Logo após o anúncio do aumento no preço dos combustíveis em todo o país, levantamento da ONG Contas Abertas revela que o governo Michel Temer (PMDB) liberou somente em julho R$ 2,11 bilhões em emendas parlamentares, o que equivale ao que foi pago durante todo o primeiro semestre. A estratégia, que visa impedir que a denúncia contra Temer seja autorizada pelo Congresso a ir a julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), teria sido articulada pelo oligarca José Sarney, reconhecido como principal conselheiro do presidente nesse cenário de crise.

Sarney, que nos bastidores de Brasília também teria influenciado a alta nos impostos sobre combustíveis que já pesa no bolso dos brasileiros, está usando todas as manobras possíveis para manter o peemedebista no poder até 2018. O motivo: garantir bases políticas e o uso da máquina federal na candidatura de aliados e dos seus filhos Roseana (PMDB) e Sarney Filho (PV) em 2018.

Emendas parlamentares são recursos previstos no Orçamento Federal, cuja aplicação é indicada por parlamentares. Não à toa, ainda segundo a ONG Contas Abertas, o Maranhão estaria entre as bancadas estaduais que mais se beneficiaram com a liberação dos recursos.

Sarney e Temer sabem que a liberação de emendas serve como moeda de troca para tentar barrar a denúncia de corrupção passiva que tramita contra o presidente na Câmara dos Deputados. O aumento no preço dos combustíveis seria uma maneira de tampar o rombo nas contas federais gerado a partir dos gastos desenfreados na “compra” de votos contra a denúncia.

Vale lembrar que para barrar o seguimento da denúncia, que será votada em plenário no dia 2 de agosto, Michel Temer precisa do voto de pelo menos 172 dos 513 deputados federais.

Temer mais impopular que Sarney?

Conforme aponta coluna do jornal O Estado de São Paulo, em breve devem sair novas pesquisas de avaliação do governo Temer. O esperado é que o atual presidente bata todos os recordes de impopularidade de seus antecessores.

“Talvez seja por isso que Sarney insista em lhe dar tantos conselhos – para se livrar da pecha de presidente mais impopular da história da opinião pública brasileira. Vai conseguir”, avalia a publicação.

Roberto Rocha declara-se contra eleições diretas

Em texto divulgado nesta segunda-feira (29), o senador Roberto Rocha (PSB) declarou ser  expressamente contra eleições diretas caso o presidente Michel Temer (PMDB) seja cassado. A visão de Rocha – mais uma vez – não acompanha a da grande maioria dos brasileiros. Só no último domingo (28), cerca de 150 mil pessoas lotaram a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em grande ato pelas “Diretas Já”. Para os manifestantes, o governo Temer já acabou e apenas eleições diretas poderão restabelecer a vontade popular. Mas não é assim que o senador pensa.

Intitulado “A lógica da Constituição”, o discurso de Roberto Rocha tentar recorrer à autoridade da Carta Magna para defender a aplicação de eleições indiretas caso ocorra dupla vacância (vago por dois mandatos) na Presidência da República, como prevê o parágrafo 1º do artigo 81 da Constituição, embora Rocha reconheça que é possível alterar essa legislação com a promulgação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleça eleições diretas nessa situação.

O senador alega que uma PEC a favor das diretas poderia demorar tempo excessivo para ser aprovada no Congresso Nacional. Mas o texto de Roberto Rocha tem apenas meias verdades.

O parlamentar esqueceu de citar que relatório do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que estabelece a realização de eleições diretas em caso de vacância deve ser votada já na próxima quarta-feira (31) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O texto da PEC 67/2016, apelidada de “PEC das Diretas”, amplia de dois para três anos o prazo para realização de eleição direta para presidente e vice-presidente da República em caso de vacância dos cargos.

Enquanto Rocha faz torcida contra as eleições diretas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e consultores do Senado defendem que a PEC das Diretas além de não violar cláusulas pétreas, pode aprimorar a Constituição.

Ao contrário do que diz Rocha, sobre uma eventual demora na promulgação da PEC das Diretas, o autor da proposta, o deputado Miro Teixeira (REDE-RJ), disse que a PEC pode ser aprovada em apenas três semanas, caso aja vontade política. Para Miro Teixeira, a PEC das Diretas deve ser aprovada porque o Congresso Nacional vive uma crise de representatividade, e caberia ao parlamento devolver ao povo o direito de escolher seu governante.

Interesses eleitorais

Roberto Rocha era grande apoiador de Michel Temer até eclodirem os escândalos judiciais contra o presidente, que resultou na saída do PSB, partido de Rocha, do todos os cargos que a sigla ocupava no governo Temer.

Rocha na verdade mira as eleições de 2018, quando pretende lançar candidatura contra o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Para enfrentar o favoritismo de Dino, que segue bem nas pesquisas de popularidade entre os maranhenses, Rocha vislumbra contar com apoio da máquina federal para sua campanha.

Com a queda de Temer, a única saída possível de Roberto Rocha para “operar” sua campanha no próximo ano, seria articular, por meio de eleições indiretas, um nome de confiança do seu grupo político para presidir o país e que possa lhe dar bases para a disputa eleitoral ano que vem.