Disputa pelo comando do MDB no Maranhão será acirrada

Com o esfacelamento do Clã Sarney no Maranhão nas eleições deste ano, cresceram os olhos para ter o controle do MDB, que mesmo tendo perdido muitas cadeiras no Congresso Nacional, continua sendo uma legenda forte e com peso nacional.

Presidente do partido há muitos anos, o senador João Alberto deixará o mandato no final do ano e quer garantir o controle da legenda. Quando o grupo Sarney estava no poder, o comando de João Alberto era controlado por Sarney. Mesmo no governo Flávio Dino, com influência no governo federal, o Clã ainda tinha controle da legenda na figura de João Alberto, mas ali já começaram alguns conflitos.

Na última eleição, em 2015, o deputado Hildo Rocha teve uma dura discussão com o deputado estadual Roberto Costa e com membros da Juventude do PMDB. O deputado saiu da sede do partido expulso a gritos pelos aliados de João Alberto e Roberto Costa. Algo antes impensado no partido do Clã.

Agora, a disputa promete ser muito mais ríspida. Reeleito, Hildo Rocha já prometeu que será candidato e quer conduzir o MDB no processo eleitoral de 2020. João Alberto também já deixou claro que não entregará o partido fácil. Nos bastidores, o nome do filho Carcará é colocado como possível candidato: João Marcelo também se reelegeu deputado federal.

Ainda circula a possibilidade de Roseana Sarney ser a candidata de consenso do grupo. No início do ano, já se comentava que Roseana Sarney exigia o controle absoluto do MDB para ser candidata a governadora, tendo total controle do recurso partidário. A situação acabou sendo contornada dada a necessidade da candidatura porque existia grande expectativa de eleger Sarney Filho senador.

Relembre a confusão do último processo eleitoral do PMDB:

DEM filia políticos de peso do Maranhão nesta quinta-feira

Durante a convenção do DEM em Brasília, nesta quinta-feira (8), o partido receberá um grande reforços de quadros maranhenses. O presidente estadual da legenda, deputado federal Juscelino Filho, conseguiu articular filiações importantes.

Dois prefeitos de cidades grandes se filiarão à legenda: Luís Fernando Silva, de São José de Ribamar, e Vianey Bringel, de Santa Inês. Além deles, dois secretários estaduais também reforçam os quadros do Democratas: Neto Evangelista deixou o PSDB e se filiará ao ex-PFL. O secretário de Educação, Felipe Camarão, que nunca foi filiado a partido, também ingressará na legenda.

Em entrevista ao programa Ponto Continuando, Camarão confirmou a filiação e disse que a filiação é um gesto de que o DEM está dentro do governo e não tem pretensões de disputa eleitoral no momento, mas deixou a possibilidade em aberto. “Sou aliado do governador Flávio Dino e um soldado”.

Quem também se filiará ao DEM nesta quinta é o líder do governo, Rogério Cafeteira. Ele já estava convicto de que não ficaria no PSB, que terá a concorrência do secretário Marcelo Tavares nas eleições e na busca de espaço partidário. Cafeteira será o principal nome do DEM na Assembleia Legislativa.

As filiações de peso dão muita moral a Juscelino Filho junto à direção nacional da legenda. O partido passa a ter uma relevância que há muto tempo não possui no Maranhão. Além da grande possibilidade de indicação na chapa majoritária.

Filiação de Cleide reforça protagonismo do PDT e bandeira dinista em Caxias

Liderança popular na região de Caxias e tendo para si todo o legado político do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho, dona Cleide Coutinho se filia ao PDT para ser uma das mais votadas na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão.

A filiação de Cleide contou com a presença de lideranças importantes como o governador Flávio Dino, o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, os deputados federais Weverton Rocha e Eliziane Gama.

Cleide no PDT é uma força muito grande para que o partido mantenha uma grande bancada no parlamento estadual e mantém a bandeira dinista fincada em Caxias e região, dando sustentação à reeleição do governador no Leste maranhense.

“O PTC acredita que o Maranhão está no rumo certo”, afirma Edivaldo Holanda

O presidente estadual do Partido Trabalhista Cristão (PTC), deputado estadual Edivaldo Holanda, demonstrou força e prestígio político nesta sexta (01), durante Encontro Estadual que reuniu filiados e lideranças estaduais e nacionais para discutir os rumos do partido nas eleições de 2018. Na oportunidade, Edivaldo declarou apoio à reeleição do governador Flávio Dino e à candidatura do deputado federal Weverton Rocha ao senado.

Além de vereadores, prefeitos e vice-prefeitos de todo o Estado, o encontro contou com a presença do governador Flávio Dino; do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi; do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior; do deputado federal Weverton Rocha; e do presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto.

“O PTC acredita que o Maranhão está no rumo certo e por isso precisa dar continuidade à política de desenvolvimento implantada pelo Governo Flávio Dino, dando segmento aos avanços que estão sendo conquistados”, afirmou Edivaldo, que abriu oficialmente o encontro ao lado do presidente nacional do PTC, Daniel Tourinho e do deputado estadual Evaldo Gomes (PTC-PI). “Um momento muito importante, pois estão em pauta o debate político para a consolidação das escolhas da sigla para as eleições majoritárias de 2018 no Maranhão, e as composições para o pleito proporcional”, destacou.

Em todos os discursos, a lideranças políticas deixaram mensagens de apoio e aliança ao projeto político do PTC, além de declarar apoio à reeleição do governador Flávio Dino e à candidatura de Weverton Rocha ao senado. “Seguimos reforçando nossas alianças políticas e a parceria de sempre. Weverton pode contar com o PTC, que já fechou aliança com o PDT para representar o Maranhão como senador”, declarou o deputado.

Edivaldo Holanda também agradeceu as palavras de apoio do prefeito Edivaldo Holanda Junior, que tem feito um grande trabalho pela cidade, avançando com obras e projetos mesmo diante de um cenário de crise nacional. “Em 2018, somaremos forças em prol de mais desenvolvimento para São Luís e para o Maranhão”, completou.

O evento foi encerrado com a filiação de novos membros do partido. Lideranças como Telma Pinheiro; deputado Costa Ferreira; e os secretários Canindé Barros, Israel Ferreira e Moacyr Feitosa; entre outros.

Com PSDB fora do governo Temer, Roberto perde a boca da Codevasf?

Agora é Alckmin que não quer mais PSDB no governo.

Ao confirmar que seu partido sairá da base do governo Michel Temer (PMDB), o governador de São Paulo e provável pré-candidato à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), praticamente deu um tiro no pé na pretensão de Roberto Rocha (PSDB) ao governo.

O motivo: até agora Rocha vinha exercendo influência política junto à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), onde o seu cunhado, Marco Aurélio Diniz, é diretor da Área de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura (AD).

Com a saída dos tucanos do governo Temer, Roberto Rocha – que é pré-candidato ao governo do Maranhão – perde força no governo federal e deve acabar se desfazendo da “boquinha” na Codevasf. Isto se não der novamente uma de “João sem braço”.

Golpe na Saúde

Em outubro deste ano, Roberto Rocha deu um duro golpe nos maranhenses ao vetar repasse de R$ 90 milhões que deveria reforçar a Saúde nos municípios do Maranhão. Rocha e os outros dois senadores ligados ao clã Sarney “preferiram” destinar o recurso justamente para a Codevasf.

Expulsa do PMDB, senadora detona cúpula do partido de Temer e Sarney: “organização criminosa”

A senadora Kátia Abreu (TO) foi expulsa do PMDB por suas posições contrárias ao governo do presidente Michel Temer e saiu detonando a alta cúpula do partido.

Ela afirmou que o PMDB se transformou em uma organização criminosa, chefiada por Michel Temer. A declaração atinge em cheio nomes como José Sarney, grande mentor e conselheiro do atual presidente.

Kátia Abreu lembrou também que ela foi expulsa, mas o PMDB não fez o mesmo com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que “está preso sem responder a processo ético”, após ser descoberto com mais de R$ 50 milhões em dinheiro em um apartamento em Salvador.

A crise no partido de Michel Temer e José Sarney expõe que nem mesmo os membros do PMDB concordam com as práticas escusas que vem sendo adotadas pela cúpula da sigla, e que tão prejudicial estão sendo para o povo brasileiro.

Intervenções feitas por Tasso já são questionadas por tucanos

Blog do Jorge Vieira – A crise interna que abala o PSDB nacional vai acabar respingando no Maranhão, onde o presidente Carlos Brandão foi deposto do comando do partido através de um ato de intervenção do presidente interino da legenda, senador Tasso Jereissati, que já começa ser questionado por aliados de Aécio Neves, pois a intervenção se estendeu também ao diretório estadual da Bahia.

Tasso é candidato a presidente do PSDB na convenção de dezembro próximo e Aécio teria usado esse argumento para destituí-lo, alegando a questão da paridade com o governador de Goiás e concorrente ao cargo, Marconi Perilo. Tudo indica que a nomeação de Roberto Rocha teria sido com o comprometimento de voto em Tasso na convenção. Aliados de Tasso espalharam que Fernando Henrique seria contra e teria se surpreendido com a nomeação de Alberto Goldman, mas essa versão é contestada.

A declaração do deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) sobre o episódio, no entanto, revela, inclusive, insegurança jurídica dos atos que destituíram os dirigentes estaduais do partido na Bahia e no Maranhão, o que só vem colocar mais calor nas discussões sobre futuro dos tucanos nos dois estados. Aqui no Maranhão Tasso interviu para arrancar Carlos Brandão da presidência e entregar a sigla para o senador Roberto Rocha, o popular “Asa de Avião”, uma vez que a debandada da militância é tida como certa.

– Engraçada essa versão que estão espalhando que Fernando Henrique ficou perplexo. Aécio conversou com ele antes e agora à tarde (nesta quinta-feira). Fernando Henrique deixou bem claro que Goldman iria prestar um grande serviço pacificando o partido, o que Tasso não estava conseguindo, que ele não iria buscar a unificação, tem sido hostil com todos que não concordam com ele. E já tivemos notícias que ele, como presidente, estava intervindo nos diretórios do Maranhão e Bahia, já não mostrava a imparcialidade na disputa — disse.

O senador “Asa de Avião” foi colocado na presidência do PSDB estadual por um ato de intervenção do presidente nacional interino no diretório estadual, mas o ato começa ser questionado e até discutida a validade, o que só vai contribuir para aumentar ainda mais a instabilidade política e legal no ninho dos tucanos do Maranhão.

Depois de tomar PSDB, Roberto Rocha foca em PPS e PSB

O senador Roberto Rocha não para de se movimentar para tomar legendas de gabarito alto que estão na aliança do governador Flávio Dino. Embora a engenharia seja difícil, Roberto Rocha trabalha diuturnamente para tomar mais dois partidos grandes do campo dinista após ser alçado presidente estadual do PSDB. São eles o PPS e o PSB.

Rocha já teve conversas com o presidente nacional do PPS, Roberto Freire e tenta convencê-lo da viabilidade de seu projeto para que interceda no Maranhão colocando o PPS em sua coligação. A articulação iria de encontro ao projeto do partido estadual, já que a deputada Eliziane Gama, está se fortalecendo a cada dia o nome como pré-candidata a senadora na chapa do governador Flávio Dino.

Embora muitos socialistas maranhenses desdenhem, é bom abrir os olhos. Hoje, a turma de Pernambuco controla o partido dando suporte ao presidente estadual no Maranhão Luciano Leitoa e ao projeto de reeleição de Flávio Dino. Mas o jogo continua e não é tão fácil quanto parece. A eleição nacional do partido é só em março de 2018 e o vice-governador de São Paulo, Mário França, não jogou a toalha. Até porque Geraldo Alckmin sonha em ter o partido na sua coligação para a presidência da República.

Caso Mário França vença, Rocha já está articulando para que o comando do PSB no Maranhão fique com a deputada federal Luana Alves. Vale lembrar que o marido de Luana, ex-prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves, foi quem levou Roberto Rocha para o PSB em 2012. Com Luana no comando do partido, estaria assegurada  a aliança com o PSDB.

Pode até não ser fácil Roberto conseguir fechar os acordos, mas ele não para de articular. Não será por falta de aviso…

 

Tasso Jereissati desmente Madeira e afirma que pedido de intervenção ainda está sendo estudado

Tasso ainda não dá como certa a intervenção no Maranhão.

Mais uma baita vergonha para a dupla Sebastião Madeira-Roberto Rocha. O ex-prefeito de Imperatriz espalhou na imprensa sarneysista que seu pedido de intervenção na Executiva estadual do PSDB já havia sido aprovado e Roberto Rocha seria o novo presidente da legenda do Maranhão.

Mas jornalista do blog O Informante conversou com o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, que afirmou ainda estar estudando o pedido, mas não garantiu a intervenção. O que ocorreu nesta segunda-feira (6) foi uma reunião para discutir a celeuma no PSDB maranhense. Tasso disse ao jornalista que não cravou a intervenção, apenas acertou que iria estudá-la.

Madeira se adiantou e já plantou como certa a intervenção. Pode até ocorrer, mas ainda não é fato.

Luciano Leitoa contrariou prognósticos e mostrou força

Prefeito de uma média cidade, Luciano Leitoa sempre se manteve balançando no comando do PSB do Maranhão. Pelo menos, não faltaram nomes de peso nacional que poderiam “tomar” o controle da legenda que é considerada grande. Mas já são cinco anos que Leitoa segue com a confiança da Executiva Nacional e da militância no Maranhão.

O deputado federal Zé Reinaldo Tavares, que já anunciou até a saída do PSB, havia afirmado categoricamente que seria presidente do partido para ser candidato a senador com todas as garantias. Acabou metendo os pés pelas mãos, contrariando as decisões da Executiva Nacional e perdendo espaço. Hoje, não tem ideia sobre por qual legenda será candidato (ou se será candidato).

O senador Roberto Rocha, que havia vencido Luciano em 2016, colocando o filho na presidência da Comissão municipal e o partido no palanque de Wellington do Curso. Além de filiar o ficha seja Ildon Marques em Imperatriz, fazendo com ele disputasse a eleição pela legenda socialista. A força que o senador mostrava naquele momento fazia crer que ele iria tomar o controle do partido para ser candidato a governador pelo PSB em 2018.

Mas Roberto se deu mal com as derrotas eleitorais e a teimosia de ir contra as determinações da direção nacional do partido. Agora, foi oficialmente convidado a se retirar do PSB.

Nem mesmo a deputada federal Luana Costa (ex-Luana Alves) ameaçou o prestígio de Leitoa entre os caciques e a base dos socialistas.

Assim, o prefeito irá levar o partido para as eleições do ano que vem. Certo mesmo é que o PSB estará na coligação do governador Flávio Dino.