Com candidatura incerta, Roseana ainda não pisou em São Luís este mês

A possível pré-candidata Roseana Sarney ainda não retornou de Brasília, para onde migrou no período da visita do ex-presidente Lula. Para fugir da humilhação de não ser recebida pelo tantas vezes aliado, Roseana foi aconselhada pelo pai a ir à Brasília. Chegou até a espalhar o boato por meio de aliados que estava na Europa, em viagem de lazer.

Mas na verdade, só queria minimizar o fato de não ser recebida por Lula.
Desde que foi à capital federal, Roseana aproveitou para realizar articulações nacionais. Junto ao pai, articula com Temer verbas federais e apoio de outros partidos que possam viabilizar sua candidatura.

Também articula o arquivamento de uma auditoria que corre contra ela no Ministério da Integração.

Quando chefiado pelo hoje detento Geddel Vieira Lima, o ministério repassou R$ 18 milhões para obras de enchente que simplesmente sumiram. Mais um problema que ameaça jogar por água abaixo a candidatura de Roseana a um quinto mandato.

Roseana ficou revoltada com arquivamento de processo de Flávio Dino na Lava Jato

Sonhando em voltar aos tempos de farras regadas a lagostas, champanhes franceses e camas de R$ 130 mil, Roseana Sarney ficou revoltada com a decisão do STJ em atender o pedido da Procuradoria Geral da República, que afirmou não haver qualquer fato ou indício que pudesse comprovar as falsas acusações feitas pelo funcionário da Odebrecht, José de Carvalho Filho, contra o governador Flávio Dino no âmbito da Operação Lava Jato.

Assim como aconteceu na derrota para Jackson Lago em 2006, Roseana Sarney arremessou pratos e esbravejou do alto do seu apartamento de luxo na Península, sobretudo com seu pai. A maior revolta de Roseana foi pelo fato de José Sarney não ter conseguido usar sua influência para forçar um inquérito contra Flávio Dino. A denúncia era a garantia que a ex-governadora estava esperando para disputar as eleições.

Acostumada a ter tudo de mãos beijadas dadas pelo pai, Roseana agora se vê em maus lençóis – e ainda por cima sem a cama hi-tech – tendo que enfrentar um adversário que não possui qualquer mácula contra sua imagem e que está fazendo, em dois anos e meio, o que ela não fez em 16 anos.

A revolta de Roseana é, na verdade, a destruição da única chance que ela teria em um embate com Flávio Dino. Pelo visto, esse foi mais um capítulo do passamento do grupo Sarney no Maranhão.

Que companhia! Roseana recebe visita de Júnior Lourenço

Júnior Lourenço (de laranja) bem ao lado de Roseana

As companhias da ex-governadora Roseana Sarney nesta pré-campanha ao governo não são nada boas. Nesta quarta-feira (23), a Branca recebeu a visita de lideranças de São Vicente Ferrer, Capinzal do Norte, Cajari, Mirador, Carutapera, Lagoa Grande e Pedro do Rosário.

Mas o principal visitante arregimentador do grupo era ninguém menos do que o ex-prefeito de Miranda, Júnior Lourenço, uma das figuras mais enroladas do Maranhão. Ele já teve bens bloqueados no valor de R$ 10 milhões. Também conhecido como ‘Rei dos Convênios’, é suspeito de desviar verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A Justiça também já bloqueou recursos da prefeitura no período que Lourenço era gestor para que fosse cumprido o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para compra do transporte escolar.

Lourenço é muito próximo do principal agiota do Maranhão, o Pacovan.

Juiz Clésio Coelho inocenta Roseana no caso Constran

Mais uma vez ele! O juiz Clésio Coelho Cunha, que está respondendo pela 3ª Vara Criminal, decidiu absolver a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) da denúncia da Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa a respeito do caso Constran.

A ex-procuradora-geral do Estado, Helena Haickel, também foi inocentada. Clésio julgou inepta a denúncia sobre as duas e decidiu pela absolvição.

Roseana e outros 11 co-réus foram denunciados por recebimento de propina de R$ 33 milhões para liberar os precatórios da Constran, furando a fila dos precatórios. O doleiro Alberto Youssef entregou uma mala de dinheiro a um homem que seria enviado do ex-chefe da Casa Civil, João Abreu, como parte do pagamento da propina. Abreu chegou a ser preso.

Rejeição: metade dos eleitores não votaria em Roseana

A pesquisa do instituto Exata também aferiu a rejeição dos possíveis candidatos ao governo do Estado nas eleições do ano que vem. A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) é rejeitada por 49% dos eleitores.

O segundo mais rejeitado é Roberto Rocha (PSB) com 35%; seguido de Flávio Dino (PCdoB) com 27%; 25% disseram que não votariam em Maura Jorge (Podemos) e 21% em Eduardo Braide (PMN). Votaria em todos 4% e não votaria em nenhum 9%.

Surpreenderam os números altos de rejeição de Maura Jorge e Eduardo Braide que ainda são pouco conhecidos do eleitorado. As rejeições de Roseana (quatro vezes governadora), Flávio Dino (que tem o desgaste natural de estar no poder) e Roberto Rocha (também sofrendo o desgaste de estar em cargo majoritário) são naturais.

Roseana está mal até em suas pesquisas; Escutec engaveta levantamento

Parece que os números da ex-governadora Roseana Sarney para possível retorno ao Palácio dos Leões não são nada bons. O PMDB contratou pesquisa do Escutec, tradicional instituto que faz aferições para o Clã Sarney, mas jogou dinheiro fora.

A consulta feita em 80 municípios para aferir o confronto entre Flávio Dino e Roseana para as eleições de 2018 foi engavetado. Ou seja, os números são péssimos para a peemedebista.

Roseana tem feito de tudo para se manter em evidência e ter o mínimo de condições de disputar o governo. Inclusive com a estratégia de dizer que não quer ser candidata e esperar se os ventos sopram a favor.

A situação de Roseana não é fácil.

Congresso cria CPI do BNDES que pode esclarecer empréstimos de Roseana

Roseana Sarney assinou empréstimos bilionários com o BNDES

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, leu ontem o pedido de criação da CPI do BNDES. Apesar de Roberto Rocha também pretender apresentar um pedido semelhante, o que foi lido é do senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e pelo deputado Alexandre Baldy (PODEMOS-GO).

O objetivo principal é investigar os empréstimos feitos pelo Banco à JBS entre 2007 e 2016, durante os governos Lula e Dilma. Mas, CPI se sabe como começa mas não como termina.

O governo do Maranhão, ainda na gestão de Roseana Sarney, tomou de empréstimo cerca de R$ 5 bilhões. É muito dinheiro e foi emprestado no ano da eleição. Os deputados de oposição na época conseguiram pelo menos barrar o gasto do dinheiro que seria despejado nas prefeituras amigas.

Mas a investigação no Congresso pode ajudar a esclarecer como se deu este empréstimo e se houve alguma falcatrua estabelecida entre governo, banco e algumas empresas.

A CPI mista deverá ser composta por 16 senadores e 16 deputados titulares. O colegiado terá prazo de 120 dias (prorrogáveis por mais dois meses) para apresentar um relatório final.

 

Iminente queda de Temer é o fim da candidatura de Roseana

Temer era salvação para campanha de Roseana

Não à toa José Sarney trabalhou para que o presidente Michel Temer não renunciasse ao cargo. A permanência de Temer no poder é garantia de influência direta de Sarney no centro do poder com a certeza de ocupação de cargos federais em Brasília, No Amapá e no Maranhão. Mesmo com todo poder de influência, não sabe se terá tanto poder com o próximo presidente (seja lá quem for).

O cenário é de muita incerteza. Mas o fato é que sem Temer, a candidatura de Roseana Sarney ao governo fica inviável. Este Blog publicou na última terça-feira (16) que a eleição no Maranhão caminhava para uma disputa plebiscitária. E este era o cenário que caminhava para o pleito.

Flávio Dino tem força popular e está com o controle da máquina estadual. Roseana Sarney tem algum recall eleitoral e tinha a força da máquina federal a seu favor. Certamente, os dois teriam uma disputa acirrada voto a voto nestas condições.

E Roseana estava bem articulada, estrelando o programa peemedebista na TV, conseguindo dialogar com alguns prefeitos. Quando a ex-governadora começava a sair do buraco, o principal trunfo para atrair liderança parece desmoronar: recursos, obras e cargos do governo federal.

A queda é questão de tempo. E os sarneys ficarão novamente sem rumo. Aliás, com um rumo: se encostar a qualquer custo em quem estiver no poder.

 

Já ré pela Máfia da Sefaz, Roseana também pode ser indiciada pelo Caso Constran

A ex-governadora Roseana pode sentar no banco dos réus por mais um caso de corrupção envolvendo seu governo. O fantasma da Constran volta a assombrar Roseana, que deverá responder a mais um inquérito.

A juíza titular da 8ª Vara Criminal – Crimes Contra Ordem Tributária e Econômica e Lavagem de Dinheiro, Oriana Gomes, não aceitou a absolvição sumária solicitada nas respostas às acusações do Ministério Público, e manteve a ex-governadora Roseana Sarney e todos os outros suspeitos como réus na ação penal que apura o desvio de milhões de reais através de um esquema criminoso de compensações tributárias ilegais, no que ficou conhecido como Máfia da Sefaz.

Veio à tona no final da semana passada que o promotor Lindonjhonson Gonçalves de Sousa, da 28ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa ajuizou, no último dia 28 de abril, uma Ação Civil Pública (ACP) por ato de Improbidade Administrativa contra a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) e outros 11 co-réus, motivada pelo caso do pagamento de precatório de R$ 33 milhões ao consórcio Constran/UTC.

O pagamento teria sido feito “fora da ordem legal do precatório” (‘furando a fila’), mediante pagamento de “vantagem financeira pessoal” (propina) de R$ 3 milhões à então governadora Roseana, por meio de seu secretário da Casa Civil, João Abreu, que teria recebido tal quantia do doleiro Alberto Youssef (a serviço da Constran/UTC) nas dependências do próprio Palácio dos Leões (sede do governo do Maranhão.

O pedido de Ação Civil Pública contra Roseana Sarney e outras 11 pessoas foi feito pelo MPMA à juíza Luzia Madeiro Nepomuceno, da 1ª Vara da Fazenda Pública (São Luís).

Entrevista de Roseana deixa claro que ela não será candidata

A entrevista de Roseana Sarney ao jornal O Imparcial demonstrou que de fato a ex-governadora não deve disputar o Palácio dos Leões no ano que vem. Roseana afirmou que não pretende ser, mas se ” provocarem”, ela pode resolver ser candidata.

Quem tem a menor intenção de se candidatar a um cargo majoritário, mesmo com a incerteza, aparenta convicção para manter a classe política e militância animadas. A insegurança da fala de Roseana escancara que a ex-governadora não quer se candidatar.

Roseana sempre disputou eleições com extremo favoritismo. Nunca entrou em uma campanha com dúvidas. Nem em 2014, quando poderia ser senadora, mas, na dúvida, preferiu não se candidatar. Mesmo na eleição que perdeu para Jackson Lago, Roseana era favoritíssima no início do processo eleitoral.

Agora, sem força política, vendo os principais caciques do Clã dispersos em projetos individuais, complicada com processos judiciais, Roseana tem o pior cenário eleitoral de sua carreira. E deixou isso explícito nas entrelinhas da entrevista.

Roseana diz que decidirá sobre candidatura no segundo semestre. Ainda vai manter alguma perspectiva no grupo, que não se consolidará. O Clã busca alguma solução para a candidatura majoritária. Apoio a Roberto Rocha, nova candidatura de Lobão Filho ou até lançar Eduardo Braide. Ou seja, segue sem muita opção.