Um dia após lançar candidatura de Roseana, Jucá tem sigilo de denúncia por corrupção quebrado

Um dia depois de lançar a candidatura de Roseana Sarney ao governo do Maranhão, o presidente do PMDB, senador Romero Jucá, viu o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo da denúncia contra ele e contra o empresário Jorge Gerdau, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau.

Os dois foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção passiva e ativa e por lavagem de dinheiro.

A denúncia refere-se a crimes na Operação Zelotes, que apura fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o tribunal de recursos da Receita Federal.

As investigações da Polícia Federal apontam que em 2013, enquanto líder do governo no Senado, Jucá teria alterado uma medida provisória para beneficiar o grupo Gerdau. À época, o senador era relator de proposta que mudava a tributação sobre o lucro de empresas brasileiras fora do país.

Ontem, Jucá declarou que “com a amiga, ex-governadora, ex-senadora, grande figura humana que é Roseana Sarney, que precisa voltar para dar esperança novamente à população com toda a experiência que ela tem. Nós estaremos unidos, todo o PMDB nacional, apoiando as ações da Roseana aí na eleição e depois no governo”.

Roseana anda mal de companheiros de partido…

Pra ficar contra Dino, Rocha se alia até a Renan e critica a Lava Jato

Dois dias após o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fisher, atender pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e inocentar o governador Flávio Dino (PCdoB), o senador Roberto Rocha (PSB) fez um aparte ao discurso do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no Congresso Nacional para criticar a Operação Lava Jato e a decisão do procurador-geral Rodrigo Janot, que encerrou qualquer suspeita contra Dino.

“O governador do Maranhão foi denunciado, e, ontem, o procurador-geral da República pediu o arquivamento da sua denúncia”, disse o parlamentar maranhense.

Rocha, que chegou ao Senado escorado na chapa vitoriosa de Flávio Dino em 2014, rompeu com o atual governador um ano após ter assumido o cargo, e no ano passado declarou ter interesse em disputar o governo do Estado contra Dino em 2018.

Rival confesso do governador, uma investigação contra Dino no STJ seria uma das “armas” de Roberto Rocha para tentar depreciar a campanha de reeleição do comunista no próximo ano.

No Senado, Renan Calheiros criticou as decisões de Janot com a tese de que o procurador-geral da República age “com dois pesos e duas medidas” nas denúncias contra envolvidos na Lava Jato. A ira do peemedebista contra Janot não é à toa: Calheiros foi denunciado pela PGR ao Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira (25), acusado de corrupção passiva e lavagem em esquema de recebimento de propina oriunda de contratos da Transpetro.

Ao entrar em sintonia com a narrativa de Renan, Roberto Rocha, também conhecido como “Asa de Avião”, dá sinais de que topará qualquer aliança para 2018 para tentar derrubar o opositor Dino nas próximas eleições. Mas a missão de Rocha é difícil. Ele não conta com apoio do próprio partido para o seu projeto eleitoral em 2018 e amarga alta rejeição popular entre os maranhenses.

A única saída possível para a candidatura de Rocha é uma aliança com o grupo Sarney e com o governo de Michel Temer (PMDB). No entanto, ventila-se uma possível candidatura de Roseana Sarney (PMDB). Caso isso ocorra, o senador Asa de Avião pode ver seu sonho de governar o Maranhão ainda mais distante da realidade.

Lobão tenta “ressuscitar” financiamento empresarial de campanha eleitoral

Da Veja – Senadores favoráveis ao retorno do financiamento empresarial de campanhas eleitorais se articulam nesta semana para acelerar a apreciação do tema na Casa. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Edison Lobão (PMDB-MA), deve nomear nos próximos dias um relator para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 113C/2015, uma das alternativas para ressuscitar a possibilidade de empresas doarem dinheiro para partidos políticos.

O financiamento privado de campanhas eleitorais está proibido desde 2015 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Os deputados tentaram “ressuscitá-lo” no mesmo ano, na votação da minirreforma eleitoral (lei 13.165), mas a então presidente Dilma Rousseff (PT) vetou o artigo que tratava do assunto. O texto da PEC 113C/2015 foi aprovado então pela Câmara, ainda em 2015, e agora precisa passar por duas votações no plenário do Senado.

Enquanto o Senado discute a volta do dinheiro privado em eleições, a Câmara agendou para esta terça-feira, 22, a votação em plenário da criação de um fundo eleitoral abastecido com verbas públicas. Inicialmente estimado em R$ 3,6 bilhões, o fundo público pode passar na primeira votação sem um valor global estabelecido e sem as fontes para custeá-lo determinadas. Os deputados querem postergar para a Lei Orçamentária Anual a discussão sobre o montante e as fontes do fundo, algo que desagrada à cúpula do Senado, como forma de facilitar a aprovação e escapar das críticas da opinião pública.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), quer esperar a decisão final da Câmara, mas os parlamentares que defendem a retomada das doações por empresas têm pressa. “Vamos, sim, fazer uma articulação no colégio de líderes para promover um acordo e examinar isso com celeridade na CCJ. Tenho total disposição de fazer com que prospere rapidamente, por causa do tempo”, disse o senador Armando Monteiro (PTB-PE), integrante da comissão. “Há um ambiente que pode fazer com que essa coisa ganhe adesão expressiva, na medida em que se percebeu a reação ao fundo público.”

João Alberto inocenta Aécio e aceita denúncia contra senadoras que protestaram

As duas faces de Carcará: para senadoras que protestaram, condenação; para senador flagrado em corrupção ativa, benevolência

A cara de pau do Senador João Alberto vai além do que podemos compreender. Carcará admitiu aceitar denúncia em desfavor das seis senadoras que na terça-feira (11) ocuparam a Mesa do Plenário durante a sessão em que foi votada a reforma trabalhista.

O documento, protocolado na terça-feira pelo senador José Medeiros (PSD-MT) e mais 14 senadores, pede a abertura de processo disciplinar contra as senadoras Angela Portela (PDT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN), Lídice da Mata (PSB-BA), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Regina Sousa (PT-PI).

As senadoras ocuparam a Mesa Diretora para impedir a votação da reforma trabalhista.

“Os fatos foram à vista de todos e foi uma situação inusitada. Estavam, se não me falha a memória, 79 senadores assistindo àquele quadro horrível de quebra de ética e decoro parlamentar em pleno Plenário do Senado Federal. Assim sendo, eu tive que acolher a denúncia e estou fazendo as tratativas para encontrar um dia propício para a reunião do conselho”, disse João Alberto.

Há três semanas, Carcará decidiu arquivar a representação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) que foi grampeado pedindo R$ 2 milhões para o dono da JBS, Joesley Batista, e ainda afirmando que deveria escolher alguém que pudessem matar antes de fazer delação para receber o dinheiro.

O dinheiro seria para pagar advogados, mas a PGR comprovou que advogado nenhum foi pago com esse dinheiro.

Roberto Rocha é contra a Lava Jato?

Roberto Rocha ao lado de Lobão durante sabatina de Raquel Dogde

Durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que analisou a indicação da subprocuradora Raquel Dodge para a chefia do Ministério Público Federal, o senador maranhense Roberto Rocha (PSB), relator da indicação, fez uma série de perguntas tendenciosas para a nova procuradora-geral da República.

O senador Asa de Avião, como é conhecido, questionou a imunidade penal concedida a delatores, em referência clara a Joesley Batista, empresário do grupo JBS, que teve direito ao benefício após ter sido o pivô das denúncias de corrupção contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Rocha queria levantar para a nova procuradora-geral de República cortar. Dodge foi escolhida pelo governo Temer justamente para afundar a Lava Jato, que já vem sofrendo revezes com a diluição, pelo governo Temer, do núcleo de atuação da Polícia Federal.

Raquel Dodge disse que já fez uso do mecanismo em investigações antigas e não vê problema algum em negociar prêmios com criminosos que decidem colaborar com a Justiça. Mas defendeu que a imunidade penal não pode ser usada em “benefício de chefes de organizações criminosas”.

Apoiadores de Temer, como é o caso de Roberto Rocha, na tentativa de reverter as graves acusações contra o presidente, vêm alegando que Batista não poderia fazer acordo de delação porque seria o chefe da organização criminosa que denunciou.

Entretanto, o atual procurador-geral Rodrigo Janot já deixou claro que para ele o chefe da organização criminosa seria na verdade Temer.

Segundas intenções

Rocha, que vem seguindo à risca todas as manobras do esfacelado governo Temer, como por exemplo, votar a favor da Reforma Trabalhista, é contra a Lava Jato e contra as denúncias contra Temer.

Até a crise com o presidente estourar, Rocha seguia as diretrizes de Temer, sendo reconhecido como um dos principais apoiadores da gestão do pmdebista no Senado.

A intenção de Rocha em manter Temer na Presidência é simples: solitário e esquecido no Maranhão, Rocha espera contar pelo menos com o apoio de Temer na sua candidatura ao governo do Maranhão em 2018, quando ele terá que enfrentar a boa popularidade, do homem que o alçou ao cargo de senador em 2014, o atual governador Flávio Dino (PCdoB), reconhecido na atualidade como um dos melhores quadros políticos do país.

Maranhão tem a pior bancada no Senado de sua história

Os três senadores do Maranhão, Roberto Rocha (PSB), Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB) mais uma vez contrariaram o interesse da maioria dos brasileiros e votaram, nesta terça-feira (11), pela aprovação do texto principal da reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB).

A reforma, que prevê a retirada de pelo menos cem direitos trabalhistas, é uma grande vitória do desgastado presidente Temer, atolado em escândalos de corrupção.

Com mais essa movimentação indigesta dos senadores em benefício da impopular gestão Temer, o trio vem sendo reconhecido como a bancada maranhense no Senado mais complicada e controversa da história do Maranhão.

No cenário de crise vivido pelo desgastado presidente Temer, os três parlamentares vêm exercendo papeis importantes para tentar salvar o pmdebista e outros aliados.

Foi com a ajuda de Edison Lobão, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e com o parecer do relator Roberto Rocha, que o nome da subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, indicada de Temer para substituir Rodrigo Janot à frente do Ministério Público Federal, passasse com facilidade pela comissão. Dodge é próxima a Temer e pode frear na Procuradoria-Geral da República (PGR) as denúncias de Janot contra o presidente. Raquel Dodge deve ser sabatinada nesta quarta-feira (12) na CCJ do Senado.

Foi também com a indiferença do senador João Alberto, que preside o Conselho de Ética do Senado, que a Casa Legislativa arquivou o pedido de cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Para o “carcará” João Alberto, Aécio foi vítima de “armação” e “não agiu de má-fé” ao pedir R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista. Com Aécio, fica mais fácil para Temer reconquistar o apoio dos tucanos ao seu governo.

Boicote ao Maranhão

Além de atuarem descaradamente a favor do governo Temer, a bancada maranhense vem consecutivamente boicotando o Maranhão no Congresso. A última foi o descaso do senador Roberto Rocha e de João Alberto, que simplesmente ignoraram o prazo do Senado e deixaram de apresentar emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

É por meio dessa lei que o governo federal define as prioridades orçamentárias para o ano seguinte. Sem a assinatura de Rocha, o Maranhão pode acabar perdendo investimentos federais que poderiam ser destinados ao estado. A única bancada estadual que não apresentou emendas foi a maranhense.

Investigado

O senador Edison Lobão, que vem manobrando pela manutenção do denunciado presidente Temer, também é alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados à Lava Jato. A PGR pediu abertura de inquérito e a autorização para a quebra de sigilo de Lobão, apontando indícios da participação do parlamentar em crimes contra o sistema financeiro, lavagem dinheiro e tráfico de influência.

É com manobras políticas impopulares, com a falta de compromisso com os maranhenses e envolvidos em casos de corrupção, que a atual bancada maranhense no Senado vem sendo lembrada como a pior da história política do Maranhão.

Senado: Flávio participa de culto e ouve preferência dos evangélicos por Eliziane

O governador Flávio Dino esteve na noite desta segunda-feira (3) no templo Central da Assembleia de Deus a convite do Pastor Coutinho, líder da igreja no Maranhão. Foi mais um convite feito pelo Pastor atendido pelo governador, mas com um diferencial: o fator Eliziane Gama.

Flávio fez uma explanação das ações do governo e anunciou projetos para área social e cultural em parceria com a igreja.

Já o Pastor Coutinho reafirmou a tese levantada pela igreja no Maranhão: o nome de Eliziane Gama para  Senado Federal na chapa do governador. É mais um movimento significativo. Também estavam no culto os deputados Levi Pontes e Cabo Campos, além do secretário de relações institucionais, Pastor Porto.

A tropa de choque maranhense de Temer no Senado

A bancada maranhense no Senado vem tomando a frente da árdua e impopular tarefa de tentar salvar o governo do presidente Michel Temer (PMDB), formalmente denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de corrupção passiva e investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por obstrução de justiça e participação em organização criminosa. Roberto Rocha (PSB), João Alberto (PMDB) e Edison Lobão (PMDB) exercem papeis decisivos no articulado joguete político que tenta livrar Temer, o primeiro presidente da história do país denunciado por corrupção durante o exercício do cargo.

O senador Roberto Rocha será o relator da indicação da subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, para substituir Rodrigo Janot à frente do Ministério Público Federal. A relatoria foi dada a Rocha pelo seu colega, o senador Edison Lobão, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Dodge, por sua vez, foi indicada por Temer para a PGR, apesar de ter sido a segunda mais votada na lista tríplice que preferiu o nome de Nicolao Dino para a função. Nicolao Dino é aliado de Janot, que é a favor da cassação do mandato do presidente.

Apesar de seu partido, o PSB, ter decidido abandonar o governo Temer em meio à crise, Roberto Rocha é reconhecido como um cego apoiador de Temer. A escolha do parlamentar para a relatoria pode ser essencial para a manutenção do presidente, já que Raquel Dodge é mais próxima de Temer e pode frear as denúncias contra o presidente.

Já o senador Edison Lobão – alvo de seis inquéritos no STF relacionados a esquemas de corrupção apurados pela Operação Lava Jato – tenta agilizar na CCJ o processo de indicação de Dodge para o cargo de Procuradora-Geral da República. Lobão corre para que a subprocuradora assuma antes mesmo de Janot sair do cargo, o que deve ocorrer em setembro deste ano. Com Raquel Dodge à frente do Ministério Público Federal acredita-se que as denúncias de Janot contra Temer podem ficar esvaziadas.

João Alberto atua em outra linha. Ele é o presidente do Conselho de Ética do Senado, tendo sido o responsável pelo arquivamento do processo que pedia a cassação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), assim como Temer, citado na delação premiada do empresário Joesley Batista, do grupo JBS. Após o arquivamento do pedido de cassação de Aécio, o STF decidiu devolver o mandato ao psdebista. A volta de Aécio ao Senado pode favorecer Temer. O político mineiro deve atuar para garantir o apoio dos tucanos a Temer.

Dois elementos interligam os três senadores maranhenses: as orientações que vêm sendo dadas pelo ex-presidente José Sarney para conter a crise em torno de Temer e o desejo de manter o pmdebista na Presidência até o final do mandato, em 2018. Com Temer na Presidência ficaria mais fácil usar a máquina federal como “apoio” na campanha de aliados durante as eleições do próximo ano.

Essa perspectiva seria fundamental para Roberto Rocha, que já anunciou que disputará o governo do Maranhão, mas que até agora aparece em pesquisas de intenção de voto como um nome esquecido e solitário (com menos de 7% dos votos) entre os possíveis candidatos a chefe do Poder Executivo Estadual.

Roberto Rocha vota contra o trabalhador e contra o PSB

Na visão de Roberto Rocha, empregos só serão gerados se trabalhador perder direitos.

Mesmo com o PSB contrário às reformas do presidente Michel Temer e se declarando oposição, o senador maranhense Roberto Rocha votou a favor do tema na Comissão de Constituição e Justiça. Foi uma dupla vergonha para o Maranhão já que a Comissão é presidida pelo senador Edison Lobão.

Foram 16 votos a favor e 9 contra o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Até senadores do partido de Michel Temer ficaram reticentes com a proposta que chegou do Poder Executivo. A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) chegou a se animar com um acordo por mudanças na lei mas não confiava por não ter assinatura do presidente Michel Temer, mas apenas de senadores.

Já Roberto Rocha não fez cerimônia e defendeu com unhas e dentes as reformas de Temer. “Estamos falando de uma lei que tem um século. Ouço muito falar aqui em direitos que estamos arrancando das pessoas. Mas qual é a maior obra social que pode existir? É o emprego. E esse é o pano de fundo da proposta: reduzir o custo do trabalho e permitir que pelo menos 65% dos brasileiros possam trabalhar”, afirmou Rocha.

Vejamos. As convenções e acordos coletivos passam a valer mais do que as leis. A CLT que servia justamente para proteger o lado do mais fraco, o do empregado, vale mais e as relações serão altamente injustas para o empregado. A jornada de trabalho poderá ser negociada.Gestantes e mães amamentando poderão trabalhar em locais insalubres. Acordos podem trocar dias de feriados.

Não, senador. O maior obra social não é o emprego pelo emprego. A subsistência a níveis de escravidão. É a dignidade do trabalho e a distribuição mais justa da renda. A corrupção e a irredutibilidade do lucro exagerado são problema do caos econômico, não o trabalhador.

Além da CCJ, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deu parecer favorável ao texto. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) decidiu pela rejeição do projeto. O texto agora vai para o plenário.

Evento de Sarney Filho deixa mais dúvidas do que certezas no Clã

Considerado o principal ato política da semana, o lançamento da pré-candidatura de Sarney Filho a Senador na noite desta sexta-feira (2) no Cass Eventos não entregou ao público o produto mais esperado: a convicção de que teremos uma chapa Roseana governadora, Sarney Filho Senador e uma coesão do grupo em torno deste núcleo.

O evento só gerou mais incertezas sobre como o Clã se posicionará e qual o grau de unidade é possível em torno dos principais caciques. O senador Edison Lobão não esteve presente. O Senador João Alberto compareceu de forma relâmpago e saiu sem fazer discurso. Foi a maior gafe quando o chefe de cerimônias chamou João Alberto para discursar e ele já tinha ido embora.

Havia muita expectativa sobre o anúncio de Roseana de que seria candidata a governadora para formar chapa familiar com o irmão. Não foi o que aconteceu. Roseana disse que continua indefinida. Falou rapidamente e deixou o salão.

O discurso gerou em torno do bom trânsito de Sarney Filho e a sua imagem limpa. Só que acabou ficou constrangedor para Roseana, que responde pelos crimes da Máfia da Sefaz e caso Constran. Afinal, se Sarney Filho tem vida limpa, quem não tem?

Prefeitos

A contar pelos prefeitos que abandonaram o Clã, havia até um número a considerar. Cerca de 20 prefeitos compareceram. Porém, alguns dizer votar em Flávio Dino para governador e Sarney Filho em uma das vagas para senador. O que mais chamou atenção foi a presença do prefeito de Chapadinha, Magno Bacelar. O “nota dez” foi o principal cão de guarda do grupo Sarney na Assembleia Legislativa e se elegeu prefeito em uma grande coalizão com dinistas capitaneada pelo deputado Levi Pontes (PCdoB). Agora, parece ter retornado ao antigo ninho. Tá vendo, Levi!

Roberto Rocha

Não. Roberto Rocha não esteve presente no evento. Mas chamou atenção a presença do seu braço na Câmara Municipal de São Luís, vereador Estêvão Aragão. O vereador do PSB fala abertamente que seu líder político é o Senador Roberto Rocha e seguirá as suas diretrizes nas eleições de 2018. A presença do vereador Rochista pode ser um sinal.

Baixadeiro

Como Sarney Filho sempre bem é votado na Baixada Maranhense, a estratégia foi engrossar o evento com políticos da região. O anfitrião do evento era o ex-prefeito de Pinheiro, Filuca Mendes, que irá coordenar a campanha de Sarney Filho.