Roberto Rocha tem que entregar cargos na Codevasf e Banco do Nordeste

Banco do Nordeste tem sido um feudo de Roberto Rocha no governo Temer

O senador Roberto Rocha tem se escondido do debate sobre o bombardeio que atinge em cheio o governo Michel Temer. Mas o partido de Roberto, o PSB, já firmou posição pelo impeachment do presidente e apoiando a PEC das eleições diretas para presidente.

Rocha aguarda uma definição mais clara do cenário: se a poeira baixar e Temer se firmar ele prossegue, se a queda aparente se mostrar irreversível, pula do barco.

Mas o PSB não esperou o sabor dos ventos e exige fidelidade dos deputados federais e senadores. Por isso, Rocha, caso queira permanecer no partido, deverá entregar os cargos no governo federal de parentes e amigos. Em especial, dois cargos maiores estratégicos.

Na presidente da Codevasf, Rocha emplacou Kênia Marcelino e tem aproveitado cada ação do órgão para fazer política. No Banco do Nordeste, o indicado de Rocha foi Rosendo Júnior.

STF afasta Aécio Neves do Senado e manda prender irmã do tucano

Folha – O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu afastar do cargo o senador mineiro Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e que aparece, segundo reportagem, em gravação pedindo R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS, que negociam delação premiada.

Também foi afastado, a pedido da Procuradoria-Geral da República, o deputado Rocha Loures (PMDB-PR), um dos assessores mais próximos do presidente Michel Temer e que teria sido filmado recebendo uma ma ade R$ 500 mil.

Há também um mandado de prisão preventiva contra Andrea Neves, irmã do senador, e contra o procurador da República Ângelo Goulart Vilela, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Residências de Aécio estão sendo alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta (18). Também são alvos da operação o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), o deputado Rocha Loures (PMDB-PR) e Altair Alves, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha.

Buscas também são feitas na casa do coronel João Baptista Lima Filho, ligado a Temer. Os mandados foram autorizados pelo STF.

Entre os locais de busca, segundo investigadores, estão a residência de Aécio no Rio e em Brasília, de Andrea, no Rio, e o Congresso.

A PF informou que foram expedidos cerca de 40 mandados. Eles estão sendo cumpridos no Rio, Brasilia e Belo Horizonte. Há pelo menos um mandado de prisão, segundo a Folha apurou.

Roberto Rocha “sai do avião” em campanha publicitária do Maio Amarelo

O senador Roberto Rocha divulgou uma primeira imagem de publicidade sobre a campanha “Maio Amarelo” de prevenção de acidentes de trânsito em que aparece ostentando em uma aeronave. Mas depois percebeu a gafe e resolveu modificar o fundo da foto que está no perfil de suas redes sociais. Melhor!

Roberto Rocha diz que Caixa 2 era legal no período que seu pai foi governador

O senador Roberto Rocha se manifestou através das redes sociais de postagem do jornalista Jeisael Marx. Rocha havia se vangloriado de não ter aparecido em nenhuma delação da Lava Jato. Mas o jornalista revelou que que o ex-governador Luíz Rocha estava na lista de beneficiados e aparecia com o codinome “Pedra” em uma extensa planilha apreendida em 2016 numa residência do ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, o BJ.

A tal planilha contém dados de 30 anos de doações irregulares que a empresa efetuava para patrocinar campanhas eleitorais em todo o Brasil. Luiz Rocha governou o Maranhão entre os anos de 1983 e 1987 com o aval do grupo Sarney.

Na resposta, além de ataques ao governador Flávio Dino como se ele tivesse alguma a ver com a postagem do jornalista, o senador Roberto Rocha também atacou os jornalistas que ousaram tocar no assunto. Como de praxe, quando não se pode atacar o argumento, se ataca o argumentador, como destacou o francês Paul Valéry.

Mas o ponto mais importante e a única defesa foi feita em apenas duas linhas das 78 utilizadas pelo senador para atacar Flávio: “Meu Pai foi candidato ao governo do estado do Maranhão no início da década de 80, portanto muito distante dos dias e das leis atuais. Naquela época ninguém era acusado do que Flávio Dino está sendo acusado hoje”.

Rocha, assim, admite que Luíz Rocha foi beneficiado por dinheiro da Odebrecht para suas campanhas, ignorando o aspecto moral e se apoiando no legal: já que para ele, as leis da época não determinavam que Caixa 2 era crime. Mas hoje em dia, ainda não existe lei tipificando Caixa 2 como crime e espera-se que a reforma política resolva isto, de forma objetiva.

O que existe hoje é uma interpretação de que o abuso de poder econômico e político é reforçado com o Caixa 2. Claro que em um período corolenista como os anos 80, esta interpretação atacando diretamente poderosos jamais existiria.

Lobão, o “Esquálido”, é investigado em lista sigilosa da Lava Jato

O nome do senador Edison Lobão (PMDB) continua aparecendo nas investigações da Lava Jato. Desta vez, o “Esquálido”, como foi apelidado pelos responsáveis pela propina na Odebrecht, está em uma lista sigilosa do Ministério Público.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, 25 petições feitas pela Procuradoria-Geral da República ainda estão em segredo por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

É nessa lista que aparece Lobão. O jornal conta que as petições tratam de fatos ainda não divulgados. Estes casos permanecem em sigilo porque a procuradoria entende que a sua divulgação pode prejudicar as investigações.

Nos documentos já divulgados, soube-se que Lobão, o “Esquálido”, é acusado de ter recebido R$ 5,5 milhões em propina da Odebrecht, para rever o resultado do leilão da usina de Jirau. O objetivo é que a Odebrecht assumisse o empreendimento.

“Ele sinalizava que iria nos ajudar. E que precisava de nossa ajuda, de propina”, declarou o delator Henrique Serrano do Prado Valadares, ex-executivo da Odebrecht na área de energia.

Projeto de candidatura de Weverton ao Senado ganha força

O ineditismo da iniciativa de construir uma candidatura a partir de encontros políticos, ouvindo os representantes da população e percorrendo o estado, foi o tema mais recorrente nos discursos dos políticos presentes na reunião que aconteceu neste domingo, em Barra do Corda, em apoio ao nome de Weverton Rocha como candidato ao Senado em 2018.

O evento, com cerca de 300 pessoas, teve a presença do presidente do PCdoB e secretário de Articulação Política do Estado, Márcio Jerry; presidente do Democratas, deputado federal Juscelino Filho; presidente do PSB e prefeito de Timon, Luciano Leitoa; secretário de Agricultura do Estado, Márcio Honaiser; deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB); presidente da Famem, Cleomar Tema; vice-presidente da Assembléia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB); dos deputados estaduais Bira do Pindaré (PSB); Rafael Leitoa (PDT); Antônio Pereira Filho (DEM); Stênio Rezende (DEM); e Valéria Macedo (PDT); do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, e outros 23 prefeitos, além de dezenas de vereadores e lideranças de diversos municípios maranhenses.

“Essa é a mudança do Maranhão, colocar o pé no chão, rodar o estado, ficar próximo ao povo”, afirmou o deputado federal Rubens Pereira Júnior, do PCdoB, destacando a inovação de uma candidatura ao Senado nascer de uma construção, com participação de todos.

O secretário Márcio Jerry disse que o PCdoB ainda não anunciou os nomes dos seus candidatos ao Senado, mas lembrou que seu partido e o PDT tem uma ligação que classificou de “inquebrantável”, baseada em princípios e ideais comuns. “Temos uma certeza, estaremos juntos com o PDT em 2018”, afirmou ele, reconhecendo logo em seguida que o candidato do PDT ao Senado é Weverton Rocha.

O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), disse que se empenhará pessoalmente pela candidatura e eleição de Weverton por acreditar que ele é o melhor nome. “Ele é um jovem comprometido com as causas sociais, com seu partido, com seu estado”, afirmou.

Cleomar Tema, presidente da Famem, que já havia declarado que José Reinaldo Tavares seria um de seus candidatos ao Senado, fez questão de afirmar que o outro candidato é Weverton Rocha. Disse que se empenhará pela eleição dos dois. “Vamos aliar experiência e juventude”.

O deputado Bira do Pindaré, que já foi candidato ao Senado em 2006, disse que colocará sua experiência política à disposição do projeto. “Você está fazendo do jeito certo, ouvindo, elaborando e construindo”, disse ele a Weverton.

“Estamos vendo surgir no Maranhão uma candidatura que vem das lideranças políticas, vem do povo”, destacou o deputado Antônio Pereira. “O senhor já está fazendo um grande trabalho na Câmara e fará melhor ainda no Senado”, completou a deputada Valéria Macedo, dirigindo-se ao colega de partido Weverton.

O deputado Weverton Rocha agradeceu o apoio de todas as lideranças presentes, falou de sua trajetória desde a filiação ao PDT, aos 16 anos, do aprendizado com o governador Jackson Lago, da luta para se tornar deputado federal e do início de um projeto de candidatura ao Senado, a partir de uma conversa que reuniu lideranças jovens e experientes de diversos partidos, em Timon.

Weverton disse que o sonho foi crescendo, ganhando corpo com as conversar e se consolidando nos três encontros já realizados, em Santa Inês, Codó e Barra do Corda. “Vamos, sem fazer promessas, levar nosso sonho e ver quem sonha parecido conosco. E tem muita gente que sonha parecido”, disse. Ele afirmou que a candidatura ao Senado só faz sentido se for um projeto coletivo, construído com as várias representações políticas do estado.

No final do encontro, o deputado foi presenteado com um cocar pela Cacique Libiana, da aldeia Mainumy, de Barra do Corda. E os presentes escolheram o município de Balsas para a próxima reunião, em junho.

Roberto Rocha chama deputados maranhenses de “alugados”

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) mostrou bastante desrespeito com a classe política do Estado que pretende liderar como governador. Em entrevista à revista Maranhão Hoje, o senador afirmou que a base governista na Assembleia Legislativa não é base aliada, mas base “alugada”.

“Existe uma tentativa de tratar a classe política como clientela, não como parceira. Base aliada é uma coisa, base alugada é outra”, afirmou Rocha.

Para Roberto Rocha, os deputados que forma a base aliada do governo na Assembleia são “alugados” para estar ao lado do governo. Nesta lógica, o próprio Rocha estaria se chamando de “alugado” do governo Michel Temer, já que claramente negociou seu voto a favor do impeachment de Dilma e a cada votação, a própria imprensa nacional sempre destaca as negociações do PSB e Roberto Rocha por seus votos.

O senador Roberto Rocha, que faz política da forma mais tradicional existente, tratar deputados que fazem política como “alugados” é uma negação a sua própria essência.

Alexandre de Moraes começa a ser sabatinado na CCJ

Lobão comanda a sabatina de Alexandre de Moraes

Começou às 10h14 a sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado que apreciará o nome de Alexandre de Moraes para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

A oposição considera impossível barrar a nomeação de Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer e licenciado do Ministério da Justiça. No entanto, pretende que o questionário seja extenso, com atenção a pontos polêmicos do currículo do sabatinado. O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), disse esperar uma sabatina longa e politizada.

Na lista de tema que senadores oposicionistas devem abordar estão a filiação do indicado, até pouco tempo atrás, ao PSDB, a acusação de que ele copiou trechos da obra do jurista espanhol Francisco Rubio Llorente (1930-2016) e a sabatina informal a que foi submetido no barco de um senador. Também vão querer saber como ele pretende atuar como revisor das ações da Lava Jato em plenário, cargo que herdará caso seja aprovado na sabatina.

Caso seja aprovada pela CCJ, a indicação de Alexandre de Moraes será apreciada pelo plenário do Senado. Esta segunda votação poderá acontecer ainda nesta terça.

Primeiro a falar, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu o adiamento da sabatina em uma questão de ordem.

Ele argumentou que o trabalho da mulher de Alexandre de Moraes tem “tudo a ver” com a atividade de um ministro do STF.

“É exigência normativa que o sabatinado declare se exerce ou exerceu atividades públicas ou privadas que tenham relação com a sua atividade profissional”, disse o senador, que cita a declaração entregue por Moraes. “Numa rápida pesquisa na internet encontramos o escritório Barci de Moraes, do qual a esposa do sabatinado é sócia”.

Da Folha de São Paulo

Leitoa sobre Rocha: “nunca vi alguém conseguir afastar tantas pessoas de um mandato que ganhou de graça”

Leitoa detona postura de Roberto Rocha

Durante o encontro do pré-candidato a Senador Weverton Rocha (PDT-MA) em Codó vários prefeitos enfatizaram o fato de terem eleito um senador – em referência a Roberto Rocha – que não correspondeu às expectativas e esperam que agora tenham um representante que receba e a dialogue sobre as demandas dos gestores.

O prefeito de Timon, Luciano Leitoa, que é presidente estadual do PSB, foi ainda mais incisivo ao criticar o senador socialista. “Todos sabem o sacrifício que fizemos. Fizemos acordo apoiando a candidatura de Zé Reinaldo a deputado [o ex-governador abdicou da candidatura de Senador para ser deputado federal]. Mas o Senador que está aí hoje não representa nosso grupo. Foi injusto inclusive com o prefeito Edivaldo que está aqui. Eu nunca vi alguém conseguir afastar tantas pessoas em um mandato que ganhou de graça”, afirmou.

Muitos concordaram em gênero, número e grau com o prefeito timonense.

Weverton Rocha reúne mais de 30 prefeitos e reforça pré-candidatura a senador

Mais de 30 prefeitos, entre eles o de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, mais de 30 vereadores, deputado federal Juscelino Filho, deputados estaduais, Cesar Pires, Rogério Cafeteria, Rafael Leitoa, Glaubert Cutrim, os ex-deputados Marcos Caldas, Helio Soares e Jota Pinto (presidente do PEN), além de lideranças políticas reunidos para declarar apoio ao projeto do deputado Weverton Rocha ao Senado Federal.

A reunião reforça o apoio da classe política ao nome de Weverton. A próxima reunião será 9 de abril em Barra do Corda.

Lembrando que Luciano. Leitoa, além de prefeito de Timon é presidente do PSB, Juscelino é presidente do Democratas e Jota Pinto presidente do PEN. Assim, reforçam o apoio destes partidos à pré-candidatura.

Vários prefeitos e deputados destacaram o ineditismo de se dialogar uma candidatura ao Senado. Weverton destacou o fato de querer discutir com a classe politica principalmente com os prefeitos que estão na ponta e conhecem as necessidades. “A vaga de senador do Maranhão não é um projeto meu, mas de todo esse grupo que esteve aqui em Codó ou em Santa Inês em dezembro e que cresce a cada dia”, afirmou.