João Alberto arquiva mais uma denúncia contra Aécio

UOL – O senador João Alberto Souza (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética do Senado, arquivou nesta terça-feira (24) o segundo pedido de abertura de procedimento disciplinar contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Em nota, sua assessoria de imprensa informou que ele seguiu recomendação da Advocacia-Geral da Casa.

A petição foi apresentada no dia 28 de setembro pelo PT, que pode recorrer da decisão ao plenário do conselho. Para isso, no entanto, o requerimento precisa ser assinado por pelo menos cinco membros do colegiado.

O pedido de abertura de processo contra o tucano pede que seja verificado se ele quebrou o decoro parlamentar.

Na nota, João Alberto Souza diz que cumpriu todos os prazos e que sua decisão foi tomada no primeiro dos cinco dias previstos pelo regimento do Senado a partir do parecer da Advocacia.

Em junho, o peemedebista arquivou também o primeiro processo, apresentado pela Rede e pelo PSOL. A decisão foi confirmada pelo plenário do conselho duas semanas depois, por 11 votos a 4.

Aécio foi afastado do mandato por decisão 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 26 do mês passado, mas há uma semana o Senado decidiu descumprir a determinação e vetar as medidas aplicadas aplicadas contra ele.

Em nota, a defesa de Aécio comemorou a decisão. “A defesa do senador Aécio Neves reitera a absoluta correção de sua conduta. As investigações demonstrarão que os recursos citados referem-se a um empréstimo entre privados que não envolveu dinheiro público ou qualquer contrapartida. Portanto, não houve crime ou quebra de decoro.”

Liderando todas as pesquisas, Eliziane é nome praticamente certo na disputa pelo Senado

A deputada federal Eliziane Gama tem números que impressionam governistas e sarneystas na disputa pelo Senado Federal. E é um poderio eleitoral que não deve ser desprezado.

Na formação da chapa de Flávio Dino, existe um grande paleo pela montagem com nomes mais jovens e a presença de mulher. A única com o perfil é justamente Eliziane, que além de agregar estes fatores, é a mais forte eleitoralmente. Seria um complemente perfeito para a chapa do comunista.

 A popular-socialista na recente pesquisa DataIlha aparece liderando com 19% de intenções de voto nos maiores colégios eleitorais do Maranhão. Uma grande distância para o segundo colocado Sarney filho (PV), com 10%.

Entre os governistas, a vantagem de Eliziane é ainda maior. Weverton Rocha, Zé Reinaldo Tavares e Waldir Maranhão aparecem apenas com 7%.

Nas pesquisas do grupo Sarney, fizeram questão de esconder os números de Eliziane, que fica à frente até de Roseana Sarney para o Senado.

É um capital muito poderoso que o governador não irá desprezar.

Um dia após lançar candidatura de Roseana, Jucá tem sigilo de denúncia por corrupção quebrado

Um dia depois de lançar a candidatura de Roseana Sarney ao governo do Maranhão, o presidente do PMDB, senador Romero Jucá, viu o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo da denúncia contra ele e contra o empresário Jorge Gerdau, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau.

Os dois foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção passiva e ativa e por lavagem de dinheiro.

A denúncia refere-se a crimes na Operação Zelotes, que apura fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o tribunal de recursos da Receita Federal.

As investigações da Polícia Federal apontam que em 2013, enquanto líder do governo no Senado, Jucá teria alterado uma medida provisória para beneficiar o grupo Gerdau. À época, o senador era relator de proposta que mudava a tributação sobre o lucro de empresas brasileiras fora do país.

Ontem, Jucá declarou que “com a amiga, ex-governadora, ex-senadora, grande figura humana que é Roseana Sarney, que precisa voltar para dar esperança novamente à população com toda a experiência que ela tem. Nós estaremos unidos, todo o PMDB nacional, apoiando as ações da Roseana aí na eleição e depois no governo”.

Roseana anda mal de companheiros de partido…

Pra ficar contra Dino, Rocha se alia até a Renan e critica a Lava Jato

Dois dias após o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fisher, atender pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e inocentar o governador Flávio Dino (PCdoB), o senador Roberto Rocha (PSB) fez um aparte ao discurso do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no Congresso Nacional para criticar a Operação Lava Jato e a decisão do procurador-geral Rodrigo Janot, que encerrou qualquer suspeita contra Dino.

“O governador do Maranhão foi denunciado, e, ontem, o procurador-geral da República pediu o arquivamento da sua denúncia”, disse o parlamentar maranhense.

Rocha, que chegou ao Senado escorado na chapa vitoriosa de Flávio Dino em 2014, rompeu com o atual governador um ano após ter assumido o cargo, e no ano passado declarou ter interesse em disputar o governo do Estado contra Dino em 2018.

Rival confesso do governador, uma investigação contra Dino no STJ seria uma das “armas” de Roberto Rocha para tentar depreciar a campanha de reeleição do comunista no próximo ano.

No Senado, Renan Calheiros criticou as decisões de Janot com a tese de que o procurador-geral da República age “com dois pesos e duas medidas” nas denúncias contra envolvidos na Lava Jato. A ira do peemedebista contra Janot não é à toa: Calheiros foi denunciado pela PGR ao Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira (25), acusado de corrupção passiva e lavagem em esquema de recebimento de propina oriunda de contratos da Transpetro.

Ao entrar em sintonia com a narrativa de Renan, Roberto Rocha, também conhecido como “Asa de Avião”, dá sinais de que topará qualquer aliança para 2018 para tentar derrubar o opositor Dino nas próximas eleições. Mas a missão de Rocha é difícil. Ele não conta com apoio do próprio partido para o seu projeto eleitoral em 2018 e amarga alta rejeição popular entre os maranhenses.

A única saída possível para a candidatura de Rocha é uma aliança com o grupo Sarney e com o governo de Michel Temer (PMDB). No entanto, ventila-se uma possível candidatura de Roseana Sarney (PMDB). Caso isso ocorra, o senador Asa de Avião pode ver seu sonho de governar o Maranhão ainda mais distante da realidade.

Lobão tenta “ressuscitar” financiamento empresarial de campanha eleitoral

Da Veja – Senadores favoráveis ao retorno do financiamento empresarial de campanhas eleitorais se articulam nesta semana para acelerar a apreciação do tema na Casa. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Edison Lobão (PMDB-MA), deve nomear nos próximos dias um relator para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 113C/2015, uma das alternativas para ressuscitar a possibilidade de empresas doarem dinheiro para partidos políticos.

O financiamento privado de campanhas eleitorais está proibido desde 2015 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Os deputados tentaram “ressuscitá-lo” no mesmo ano, na votação da minirreforma eleitoral (lei 13.165), mas a então presidente Dilma Rousseff (PT) vetou o artigo que tratava do assunto. O texto da PEC 113C/2015 foi aprovado então pela Câmara, ainda em 2015, e agora precisa passar por duas votações no plenário do Senado.

Enquanto o Senado discute a volta do dinheiro privado em eleições, a Câmara agendou para esta terça-feira, 22, a votação em plenário da criação de um fundo eleitoral abastecido com verbas públicas. Inicialmente estimado em R$ 3,6 bilhões, o fundo público pode passar na primeira votação sem um valor global estabelecido e sem as fontes para custeá-lo determinadas. Os deputados querem postergar para a Lei Orçamentária Anual a discussão sobre o montante e as fontes do fundo, algo que desagrada à cúpula do Senado, como forma de facilitar a aprovação e escapar das críticas da opinião pública.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), quer esperar a decisão final da Câmara, mas os parlamentares que defendem a retomada das doações por empresas têm pressa. “Vamos, sim, fazer uma articulação no colégio de líderes para promover um acordo e examinar isso com celeridade na CCJ. Tenho total disposição de fazer com que prospere rapidamente, por causa do tempo”, disse o senador Armando Monteiro (PTB-PE), integrante da comissão. “Há um ambiente que pode fazer com que essa coisa ganhe adesão expressiva, na medida em que se percebeu a reação ao fundo público.”

João Alberto inocenta Aécio e aceita denúncia contra senadoras que protestaram

As duas faces de Carcará: para senadoras que protestaram, condenação; para senador flagrado em corrupção ativa, benevolência

A cara de pau do Senador João Alberto vai além do que podemos compreender. Carcará admitiu aceitar denúncia em desfavor das seis senadoras que na terça-feira (11) ocuparam a Mesa do Plenário durante a sessão em que foi votada a reforma trabalhista.

O documento, protocolado na terça-feira pelo senador José Medeiros (PSD-MT) e mais 14 senadores, pede a abertura de processo disciplinar contra as senadoras Angela Portela (PDT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN), Lídice da Mata (PSB-BA), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Regina Sousa (PT-PI).

As senadoras ocuparam a Mesa Diretora para impedir a votação da reforma trabalhista.

“Os fatos foram à vista de todos e foi uma situação inusitada. Estavam, se não me falha a memória, 79 senadores assistindo àquele quadro horrível de quebra de ética e decoro parlamentar em pleno Plenário do Senado Federal. Assim sendo, eu tive que acolher a denúncia e estou fazendo as tratativas para encontrar um dia propício para a reunião do conselho”, disse João Alberto.

Há três semanas, Carcará decidiu arquivar a representação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) que foi grampeado pedindo R$ 2 milhões para o dono da JBS, Joesley Batista, e ainda afirmando que deveria escolher alguém que pudessem matar antes de fazer delação para receber o dinheiro.

O dinheiro seria para pagar advogados, mas a PGR comprovou que advogado nenhum foi pago com esse dinheiro.

Roberto Rocha é contra a Lava Jato?

Roberto Rocha ao lado de Lobão durante sabatina de Raquel Dogde

Durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que analisou a indicação da subprocuradora Raquel Dodge para a chefia do Ministério Público Federal, o senador maranhense Roberto Rocha (PSB), relator da indicação, fez uma série de perguntas tendenciosas para a nova procuradora-geral da República.

O senador Asa de Avião, como é conhecido, questionou a imunidade penal concedida a delatores, em referência clara a Joesley Batista, empresário do grupo JBS, que teve direito ao benefício após ter sido o pivô das denúncias de corrupção contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Rocha queria levantar para a nova procuradora-geral de República cortar. Dodge foi escolhida pelo governo Temer justamente para afundar a Lava Jato, que já vem sofrendo revezes com a diluição, pelo governo Temer, do núcleo de atuação da Polícia Federal.

Raquel Dodge disse que já fez uso do mecanismo em investigações antigas e não vê problema algum em negociar prêmios com criminosos que decidem colaborar com a Justiça. Mas defendeu que a imunidade penal não pode ser usada em “benefício de chefes de organizações criminosas”.

Apoiadores de Temer, como é o caso de Roberto Rocha, na tentativa de reverter as graves acusações contra o presidente, vêm alegando que Batista não poderia fazer acordo de delação porque seria o chefe da organização criminosa que denunciou.

Entretanto, o atual procurador-geral Rodrigo Janot já deixou claro que para ele o chefe da organização criminosa seria na verdade Temer.

Segundas intenções

Rocha, que vem seguindo à risca todas as manobras do esfacelado governo Temer, como por exemplo, votar a favor da Reforma Trabalhista, é contra a Lava Jato e contra as denúncias contra Temer.

Até a crise com o presidente estourar, Rocha seguia as diretrizes de Temer, sendo reconhecido como um dos principais apoiadores da gestão do pmdebista no Senado.

A intenção de Rocha em manter Temer na Presidência é simples: solitário e esquecido no Maranhão, Rocha espera contar pelo menos com o apoio de Temer na sua candidatura ao governo do Maranhão em 2018, quando ele terá que enfrentar a boa popularidade, do homem que o alçou ao cargo de senador em 2014, o atual governador Flávio Dino (PCdoB), reconhecido na atualidade como um dos melhores quadros políticos do país.

Maranhão tem a pior bancada no Senado de sua história

Os três senadores do Maranhão, Roberto Rocha (PSB), Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB) mais uma vez contrariaram o interesse da maioria dos brasileiros e votaram, nesta terça-feira (11), pela aprovação do texto principal da reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB).

A reforma, que prevê a retirada de pelo menos cem direitos trabalhistas, é uma grande vitória do desgastado presidente Temer, atolado em escândalos de corrupção.

Com mais essa movimentação indigesta dos senadores em benefício da impopular gestão Temer, o trio vem sendo reconhecido como a bancada maranhense no Senado mais complicada e controversa da história do Maranhão.

No cenário de crise vivido pelo desgastado presidente Temer, os três parlamentares vêm exercendo papeis importantes para tentar salvar o pmdebista e outros aliados.

Foi com a ajuda de Edison Lobão, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e com o parecer do relator Roberto Rocha, que o nome da subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, indicada de Temer para substituir Rodrigo Janot à frente do Ministério Público Federal, passasse com facilidade pela comissão. Dodge é próxima a Temer e pode frear na Procuradoria-Geral da República (PGR) as denúncias de Janot contra o presidente. Raquel Dodge deve ser sabatinada nesta quarta-feira (12) na CCJ do Senado.

Foi também com a indiferença do senador João Alberto, que preside o Conselho de Ética do Senado, que a Casa Legislativa arquivou o pedido de cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Para o “carcará” João Alberto, Aécio foi vítima de “armação” e “não agiu de má-fé” ao pedir R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista. Com Aécio, fica mais fácil para Temer reconquistar o apoio dos tucanos ao seu governo.

Boicote ao Maranhão

Além de atuarem descaradamente a favor do governo Temer, a bancada maranhense vem consecutivamente boicotando o Maranhão no Congresso. A última foi o descaso do senador Roberto Rocha e de João Alberto, que simplesmente ignoraram o prazo do Senado e deixaram de apresentar emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

É por meio dessa lei que o governo federal define as prioridades orçamentárias para o ano seguinte. Sem a assinatura de Rocha, o Maranhão pode acabar perdendo investimentos federais que poderiam ser destinados ao estado. A única bancada estadual que não apresentou emendas foi a maranhense.

Investigado

O senador Edison Lobão, que vem manobrando pela manutenção do denunciado presidente Temer, também é alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados à Lava Jato. A PGR pediu abertura de inquérito e a autorização para a quebra de sigilo de Lobão, apontando indícios da participação do parlamentar em crimes contra o sistema financeiro, lavagem dinheiro e tráfico de influência.

É com manobras políticas impopulares, com a falta de compromisso com os maranhenses e envolvidos em casos de corrupção, que a atual bancada maranhense no Senado vem sendo lembrada como a pior da história política do Maranhão.

Senado: Flávio participa de culto e ouve preferência dos evangélicos por Eliziane

O governador Flávio Dino esteve na noite desta segunda-feira (3) no templo Central da Assembleia de Deus a convite do Pastor Coutinho, líder da igreja no Maranhão. Foi mais um convite feito pelo Pastor atendido pelo governador, mas com um diferencial: o fator Eliziane Gama.

Flávio fez uma explanação das ações do governo e anunciou projetos para área social e cultural em parceria com a igreja.

Já o Pastor Coutinho reafirmou a tese levantada pela igreja no Maranhão: o nome de Eliziane Gama para  Senado Federal na chapa do governador. É mais um movimento significativo. Também estavam no culto os deputados Levi Pontes e Cabo Campos, além do secretário de relações institucionais, Pastor Porto.

A tropa de choque maranhense de Temer no Senado

A bancada maranhense no Senado vem tomando a frente da árdua e impopular tarefa de tentar salvar o governo do presidente Michel Temer (PMDB), formalmente denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de corrupção passiva e investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por obstrução de justiça e participação em organização criminosa. Roberto Rocha (PSB), João Alberto (PMDB) e Edison Lobão (PMDB) exercem papeis decisivos no articulado joguete político que tenta livrar Temer, o primeiro presidente da história do país denunciado por corrupção durante o exercício do cargo.

O senador Roberto Rocha será o relator da indicação da subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, para substituir Rodrigo Janot à frente do Ministério Público Federal. A relatoria foi dada a Rocha pelo seu colega, o senador Edison Lobão, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Dodge, por sua vez, foi indicada por Temer para a PGR, apesar de ter sido a segunda mais votada na lista tríplice que preferiu o nome de Nicolao Dino para a função. Nicolao Dino é aliado de Janot, que é a favor da cassação do mandato do presidente.

Apesar de seu partido, o PSB, ter decidido abandonar o governo Temer em meio à crise, Roberto Rocha é reconhecido como um cego apoiador de Temer. A escolha do parlamentar para a relatoria pode ser essencial para a manutenção do presidente, já que Raquel Dodge é mais próxima de Temer e pode frear as denúncias contra o presidente.

Já o senador Edison Lobão – alvo de seis inquéritos no STF relacionados a esquemas de corrupção apurados pela Operação Lava Jato – tenta agilizar na CCJ o processo de indicação de Dodge para o cargo de Procuradora-Geral da República. Lobão corre para que a subprocuradora assuma antes mesmo de Janot sair do cargo, o que deve ocorrer em setembro deste ano. Com Raquel Dodge à frente do Ministério Público Federal acredita-se que as denúncias de Janot contra Temer podem ficar esvaziadas.

João Alberto atua em outra linha. Ele é o presidente do Conselho de Ética do Senado, tendo sido o responsável pelo arquivamento do processo que pedia a cassação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), assim como Temer, citado na delação premiada do empresário Joesley Batista, do grupo JBS. Após o arquivamento do pedido de cassação de Aécio, o STF decidiu devolver o mandato ao psdebista. A volta de Aécio ao Senado pode favorecer Temer. O político mineiro deve atuar para garantir o apoio dos tucanos a Temer.

Dois elementos interligam os três senadores maranhenses: as orientações que vêm sendo dadas pelo ex-presidente José Sarney para conter a crise em torno de Temer e o desejo de manter o pmdebista na Presidência até o final do mandato, em 2018. Com Temer na Presidência ficaria mais fácil usar a máquina federal como “apoio” na campanha de aliados durante as eleições do próximo ano.

Essa perspectiva seria fundamental para Roberto Rocha, que já anunciou que disputará o governo do Maranhão, mas que até agora aparece em pesquisas de intenção de voto como um nome esquecido e solitário (com menos de 7% dos votos) entre os possíveis candidatos a chefe do Poder Executivo Estadual.