Sarney Filho não se manifesta sobre o fim do ministério do Meio Ambiente

O futuro ministro da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), informou ontem que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) irá mesmo fundir os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente. Na prática, o Ministério do Meio ambiente some subjugado aos interesses do agronegócio.

Uma das maiores defensoras da causa ambiental, a candidata a presidência derrotada, Marina Silva, fez duras críticas à medida. Marina afirmou que é um retrocesso incalculável e que o próprio agronegócio será prejudicado pois passará aos consumidores internacionais a ideia de que o setor sobrevive apenas em função do desmatamento das florestas.

Enquanto isto, o deputado federal Sarney Filho, que ocupava o cargo de ministro o Meio Ambiente até abril e sempre teve a pauta ambiental como sua bandeira não se manifestou.

Ativo nas redes sociais durante a campanha eleitoral quando concorreu ao cargo de senador, Sarney Filho fez poucas postagens após as eleições. Apenas uma para agradecer os votos e uma para comemorar que o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses concorre a Sitio do Patrimônio Natural da Humanidade.

No dia 22 de outubro, Zequinha assinou artigo junto com outros ex-ministros de Meio Ambiente publicado na Folha de São Paulo no qual solicitavam que o ministério permanecesse e o que Brasil continuasse no Acordo de Paris, mantendo os esforços a favor de uma economia de baixo carbono e no combate ao desmatamento ilegal.

Porém, ainda não fez nenhuma manifestação sobre a medida de Bolsonaro contra estas premissas.

A família Sarney apoiou Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais e segue de olho em espaços de poder no novo governo.

Eduardo Braide sabe que é cedo para “Bolsominar”

O deputado federal mais votado de São Luís, Eduardo Braide (PMN), único certo na disputa pela prefeitura de São Luís e com a vantagem do recall eleitoral, sabe que não pode tomar decisões precipitadas para tentar levar a prefeitura em 2020. Em 2016, terminou o primeiro turno com ampla vantagem, mas acabou derrotado.

Braide teve o convite do presidente do PSL, Chico Carvalho, para se filiar ao partido de Jair Bolsonaro e disputar a prefeitura de São Luís como o candidato do presidente. Braide preferiu esperar.

Na eleição deste ano, esperou até a última hora para anunciar que seria candidato a deputado federal. A estratégia deu certo. Braide teve o nome colocado em evidência como pré-candidato a governador, segurou a lembrança em São Luís e com muito material na cidade, teve a expressiva votação.

Como o PMN não atingiu a meta da cláusula de barreira, Braide pode mudar de partido a qualquer momento sem incidir na infidelidade partidária. Assim, pode aguardar mais o desenrolar do governo Bolsonaro para verificar se a onda conservadora se mantém e o presidente ainda estará com alta popularidade em 2020.

Vale lembrar que em São Luís a vitória foi de Fernando Haddad com 57,78% contra 42,22 do deputado federal. Apesar da onda bolsonarista forte na capital, não foi o suficiente para o pré-candidato arriscar.

Como jogador, Braide vai aguardar os ventos de 2019 mirando 2020.