Eduardo Braide já não esconde seu sarneyzismo

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) não teve cerimônia para ter um longo bate papo e ainda posar para foto com o presidente municipal do PHS, Márcio Andrade, e o ex-vereador de São Luís, Paulo Roberto Pinto, o Carioca. Foto que o Blog teve acesso com exclusividade.

Carioca deve deixar o PHS para concorrer ao cargo de deputado estadual pelo PRTB. Mas deixa claro que sua filiação passa pelo apoio ao seu grupo político. Isto fez com que ele não fechasse com o PTB, como estava encaminhado.

Carioca é leal ao seu maior mentor político: o empresário Fernando Sarney. O ex-vereador chegou a declarar na Câmara Municipal que morre pela família Sarney (relembre aqui).

O fato de Eduardo Braide estar dialogando com o grupo é legítimo. Mas o deputado não poderá fazer como em 2016 e se apresentar este ano como outsider, que está fora de alianças com o Clã mais tradicional da política brasileira.

Eduardo Braide indica que espera aval da família Sarney para ser candidato ao governo

Em entrevista à Rádio Mirante AM, na manhã desta sexta-feira (19) o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) confirmou que sua candidatura ao governo do Estado está diretamente ligada a um possível aval da família Sarney. Perguntado se disputaria as eleições, ele ressaltou que “ninguém é candidato sozinho. Não posso tomar uma decisão sozinho”.
Desejo da oligarquia Sarney para a formação de um grupo de candidatos laranjas – que já inclui os nomes de Maura Jorge, Roberto Rocha e Ricardo Murad – que tem por objetivo tentar levar Roseana para um segundo turno contra Flávio Dino, Eduardo Braide afirmou, durante a entrevista, que não pode tomar uma decisão sozinho.
Mesmo tendo disputado as eleições de São Luís de forma independente, sem a ajuda de ninguém e, inclusive, se esquivando da associação do seu nome ao da família Sarney, Braide agora espera contar com a estrutura da oligarquia para viabilizar sua candidatura.
O deputado vem ganhando cada vez mais espaço na mídia sarneyzista, e, a julgar pela sua movimentação política nos últimos meses, só depende agora da oligarquia Sarney o fazer mais um candidato para disputar as eleições.
Nos bastidores, fala-se muito em um acordo no qual Braide seria candidato a governador para assegurar Roseana no segundo turno. Em troca, o Clã garantiria a eleição da esposa de Braide, Graziela Braide, a deputada federal e toda estrutura para ser prefeito de São Luís em 2020.

Eduardo Braide tenta se livrar da sombra da Máfia de Anajatuba

O deputado Eduardo Braide (PMN) tem uma projeção política montada: eleger-se deputado federal em 2018 e prefeito de São Luís em 2020. Braide conta com o recall por ter chegado ao segundo turno das eleições de São Luís, mas a exposição eleitoral também acabou com a imagem do bom moço preparado do deputado. O conhecimento publico da Máfia de Anajatuba atrapalha os planos de Braide.

Justamente por isso, ele tem trabalhado diuturnamente para se livrar das implicações da Máfia. Assim como nas eleições do ano passado, segura um “nada consta” da Polícia Federal para provar que não é investigado. E tem buscado na Justiça insistentemente calar a imprensa e se desvincilhar da Orcrim, que segundo o Ministério Público Federal era comandada pelo pai do deputado: Carlos Braide.

O problema é que o funcionamento da organização perpassava pelas emendas parlamentares de Braide beneficiando as empresas que ganhavam licitações em diversos municípios do interior, causando prejuízos milionários a dezena de prefeituras.

Algumas das empresas pertenciam a um dos principais assessores de Braide: Fabiano Bezerra. As empresas A4 Serviços, RR Serviços, Construtora Construir, A.S dos Santos Ferreira, FCB, FF Produções, Distribuidora Castro e MR Serviços, ganhavam as prestações de serviços e vendendo notas frias para gestões municipais. Empresas controladas por Fabiano.

O caso ficou conhecido nacionalmente por conta do quadro “Cadê o Dinheiro que Estava Aqui”, do Fantástico. O prefeito de Anajatuba, Helder Aragão, foi cassado e preso por conta dos desvios. A suspeita é que a quadrilha relacionada a familiares, assessores e aliados de Braide tenha faturado cerca de R$ 60 milhões ilicitamente.

Eduardo Braide esquece das crianças e faz politicagem com os poucos grevistas

A tribuna da Assembleia Legislativa é um local destinado aos deputados para defenderem as ideias que devem buscar sempre o melhor para a coletividade. Na contramão dessa regra está o deputado Eduardo Braide (PMN), que não foi feliz ao defender a greve de membros do Sindicato dos Professores do Município (Sindeducação), no lugar de defender o direito ao estudo.

Em discurso no “acampamento” grevista, Braide disse que na paralisação os alunos não são mais os prejudicados e sim os professores. “Os mais prejudicados em uma greve dessas são os professores, porque se paralisarem as suas atividades, a Lei de Diretrizes e Bases estabelece que você tem que ter no mínimo 200 dias de aula por ano. Quem acaba pagando isso por ter que voltar para sala de aula quando poderia estar de férias ou outro período, são exatamente os professores”, disse o parlamentar.

O que Braide esquece é que quando os manifestantes deixam de estar nas salas de aula, as crianças do ensino fundamental que deixam de ter seu direito à educação garantido.

Além disso, o deputado também não percebe que a paralisação é ilegal por decisão do Tribunal de Justiça. O desembargador Ricardo Duailibe determinou o retorno dos grevistas às salas de aula para não prejudicar o calendário escolar dos estudantes.

Braide somente considerou válida a decisão do TJ na época em que quase a totalidade dos professores da rede municipal de ensino paralisou suas atividades por quase seis meses na gestão do então prefeito João Castelo, de quem o deputado do PMN foi secretário. Após se tornar deputado estadual, em 2010, Braide nunca fez qualquer referência a favor dos professores municipais para não desagradar o aliado.

Ou seja, Eduardo Braide acaba demonstrando que, na verdade, todo o seu discurso é para benefício político próprio e não pela causa dos professores.

A posição de antes e a posição tomada agora acabou levando o deputado Eduardo Braide a receber críticas nas redes sociais pela sua presença em atos do Sindeducação, que ocupam a sede da Secretaria Municipal de Educação (Semed), atrapalhando o andamento do trabalho na pasta.

Professores comentaram na publicação da imagem de Braide com Elizabeth Castelo Branco que a presença do deputado deixa o movimento grevista como um movimento político. “Assim realmente fica parecendo greve política”, criticou uma internauta. Outra professora chamou o deputado estadual de oportunista. “Não concordo com a presença de possíveis oportunistas”.

Parece que o tiro saiu pela culatra. No lugar de agregar ao movimento, que desde o início tem pouquíssima adesão, a presença de Braide rachou ainda mais a categoria.

São Marçal: Mais uma falácia de Eduardo Braide e deputados caem

Festa de São Marçal independe de institucionalização: projeto só servirá de propaganda para Braide

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou na terça-feira (4) por unanimidade o Projeto de Lei n° 166/2017, de autoria do deputado Eduardo Braide (PMN), que inclui a Festa de São Marçal no calendário oficial de eventos do Estado do Maranhão. Pura bobagem.

Primeiro que o projeto já deveria ter sido barrado na CCJ porque a festa acontece somente dentro do município de São Luís e quem deveria legislar era a Câmara Municipal.

Depois, não terá utilidade prática. Há alguns anos a história se repete. A associação que produzia a festa de São Marçal ameaça não fazê-lo. Este ano, o governo não cedeu à ameaça e fez, ele mesmo, a festa. Ou seja, independente de governo, de associação, do que for, a festa sempre vai existir.

O deputado aproveitou o período de discussão para lançar o projeto de lei e nenhum deputado se opôs por receio de ser taxado de contra a cultura e a tradição. A tradição não depende de um papel esquecido. A festa é do calendário junino maranhense com ou sem a institucionalização.

Esta lei só serve para que todos os anos o deputado se vanglorie e diga que a festa de São Marçal está acontecendo por sua causa. Pura balela.

Weverton critica oportunismo de Braide ao explicar como funciona uma emenda parlamentar

O deputado federal Weverton Rocha falou sobre a polêmica envolvendo a emenda do deputado estadual Eduardo Braide para a feira do  Anjo da Guarda em entrevista ao jornal Bom Dia Maranhão, da TV Difusora. Experiente deputado, o pedetista explica como funciona o trâmite de uma emenda para demonstrar que deputado não chega com autorização de obra após indicar emenda.

O deputado estadual Braide chega com um documento dizendo que está chegando com uma ordem de serviço de R$ 400 mil. Aonde que deputado vai dar ordem de serviço? Eu tenho R$ 15 milhões de emenda todo ano e não ando mostrando papel enquanto não está empenhado, o recurso na conta e o gestor – que é o executivo – não faz o devido processo licitatório. Depois de tudo pronto, você diz que é fruto da emenda parlamentar”, afirmou o deputado.

O líder do PDT na Câmara criticou também o fato do deputado tentar adivinhar o que a cidade precisa e quanto custa a necessidade, já que mandou R$ 400 mil para uma obra de R$ 5 milhões. “Eu ligo para o prefeito e pergunto qual a prioridade e o valor que ele está precisando. Aí eu vejo se a minha emenda é compatível ou não. Eu digo ‘prefeito, eu não tenho condição de mandar R$ 3 milhões. Dividindo com todos, eu só tenho para seu município, R$ 300 mil. O que você pode pedir?’. Aí ele diz ‘manda de custeio para a saúde’. Então, quando a gente quer adivinhar, acaba acontecendo isso. Esse mesmo deputado já passou por isso ano passado quando encheu a boca dizendo que mandou um mamógrafo para a cidade. Mas esqueceu de ser honesto com a população e dizer que este mamógrafo era arcaico. O valor que ele mandou era para um analógico e não para um digital e um bom. O momento agora é de descer do palanque. Não é ano de eleição”. 

Sobre o aumento de passagens, o deputado reforçou o que este Blog publicou ontem. Até setembro, não existe nem a possibilidade de negociar aumento de passagens por uma cláusula do contrato da licitação do transporte.

O engodo da emenda de Eduardo Braide para a Feira do Anjo da Guarda

Secretário Lula Fylho recebeu representantes da Vale para tratar da feira em julho do ano passado

O deputado Eduardo Braide voltou a fazer proselitismo político ao ir à feira da Anjo da Guarda. O deputado anunciou que estaria indicando emenda para reforma da feira. Braide disse ter destinado R$ 400 mil para a reforma e já estaria levando a autorização para início das obras.

Na realidade, qualquer emenda indicada este ano, é para o Orçamento do governo do Estado do ano que vem e passa por um trâmite até ser liberada e as obras serem iniciadas. Portanto, a história da “autorização para início das obras” é balela.

Ao receber nesta semana o comunicado do gabinete do deputado sobre a indicação, de pronto a prefeitura solicitou que o deputado fizesse a indicação para outro mercado porque a reforma do mercado do anjo da Guarda estava garantida por uma parceria entre a prefeitura de São Luís e a Vale. O projeto está em fase de ajustes, e o recurso, da ordem de R$ 5 milhões, está assegurado, contemplado engenharia e projeto social.

Ainda em julho do ano passado, o secretário municipal de governo, Lula Fylho, recebeu a diretoria da Vale para alinhar o convênio, que está em discussão desde 2015. Para que a Vale libere um projeto de obra como este, é necessária contrapartida social. A prefeitura fez inicialmente um projeto de R$ 9 milhões contemplando a comunidade, depois com a crise a adequou para R$ 3 milhões e ano passado foi fechado em R$ 5 milhões, demonstrando que a comunidade é beneficiada com um produto alimentício de melhor qualidade e a saúde é preservada.

O projeto contempla cursos de aperfeiçoamento, fardamento, além da obra. Já está em fase final, faltando apenas o projeto social finalizar. Assim, Braide deve fazer indicação para outro mercado e deixando claro para a população que não existe uma imediata “autorização de obras”, mas passa por um trâmite legal para que a obra seja executada.

Agora, que faça uma emenda cabível. Porque colocar emenda de R$ 400 mil para um projeto de R$ 5 milhões é fazer uma calçada para dizer que fez toda uma obra.

Sarney Filho será novamente rifado?

Caso esta seja a foto da chapa sarneysta em 2018, será mais um duro golpe em Sarney Filho

O blog do jornalista Marco Deça publicou uma interessante articulação para juntar em uma chapa Roseana Sarney (PMDB), Eduardo Braide (PMN), Maura Jorge (Podemos) e Sebastião Madeira (PSDB). Segundo a publicação, Braide seria candidato a governador, Maura a vice, Roseana e Madeira a Senador.

Como o jornalista tem amplo acesso a fontes do sarneysismo, a articulação parece ter rumo. E de fato, seria interessante em algum sentido para os quatro.

Eduardo Braide é uma incógnita e apostaria no fator “candidato apolítico” na disputa majoritária, mas ainda poderia sofrer do mesmo problema da eleição municipal de São Luís: seu discurso de novidade na política não se sustenta por ser de família de políticos e sempre estar na política. Além do processo que envolve a máfia de Anajatuba. Por outro lado, mesmo que perca a eleição, se credencia como nova liderança a nível estadual e primeiro da fila para 2022.

Será o ministro do Meio Ambiente preterido em uma disputa majoritária mais uma vez?

Para Maura Jorge, seria interessante em caso de vitória da chapa. Mas em uma campanha com ênfase para a dupla, pode ganhar algum destaque que a projete para algo futuro.

Mesmo sem chance alguma de se eleger, Sebastião Madeira finalmente realizaria seu sonho de ser candidato a Senador. A dificuldade será colocar o PSDB nesta chapa. Mas Madeira ainda pode buscar outro partido.

A mais beneficiada seria Roseana. Para muitos, uma candidatura de Roseana ao Senado implicaria em uma vaga reservada e a disputa seria pela outra vaga. A ex-governadora é forte candidata ao Senado. Roseana provavelmente garantiria oito anos de mandato e foro privilegiado (caso o benefício continue).

Mas o grande problema está no Senado. Sarney Filho é hoje o único pré-candidato oficial ao Senado do Clã Sarney, até com boas chances. Nos meios políticos, se fala em disputa acirrada entre Sarney Filho, Weverton Rocha e Zé Reinaldo por duas vagas. Mas parece que a história se repete de Zequinha ser golpeado pela irmã.

Como recordar é viver, vale lembrar que em um acordo entre Zé Reinaldo e José Sarney, Zequinha deveria ser o candidato a governador do Clã em 2006. Mas Roseana não aceitou. Numa reunião com o pai, Roseana gritou e disse que quem tinha voto era ela. Sarney, com medo da filha, disse que a ideia da candidatura de Sarney Filho foi de Zé Reinaldo. E Roseana passou a hostilizar o então governador nos meios de comunicação da família. Este foi o principal motivo do rompimento do então governador com o Clã Sarney. A história foi contada pelo próprio Zé Reinaldo em uma entrevista em 2006.

Mais uma vez, Roseana ensaia puxar o tapete do irmão que tem feito pré-campanha, está bem articulado e pode ter a candidatura tolida dentro de casa.

Para evitar erro de 2016, Eduardo Braide anuncia emendas para São Luís

Eduardo Braide anuncia emenda para São Luís. Deputado já está com toda estratégia articulada para a eleição de 2020

Entre os erros capitais de Eduardo Braide (PMN) na eleição de 2016, um dos principais foi ter enviado somente uma emenda parlamentar para a cidade de São Luís que não dava para comprar um mamógrafo e quando já estava em pré-campanha. Braide deu discurso a Edivaldo Holanda Júnior, que o derrubou no debate decisivo ao demonstrar que Eduardo como deputado nunca tinha ajudado a cidade que queria administrar, tendo mandado milhões para pequenos municípios.

Candidatíssimo a prefeito de São Luís, Eduardo Braide prepara a eleição de forma exemplar. Desta vez, tem deixado poucas brejas. Participa de debates sobre a capital, posta fotos nas redes sociais com a família no estádio Nhozinho Santos, no carnaval de Passarela e faz vídeos denunciando problemas de São Luís.

Eduardo Braide será candidato a deputado federal e pretende despontar como o mais votado em São Luís ou próximo disso.

Para não ter o problema do discurso de que nada fez como deputado para a cidade de São Luís, Braide foi à tribuna nesta quarta-feira (12) para anunciar que destina emendas de R$ 400 mil para a capital maranhense. A emenda seria para a reforma da feira do Anjo da Guarda.

A estratégia de Eduardo Braide é boa e está bem articulada. Caso se confirme a eleição com boa votação para a Câmara Federal, o discurso está pronto e ele deve chegar até com favoritismo em 2020. Embora, Eliziane Gama traçou um caminho semelhante e começou 2016 como prefeita eleita. Mas o resultado final todos conhecemos.

Assembleia: crises internas na base governista e na oposição

Ano pré-eleitoral deixa clima tenso na Assembleia

O clima não está bom nem entre os deputados de oposição nem entre os deputados de governo na Assembleia Legislativa. Além das ríspidas discussões entre governo e oposição, os dois grupos também vivem clima acirrado internamente.

Na base governista, o clima está se acirrando nos municípios. E o governo tem que tomar muito cuidado agora com todas as ações nas cidades que podem causar ciumeira. Quando o governo faz uma ação em uma cidade que aparente beneficiar o aliado político de um deputado, faz com que outro deputado (adversário no município) se revolte.

A consolidação das lideranças em municípios e regiões começa a preocupar todos os deputados de olho na reeleição. Por isso, as disputas de ações do governo nas cidades, aliada à liberação de emendas, tem feito com a base do governo Flávio na Assembleia esteja sustentada por uma corda bamba. Hoje, é difícil confiar solidamente na maioria governista na Assembleia.

Oposição em choque

Desde que o espaçoso Eduardo Braide (PMN) assumiu definitivamente a condição de opositor ao governo na Assembleia, também tem gerado atrito entre oposicionistas.

A deputada Andrea Murad ficou muito irritada com Braide por ter “roubado” sua pauta do ICMS da construção civil. Andrea, que é líder da oposição, andou reclamando que Braide mesmo sabendo que ela tinha as informações e se preparava para atacar fortemente o governo com a história, tomou para si a discussão, fez audiência e levou todos os holofotes da mídia alinhada ao grupo de oposição.

Está causando incômodo o modus operandi invasivo de Braide, fazendo com que os oposicionistas “raiz” percam espaço, principalmente nos meios de comunicação do Clã Sarney.