Maior bandeira de Hildo Rocha, “Distritão” é rejeitado

O deputado federal Hildo Rocha passou a maior vergonha na votação do chamado “distritão”. Hildo passou os últimos dias sendo o principal defensor da proposta que foi rejeitada ontem na Câmara dos Deputados. Apenas 205 deputados apoiaram a alteração, outros 238 foram contrários. Para que a proposta avançasse, eram necessários pelo menos 308 votos.

O deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) deu uma enquadrada em Hildo ao afirmar que ele não entende nada de regimento interno quando o maranhense tentou barrar a votação.

Pelas regras atuais, deputados federais, estaduais e vereadores são eleitos no modelo proporcional com lista aberta. A eleição passa por um cálculo que leva em conta os votos válidos no candidato e no partido. Esse cálculo chama quociente eleitoral. O modelo permite que os partidos se juntem em coligações.

Pelo cálculo do quociente, é definido o número de vagas que cada coligação terá a direito, elegendo-se, portanto, os mais votados das coligações.

Pelo “distritão”, cada cidade ou estado passaria a ser considerado um distrito e seriam eleitos os candidatos a vereador e a deputado que recebessem mais votos.

E a reeleição de Hildo ficou muito difícil sem a aprovação do “distritão”.

Política maranhense em notas

Emenda pior que soneto

As explicações do deputado Zé Reinaldo Tavares para o voto a favor de Michel Temer foram piores do que o fato de votar. Todas sem sustentação. Em artigo (leia aqui), Tavares diz que a população não quer a queda de Temer, não foi uma decisão imoral, Temer resolveu o impasse do Fundeb (não resolvido) e seu voto não é contra Lula já que – na sua avaliação – é melhor para o PT que Temer fique no cargo. Era melhor não ter se manifestado.

Caso Zé Vieira

A situação política de Bacabal continua instável. O prefeito Zé Vieira segue com a ameaça de perda do mandato. O processo contra o prefeito que teve contas rejeitadas agora está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e com previsão de julgamento para esta quarta-feira (9). O relator do processo é o ministro Napoleão Nunes.

Manoel Furtado contra Roberto Rocha

Mais uma da série “as voltas que a vida dá”. Lembram do militante do PSB, Manoel Furtado Neto, que usado pelo Senador Roberto Rocha pediu intervenção contra o Diretório Estadual do Maranhão em meados do ano passado? Agora ele foi um dos que entrou com pedido de expulsão de Roberto Rocha do PSB pelo voto favorável à reforma trabalhista. Será que Roberto não consegue manter um aliado por pelo menos um ano?

Queimado pelo voto do pai?

O presidente da Agência Metropolitana, Pedro Lucas Fernandes (PTB), deverá ser candidato a deputado federal no lugar do pai, Pedro Fernandes (PTB). Mas o patriarca foi favorável a Temer e entrou no bolo de deputados que têm sofrido repulsa da população por conta de suas posições. O titular do Blog conversou com Pedro Lucas sobre o impacto em sua campanha no ano que vem e o vereador licenciado disse que ele e o pai têm posicionamentos diferentes.

Vídeo de Hildo Rocha é antigo

Por falar em voto favorável a Temer, um vídeo que circulou em vários grupos de Whatsapp neste final de semana é antigo. Nele aparece Hildo Rocha fazendo gesto obsceno contra populares e manchete dizendo que foi vaiado por ter votado a favor do arquivamento da denúncia de corrupção do presidente Michel Temer. Na verdade, o vídeo é de 2010, quando Hildo era secretário de Articulação Política e foi hostilizado por populares em Matões. Claro que não muda o fato da indelicadeza do gesto. Na época, Rocha se justificou dizendo que o sinal era um “0” dando nota à administração do município. Então tá!

Reforço de peso

O blogueiro John Cutrim estreou nesta segunda-feira (7) no quadro de Política do jornal Bom Dia Maranhão, da TV Difusora. Conhecedor dos bastidores da política maranhense como poucos, Cutrim tem tudo para dar certo também na TV. Este blogueiro, que já esteve na mesma função e deixou por acreditar em um novo projeto de trabalho, deseja sucesso ao amigo.

JN: Hildo Rocha vai ao Planalto pouco antes da sessão para votar denúncia contra Temer na CCJ

Hildo Rocha foi um dos substitutos que entrou na CCJ para salvar Temer. Mas por falta de quórum, votação ficou para agosto

O deputado federal Hildo Rocha (PMDB-MA) foi um dos que substituiu membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para salvar Michel Temer da denúncia do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. O aliado de Temer achou normal o presidente receber Joesley Batista altas horas no Palácio sem agenda oficial. “Recebi pessoas na garagem e até no meu quarto para ajudar o Brasil”, disse durante discussão.

Rocha passou constrangimento no Jornal Nacional. Ele foi enquadrado por estar no Planalto nesta segunda-feira (17), justamente quando o assunto seria votado na CCJ. Ele chegou a apresentar voto em separado em favor do presidente, mas disse que não foi cobrar nada.

Ele justificou que a titular da vaga teve que sair para acompanhar operação da filha. “Não tratei desse assunto com ele. A deputada Soraya Santos, que é titular da CCJ, a quem eu substitui porque eu sou suplente na CCJ, a substitui porque ela tinha que acompanhar a operação de uma filha que ela tem, agora, no dia de hoje”.

A falta de um número mínimo de deputados impediu a leitura do parecer contrário à investigação contra Temer. O relatório tem de ser lido antes da votação, em uma sessão marcada para o dia 1º de agosto. A deputada Mariana Carvalho, responsável pela leitura, lamentou as ausências

Política maranhense em notas

Cara de pau de Hildo Rocha

O deputado federal Hildo Rocha participou de audiência na Assembleia Legislativa sobre a reforma política. Entre os temas defendidos por Rocha, chamou atenção o fato de defender a desincompatibilização de candidatos com um ano de antecedência. Ora, depois que se beneficiou demais sendo secretário seis meses antes das eleições em uma secretaria que fez convênios “a rodo” com prefeituras para elegê-lo, Hildo agora quer barrar a possibilidade dos outros ficarem nos cargos pelo mesmo período que ele teve e aproveitou muito bem.

Pouco efeito prático

Claro que todo sempre é bom, mas a formação de comissão na Assembleia Legislativa e a discussão na esfera estadual sobre a reforma política pesa muito pouco. Estiveram presentes na audiência pública quatro deputados federais dos 18 da bancada do Maranhão. Todos tiveram discursos com pontos de vista muito bem definidos e tudo que foi discutido dificilmente entrará na reforma.

Aluísio em meio a dinistas

O deputado federal Aluísio Mendes está meio perdido (ou não). Neste final de semana participou do evento e declarou apoio à pré-candidatura de Zé Reinaldo ao Senado. Aluísio não irá apoiar Sarney Filho ou Roseana Sarney (um dos dois será candidato ao Senado pelo Clã)? Ou Aluísio já foi liberado para apoiar o candidato sarneysta e quem quiser pela segunda vaga. O ex-secretário de Roseana disse que Zé Reinaldo “transcende as divergências políticas”. Mas foi curioso ver Aluísio ao lado de Márcio Jerry. Claro que o secretário de Comunicação e Articulação Política não poderia ter faltado ao encontro. Além de significar o apoio do governador a Zé Reinaldo, Márcio tem o apoio de Cleomar Tema para sua candidatura a deputado federal. Com Aluísio rondando por lá, não poderia deixar espaço desocupado.

Maura tenta mostrar o mínimo de competitividade

Por falar em Aluísio, o deputado e seu PTN têm tentado dar alguma visibilidade à ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, que não tem nem votos dentro da família e dar alguma esperança de que ela tem alguma competitividade na corrida eleitoral. Maura Jorge busca alguma pontuação em pesquisas que façam alguns partidos e/ou lideranças levarem minimamente a sério sua candidatura  governadora. Para além de posts de Blogs aliados, Maura Jorge ainda não aparece como opção de nenhuma liderança.

PSDB, DEM, PT, PDT, PSB e PCdoB e vagas majoritárias

A condução de Carlos Brandão ao comando do PSDB recolocou os tucanos em proximidade com o projeto de reeleição do governador Flávio Dino. E a aliança faz com a articulação pela formação da chapa majoritária de Flávio seja bem feita para evitar mágoas e rupturas. São seis partidos grandes para quatro vagas majoritárias (governador, vice e duas de senador). Isto levando em consideração que o DEM está muito próximo de oficializar aliança. Zé Reinaldo deve se filiar ao seu ex-partido. Agora é muita saliva para organizar estas legendas e formar a chapa.

Hildo Rocha se torna grande defensor de projeto que prejudica trabalhador

O deputado federal maranhense Hildo Rocha (PMDB), que já teve coragem de defender até o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, agora defende com unhas e dentes o projeto da Terceirização, que precariza as relações de trabalho.

Rocha subiu à tribuna da Câmara para elencar os “avanços” da Lei que libera a terceirização para qualquer atividade. Até mesmo a atividade fim da empresa. Para o peemedebista, “Os terceirizados terão dupla garantia dos direitos trabalhistas e previdenciários, a da empresa em que trabalha e da empresa para a qual irá trabalhar como terceirizado”. Na prática, a relação será precária, com um funcionário de outra empresa subcontratado para uma terceira, dificultando a cobrança e o cumprimento das obrigações trabalhistas.

Mais perverso ainda é o fato do projeto aumentar o período de experiência de três meses para até nove meses. Isto irá gerar grande falta de estabilidade para o trabalhador, com a rotatividade que será promovida pelas empresas.

Hildo Rocha também alega que os concursos públicos não deixarão de existir com a lei da farra das terceirizações. “Aqueles que dizem que a nova lei acabará com concurso público não leram o projeto ou estão mentindo por maldade. Dizer que agora professores da rede pública poderão ser contratados sem concurso é mentira. Eu quero que alguém me mostre, no projeto que foi aprovado, um artigo que se refira à administração pública”, afirmou.

De fato, não se pode entrar no serviço público por outro meio que não seja o concurso. Mas estes professores e outros não serão servidores públicos. Não seria necessário que o projeto falasse especificamente do serviço público porque a lei já permite que o administrador público terceirize o serviço. O professor será funcionário da empresa terceirizada (privada) e não entrará no serviço público. O serviço público já faz isso hoje com as atividades meio (segurança e limpeza, por exemplo). Agora, está autorizado a fazê-lo na atividade fim. Ou seja, os concursos serão reduzidos a quase zero.

Hildo Rocha é o líder dos “papudinhos”

A Folha de S. Paulo destacou em reportagem neste domingo (26) o deputado federal Hildo Rocha encabeçando a lista dos “papudinhos”, os deputados “de pouca expressão nacional”, que está com o bolso cheio de emendas parlamentares do governo federal. Não tem nada a ver com a expressão maranhense “papudinho” relativo a alcoólatra.

No caso dos “papudinhos” do Congresso, as emendas são garantidas e os eles aprovam os projetos de reformas impopulares como a reforma da Previdência e a reforma trabalhista.

Hildo ainda se mostrou vislumbrado com uma ligação de Temer. “Hildo Rocha (PMDB-MA), integrante do batalhão de deputados sem expressão nacional, diz ter achado no início que era trote”.

Família de Hildo Rocha (adversário de Flávio Dino) é campeã de aluguéis no governo

Levantamento feito pelo blog do Garrone revela que ao contrário das denúncias de favorecimento partidário nas locações de imóveis pelo governo Flávio Dino (PCdoB), o que há é uma prova inconteste e republicana de que as assinaturas desses contratos independem das opções políticas dos proprietários desses imóveis, práticas até então desconhecidas no Maranhão.

Um dos melhores exemplos é a manutenção dos cinco contratos de aluguéis iniciados em 29 de novembro de 1987 com a família do deputado Hildo Rocha (PMDB), um dos mais ferrenhos e agressivos opositores – uma espécie de pit bull dos sarneys – da atual gestão e do PC do B no Congresso Nacional.

Os aluguéis desses imóveis no atual governo engordam mensalmente a caixinha familiar em R$ 61.242,63, embora os seus proprietários, os tios do deputado, Hildo de Amorim Rocha e José Nicodemos Rocha – este esposo da ex-procuradora-geral de Justiça, Regina Rocha – sejam oficialmente filiados ao DEM, partido nascido e criado no Maranhão sob as graças do sarneysismo e que substituiu o PFL, que era PDS e antes ainda, Arena; legenda que deu sustentação ao golpe militar de 64.

O tio Hildo Amorim é dono de três imóveis e sócio dos outros dois, com o seu irmão, José Nicodemos, o esposo das ex-procuradora de Justiça no governo Roseana Sarney, Regina Rocha.

Somente o prédio onde funciona a Escola de Governo e o Diário Oficial, na Av. Vitorino Freire, 1969, Areinha, dos tios Rocha, é alugado por R$ 48.000,00 mensais.

É evidente que ao não promover uma varredura ideológica antes de assinar qualquer contrato, o governo alugue imóveis de partidários da oposição e da situação, seja de quem for, desde que obedeça o extremo critério da Lei.

Uma simples comparação demonstra que as denúncias de beneficiamento a um filiado do PCdoB no aluguel de uma casa no bairro da Aurora para receber adolescentes infratores, promovidas pelo Sistema Mirante de Comunicação e seus satélites nas redes sociais não se sustentam.

Enquanto o dito aluguel da Aurora foi celebrado por R$ 12 mil mensais, somente os cinco da família Rocha chegam a mais de R$ 60 mil.

Se houvesse algum tipo de privilégio, quem neste caso seria o agraciado?

Veja a lista e comprove o apartidarismo no aluguel de imóveis pelo governo Flávio Dino

Acusado de jogar pelo ralo R$ 10 milhões, Hildo Rocha quer o fim da CGU

Desvios envolvendo fraudes em processos licitatórios foram apurados pela Controladoria em 2004, quando o atual deputado federal Hildo Rocha era prefeito do município de Cantanhede (MA)

Auditores repudiam Hildo Rocha por defender fim da Controladoria Geral da União

Auditores repudiam Hildo Rocha por defender fim da Controladoria Geral da União

Por meio de nota, o Unacon Sindical manifestou o repúdio dos Auditores (AFFC) e Técnicos Federais de Finanças e Controle (TFFC) à declaração do deputado federal Hildo Rocha (PMDB-MA). Na última quarta-feira, 10 de agosto, o parlamentar defendeu a extinção da Controladoria-Geral da União (CGU). “(…) se há hoje roubalheira no Brasil, no serviço público, passa pela incompetência de muitos servidores da CGU”, disse. A declaração foi registrada na comissão mista que analisa a Medida Provisória MP 726/2016. A íntegra da sessão deliberativa foi gravada e está disponível no canal do Senado Federal no youtube. A fala aparece a partir de 31’50”.

Entre 1997 e 2004, perído em que era prefeito do município de Cantanhede (MA), Rocha foi acusado de jogar R$ 10 milhões pelo ralo. Os desvios envolvendo fraudes em processos licitatórios, em programas de combate à fome e desvios de recursos de merenda escolar foram apurados pelos servidores da CGU, em 2004. O relatório está disponível para consulta pública (veja aqui). O caso pautou a imprensa na época (leia aqui, aqui e aqui).

“O deputado federal Hildo Rocha parece ter sido motivado, em suas provocações, justamente pela competência dos servidores da CGU, que de forma impessoal, eficiente e transparente, no bojo de seus deveres constitucionais e legais, à frente da missão institucional da CGU, realizaram, no município de Catanhede (MA), mais um dos inúmeros trabalhos de fiscalização voltados a evitar a ‘roubalheira’ no Brasil”, reza trecho do documento. Leia, abaixo, a íntegra da Nota de Repúdio.

NOTA DE REPÚDIO

O UNACON Sindical, entidade que representa os Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle, repudia com veemência as palavras do Deputado Federal Hildo Rocha (PMDB-MA), a seguir transcritas, proferidas no dia 10 de agosto, durante sessão deliberativa da comissão mista responsável pela Medida Provisória nº 726/2016 que, entre outras questões, trata da extinção da Controladoria-Geral da União (CGU):

“[…] se há hoje roubalheira no Brasil, no serviço público, passa pela incompetência de muitos servidores da CGU […]”

Na ilação, desprovida de qualquer fundamento, Hildo Rocha demonstra um profundo desconhecimento quanto aos resultados apresentados pela CGU desde a sua criação, em 2003. Com efeito, nesse período, houve esforço, dedicação e comprometimento com o aperfeiçoamento e a transparência da gestão pública, além do incansável trabalho de prevenção e combate à corrupção no Brasil. Mesmo com todas as dificuldades impostas ao longo de todos esses anos (como um quantitativo de servidores extremamente defasado e um dos menores orçamentos da Esplanada dos Ministérios), os trabalhos de Auditores e Técnicos da CGU resultaram em diversos benefícios ao país, conforme exemplificado a seguir:

1) Mais de R$ 14 bilhões economizados aos cofres públicos1 ;

2) Mais de 200 operações especiais de prevenção e combate à corrupção realizadas em parceria com outras Instituições (como Ministérios Públicos e Polícia Federal);

3) Mais de 2.000 municípios fiscalizados, representando um montante superior a R$ 24 bilhões de recursos que já foram fiscalizados;

4) Mais de 13.000 auditorias realizadas em órgãos e entidades do Poder Executivo Federal;

5) Mais de 4.000 recursos de acesso à informação julgados;

6) Mais de 50.000 servidores federais, 28.000 agentes públicos municipais e estaduais e 44.000 cidadãos capacitados em matérias afetas às áreas de auditoria, fiscalização, correição e controle social; e

7) Mais de 990.000 estudantes e 31.000 professores sensibilizados por meio de Programas da CGU voltados à disseminação de valores relacionados à democracia, participação social, respeito à diversidade, autoestima, responsabilidade cidadã e interesse pelo bem-estar coletivo.

Como exemplo prático dos números acima, pode ser citada a fiscalização realizada pelos servidores da CGU no município de Catanhede, no Maranhão, durante o ano de 2004, onde foram constatadas diversas irregularidades na aplicação de recursos federais por parte da gestão municipal, cujo prefeito, à época, era o Sr. Hildo Rocha.

O relatório resultante da fiscalização encontra-se disponível para acesso público no site da CGU (http://sistemas.cgu.gov.br/relats/uploads/14-MA-Cantanhede.pdf) e levou o Ministério Público Federal a ajuizar ação de improbidade administrativa contra o citado Prefeito, hoje Deputado Federal.

Pelo que se observa, o Deputado Federal Hildo Rocha (PMDB-MA) parece ter sido motivado, em suas provocações, justamente pela competência dos servidores da CGU, que de forma impessoal, eficiente e transparente, no bojo de seus deveres constitucionais e legais, à frente da missão institucional da CGU, realizaram no município de Catanhede mais um dos inúmeros trabalhos de fiscalização voltados a evitar a “roubalheira” no Brasil.

Brasília, 17 de agosto de 2016

Rudinei Marques

Presidente do Unacon Sindical

Hildo Rocha quer que dinheiro do BNDES pague convênios eleitoreiros

hildorochaO deputado federal e ex-secretário de Cidades na gestão da ex-governadora Roseana Sarney, Hildo Rocha, provocou reunião com o BNDES para motivar o órgão a pagar as centenas de convênios que garantiram sua eleição em 2014. Ao jornal da família Sarney, o deputado afirmou que há a possibilidade de o governo utilizar os recursos para pagar convênios celebrados nos anos de 2013 e 2014.

O tema foi pauta na sessão desta terça-feira (31) na Assembleia Legislativa. De acordo com o deputado estadual Rogério Cafeteira, a insistência do deputado Hildo Rocha no assunto durante a reunião gerou irritação dos técnicos do BNDES. O diretor do órgão, José Henrique Paim, chegou a dizer, no encontro, que a experiência no Rio Grande do Sul em relação aos convênios foi terrível.

“O próprio Paim, que é do Estado do Rio Grande do Sul, onde teve a experiência de celebração de convênio, colocou lá, de público, que foi a pior experiência do banco. A pior experiência nesses processos. Desastrosa, a palavra que ele utilizou, nas operações de créditos que foram feitos convênios dessa natureza como o Estado do Maranhão queria fazer”, disse o deputado Rafael Leitoa, que também esteve na reunião no Rio de Janeiro.

Com essa manobra, ficou clara que a única intenção do deputado Hildo Rocha foi tentar cumprir os inúmeros convênios firmados no fim da gestão Roseana Sarney.

Feitiço contra o feiticeiro! Hildo Rocha passa vergonha no BNDES

IMG-20160530-WA0018Os deputados de oposição armaram um circo para tentar demonstrar que o governador Flávio Dino (PCdoB) fez algum remanejamento ilícito ou incorreto dos recursos do empréstimo do BNDES. Foi realizada reunião na sede do banco, no Rio de Janeiro, provocada pelo deputado federal Hildo Rocha (PMDB-MA). Mas Hildo e Andrea Murad “deram com os burros n’água” com os esclarecimentos do diretor José Henrique Paim Fernandes e seu corpo técnico.

O que foi repassado aos parlamentares foi justamente o contrário. O atual governo tem aplicado de forma correta os recursos e ainda corrigindo problemas herdados pela gestão Roseana Sarney. Andrea, Hildo e Alexandre Almeida ficaram vermelhos de vergonha com o próprio BNDES desmontando o factoide e afirmando que a culpa pelos atrasos de obras é do grupo político deles.

O deputado Rogério Cafeteira (PSB) perguntou se há alguma paralisação ou atraso é decorrente de irregularidade do atual governo. A resposta foi categórica que não. Cafeteira saiu satisfeito da reunião. “Cada fez com mais certeza que estamos no caminho certo”.

Os deputados Léo Cunha (PSC), Bira do Pindaré (PSB) e Rafael Leitoa (PDT) também participaram da reunião.