Máfia de Anajatuba: MPF pede quebra de sigilo bancário de Eduardo Braide

braideO deputado estadual Eduardo Braide é de fato investigado pela Polícia Federal. A abertura do inquérito foi autorizada dia 20 de abril deste ano.

O inquérito está na Procuradoria Geral da República da 1ª Região. O procurador regional federal Ronaldo Meira de Vasconcelos autorizou a prorrogação do prazo de investigação por mais 90 dias e já pediu a quebra do sigilo bancário do deputado Eduardo Braide.

O Ministério Público Federal já solicitou a quebra do sigilo bancário do deputado estadual.

Se for denunciado, Eduardo Braide poderá ser enquadrado Lavagem de dinheiro, que prevê de três a 10 anos de reclusão e multa.

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Máfia de Anajatuba: PF identificou vários pagamentos de Fabiano Bezerra a “Dep. Braide”

mafiadeanajatubaAs investigações do Grupo de Atuação Especial no Combate a Organizações Criminosas (Gaeco), Polícia Federal e Ministério Público identificaram o desvio de aproximadamente R$ 60 milhões da Máfia de Anajatuba não só neste município, mas em outros através de licitações fraudulentas e desvio de finalidades de contratos.

Quando interrogado, o Senhor Carlos Braide, pai do deputado Eduardo Braide, negou conhecimento do esquema e disse não ter nenhuma participação nos lucros das empresas de Fabiano Bezerra, assessor do deputado Eduardo Braide. E quando questionado sobre as nomeações de Fabiano Bezerra e José Antonio Machado de Brito Filho (outro beneficiado no esquema de desvios) no gabinete do filho, Braide Pai disse que só Eduardo poderia responder sobre seu gabinete.

Apesar de negar peremptoriamente envolvimento nas transações financeiras dos investigados pela Máfia de Anajatuba Fabiano Bezerra e Fernando Júnior (dono da Escutec), o relatório do Gaeco deixa claro a participação de Carlos Braide na organização criminosa. Apenas pelo período em que foi quebrado seu sigilo bancado de Carlos Braide, depósitos milionários foram feitos por ele nas contas da Escutec e recebimentos das contas de FCB e da conta do próprio Fabiano.

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Além disso, as apreensões da Polícia Federal encontraram na casa de Fabiano manuscritos de pagamentos com valor total de R$ 2,7 milhões para “Dep. Braide”. Esta referência é a Carlos Braide, que é ex-deputado. As planilhas apreendidas pela Polícia Federal revelam ainda várias transações em nome de “Dep. Braide”.

A teia envolvendo Carlos Braide, o prefeito de Anajatuba cassado por corrupção Helder Aragão, Fabiano Bezerra e Fernando Júnior é diretamente relacionada ao uso do gabinete do deputado Eduardo Braide, onde eram lotados membros da organização.

Polícia deve ficar atenta às movimentações do trio Braide Pai – Helder Aragão – Hilton Gonçalo

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O jornalista Raimundo Garrone revelou uma suspeita da Polícia de um grande esquema de compra de votos em São Luís. E os principais nomes apontados como possíveis operadores são capitalizados, tem influência política e conhecem o caminho para chegar ao eleitorado.

O pai do candidato Eduardo Braide, ex-deputado Carlos Braide, opera totalmente às sombras. Braide Pai se sente culpado pela derrocada do filho, por ser apontado como a cabeça da Máfia de Anajatuba. Não pode aparecer e sua movimentação é altamente sigilosa. Mas deve ser bem observada pelas autoridades policiais e Ministério Público Eleitoral.

O prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, conseguiu também a eleição da mulher Fernanda Gonçalo, em Bacabeira, e a irmã Iriane Gonçalo, em Pastos Bons. Está fortalecido politicamente e aposta alto na eleição de Eduardo Braide em São Luís para se consolidar como liderança estadual. E o poder econômico de Gonçalo é alto. Em todos as rodas ele é apontado como articulador de todas as operações da campanha. Hilton declarou apoio a Braide dia 17 deste mês e já entrou como coordenador de campanha.

O terceiro homem que deve ter sua movimentação bem observada é o ex-prefeito de Anajatuba, Helder Aragão, cassado justamente pelas acusações de corrupção da Máfia de Anajatuba. Helder também tem sido apontado como operador de Braide.

A possível de compra de votos passa diretamente por vereadores não reeleitos e candidatos a vereador derrotados. O vereador não reeleito, Marlon Garcia, reuniu pessoas ontem em sua casa no Bairro de Fátima. Pessoas do bairro dizem que estavam sendo coletados nomes e títulos eleitorais.