Sérgio Frota também mostra insatisfação com filiação de Rocha e diz que seguirá como aliado do governador

O vice-governador Carlos Brandão, o deputado estadual e secretário estadual de desenvolvimento Neto Evangelista e o prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando, já haviam se manifestado publicamente sobre a insatisfação com a chegada de Roberto Rocha ao partido. Desta vez, o deputado Sérgio Frota também se manifestou com muita indignação pelas instâncias estaduais do partido não terem sido ouvidas.

“Não fui consultado. Não sei se deputado estadual é importante no PSDB. Mas a minha postura no Maranhão é de apoio ao governo Flávio Dino. Faço parte, como membro do PSDB, da base de apoio ao governo porque acredito nele”, afirmou.

Questionado se sairia do partido com a chegada de Rocha, Frota preferiu não condicionar, mas diz que aguardará os desdobramentos do partido e até mesmo a reforma eleitoral.

“É preciso haver esta discussão dentro dos partido e é salutar que todos no Maranhão sejam ouvidos. Temos uma postura no Maranhão diferente de outros estados. Temos o vice-governador e fomos fundamentais na aliança com o governador. Vamos esperar o que acontece e de acordo com os desdobramentos da reforma política e tomamos uma posição. O PSDB é um partido democrático e para termos força, é preciso ouvir quem faz o PSDB do Maranhão”, pontuou.

 

Pra ficar contra Dino, Rocha se alia até a Renan e critica a Lava Jato

Dois dias após o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fisher, atender pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e inocentar o governador Flávio Dino (PCdoB), o senador Roberto Rocha (PSB) fez um aparte ao discurso do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no Congresso Nacional para criticar a Operação Lava Jato e a decisão do procurador-geral Rodrigo Janot, que encerrou qualquer suspeita contra Dino.

“O governador do Maranhão foi denunciado, e, ontem, o procurador-geral da República pediu o arquivamento da sua denúncia”, disse o parlamentar maranhense.

Rocha, que chegou ao Senado escorado na chapa vitoriosa de Flávio Dino em 2014, rompeu com o atual governador um ano após ter assumido o cargo, e no ano passado declarou ter interesse em disputar o governo do Estado contra Dino em 2018.

Rival confesso do governador, uma investigação contra Dino no STJ seria uma das “armas” de Roberto Rocha para tentar depreciar a campanha de reeleição do comunista no próximo ano.

No Senado, Renan Calheiros criticou as decisões de Janot com a tese de que o procurador-geral da República age “com dois pesos e duas medidas” nas denúncias contra envolvidos na Lava Jato. A ira do peemedebista contra Janot não é à toa: Calheiros foi denunciado pela PGR ao Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira (25), acusado de corrupção passiva e lavagem em esquema de recebimento de propina oriunda de contratos da Transpetro.

Ao entrar em sintonia com a narrativa de Renan, Roberto Rocha, também conhecido como “Asa de Avião”, dá sinais de que topará qualquer aliança para 2018 para tentar derrubar o opositor Dino nas próximas eleições. Mas a missão de Rocha é difícil. Ele não conta com apoio do próprio partido para o seu projeto eleitoral em 2018 e amarga alta rejeição popular entre os maranhenses.

A única saída possível para a candidatura de Rocha é uma aliança com o grupo Sarney e com o governo de Michel Temer (PMDB). No entanto, ventila-se uma possível candidatura de Roseana Sarney (PMDB). Caso isso ocorra, o senador Asa de Avião pode ver seu sonho de governar o Maranhão ainda mais distante da realidade.

Roberto Rocha é contra a Lava Jato?

Roberto Rocha ao lado de Lobão durante sabatina de Raquel Dogde

Durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que analisou a indicação da subprocuradora Raquel Dodge para a chefia do Ministério Público Federal, o senador maranhense Roberto Rocha (PSB), relator da indicação, fez uma série de perguntas tendenciosas para a nova procuradora-geral da República.

O senador Asa de Avião, como é conhecido, questionou a imunidade penal concedida a delatores, em referência clara a Joesley Batista, empresário do grupo JBS, que teve direito ao benefício após ter sido o pivô das denúncias de corrupção contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Rocha queria levantar para a nova procuradora-geral de República cortar. Dodge foi escolhida pelo governo Temer justamente para afundar a Lava Jato, que já vem sofrendo revezes com a diluição, pelo governo Temer, do núcleo de atuação da Polícia Federal.

Raquel Dodge disse que já fez uso do mecanismo em investigações antigas e não vê problema algum em negociar prêmios com criminosos que decidem colaborar com a Justiça. Mas defendeu que a imunidade penal não pode ser usada em “benefício de chefes de organizações criminosas”.

Apoiadores de Temer, como é o caso de Roberto Rocha, na tentativa de reverter as graves acusações contra o presidente, vêm alegando que Batista não poderia fazer acordo de delação porque seria o chefe da organização criminosa que denunciou.

Entretanto, o atual procurador-geral Rodrigo Janot já deixou claro que para ele o chefe da organização criminosa seria na verdade Temer.

Segundas intenções

Rocha, que vem seguindo à risca todas as manobras do esfacelado governo Temer, como por exemplo, votar a favor da Reforma Trabalhista, é contra a Lava Jato e contra as denúncias contra Temer.

Até a crise com o presidente estourar, Rocha seguia as diretrizes de Temer, sendo reconhecido como um dos principais apoiadores da gestão do pmdebista no Senado.

A intenção de Rocha em manter Temer na Presidência é simples: solitário e esquecido no Maranhão, Rocha espera contar pelo menos com o apoio de Temer na sua candidatura ao governo do Maranhão em 2018, quando ele terá que enfrentar a boa popularidade, do homem que o alçou ao cargo de senador em 2014, o atual governador Flávio Dino (PCdoB), reconhecido na atualidade como um dos melhores quadros políticos do país.

Maranhão tem a pior bancada no Senado de sua história

Os três senadores do Maranhão, Roberto Rocha (PSB), Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB) mais uma vez contrariaram o interesse da maioria dos brasileiros e votaram, nesta terça-feira (11), pela aprovação do texto principal da reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB).

A reforma, que prevê a retirada de pelo menos cem direitos trabalhistas, é uma grande vitória do desgastado presidente Temer, atolado em escândalos de corrupção.

Com mais essa movimentação indigesta dos senadores em benefício da impopular gestão Temer, o trio vem sendo reconhecido como a bancada maranhense no Senado mais complicada e controversa da história do Maranhão.

No cenário de crise vivido pelo desgastado presidente Temer, os três parlamentares vêm exercendo papeis importantes para tentar salvar o pmdebista e outros aliados.

Foi com a ajuda de Edison Lobão, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e com o parecer do relator Roberto Rocha, que o nome da subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, indicada de Temer para substituir Rodrigo Janot à frente do Ministério Público Federal, passasse com facilidade pela comissão. Dodge é próxima a Temer e pode frear na Procuradoria-Geral da República (PGR) as denúncias de Janot contra o presidente. Raquel Dodge deve ser sabatinada nesta quarta-feira (12) na CCJ do Senado.

Foi também com a indiferença do senador João Alberto, que preside o Conselho de Ética do Senado, que a Casa Legislativa arquivou o pedido de cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Para o “carcará” João Alberto, Aécio foi vítima de “armação” e “não agiu de má-fé” ao pedir R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista. Com Aécio, fica mais fácil para Temer reconquistar o apoio dos tucanos ao seu governo.

Boicote ao Maranhão

Além de atuarem descaradamente a favor do governo Temer, a bancada maranhense vem consecutivamente boicotando o Maranhão no Congresso. A última foi o descaso do senador Roberto Rocha e de João Alberto, que simplesmente ignoraram o prazo do Senado e deixaram de apresentar emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

É por meio dessa lei que o governo federal define as prioridades orçamentárias para o ano seguinte. Sem a assinatura de Rocha, o Maranhão pode acabar perdendo investimentos federais que poderiam ser destinados ao estado. A única bancada estadual que não apresentou emendas foi a maranhense.

Investigado

O senador Edison Lobão, que vem manobrando pela manutenção do denunciado presidente Temer, também é alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados à Lava Jato. A PGR pediu abertura de inquérito e a autorização para a quebra de sigilo de Lobão, apontando indícios da participação do parlamentar em crimes contra o sistema financeiro, lavagem dinheiro e tráfico de influência.

É com manobras políticas impopulares, com a falta de compromisso com os maranhenses e envolvidos em casos de corrupção, que a atual bancada maranhense no Senado vem sendo lembrada como a pior da história política do Maranhão.

Roberto Rocha vota contra o trabalhador e contra o PSB

Na visão de Roberto Rocha, empregos só serão gerados se trabalhador perder direitos.

Mesmo com o PSB contrário às reformas do presidente Michel Temer e se declarando oposição, o senador maranhense Roberto Rocha votou a favor do tema na Comissão de Constituição e Justiça. Foi uma dupla vergonha para o Maranhão já que a Comissão é presidida pelo senador Edison Lobão.

Foram 16 votos a favor e 9 contra o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Até senadores do partido de Michel Temer ficaram reticentes com a proposta que chegou do Poder Executivo. A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) chegou a se animar com um acordo por mudanças na lei mas não confiava por não ter assinatura do presidente Michel Temer, mas apenas de senadores.

Já Roberto Rocha não fez cerimônia e defendeu com unhas e dentes as reformas de Temer. “Estamos falando de uma lei que tem um século. Ouço muito falar aqui em direitos que estamos arrancando das pessoas. Mas qual é a maior obra social que pode existir? É o emprego. E esse é o pano de fundo da proposta: reduzir o custo do trabalho e permitir que pelo menos 65% dos brasileiros possam trabalhar”, afirmou Rocha.

Vejamos. As convenções e acordos coletivos passam a valer mais do que as leis. A CLT que servia justamente para proteger o lado do mais fraco, o do empregado, vale mais e as relações serão altamente injustas para o empregado. A jornada de trabalho poderá ser negociada.Gestantes e mães amamentando poderão trabalhar em locais insalubres. Acordos podem trocar dias de feriados.

Não, senador. O maior obra social não é o emprego pelo emprego. A subsistência a níveis de escravidão. É a dignidade do trabalho e a distribuição mais justa da renda. A corrupção e a irredutibilidade do lucro exagerado são problema do caos econômico, não o trabalhador.

Além da CCJ, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deu parecer favorável ao texto. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) decidiu pela rejeição do projeto. O texto agora vai para o plenário.

Roberto Rocha declara-se contra eleições diretas

Em texto divulgado nesta segunda-feira (29), o senador Roberto Rocha (PSB) declarou ser  expressamente contra eleições diretas caso o presidente Michel Temer (PMDB) seja cassado. A visão de Rocha – mais uma vez – não acompanha a da grande maioria dos brasileiros. Só no último domingo (28), cerca de 150 mil pessoas lotaram a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em grande ato pelas “Diretas Já”. Para os manifestantes, o governo Temer já acabou e apenas eleições diretas poderão restabelecer a vontade popular. Mas não é assim que o senador pensa.

Intitulado “A lógica da Constituição”, o discurso de Roberto Rocha tentar recorrer à autoridade da Carta Magna para defender a aplicação de eleições indiretas caso ocorra dupla vacância (vago por dois mandatos) na Presidência da República, como prevê o parágrafo 1º do artigo 81 da Constituição, embora Rocha reconheça que é possível alterar essa legislação com a promulgação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleça eleições diretas nessa situação.

O senador alega que uma PEC a favor das diretas poderia demorar tempo excessivo para ser aprovada no Congresso Nacional. Mas o texto de Roberto Rocha tem apenas meias verdades.

O parlamentar esqueceu de citar que relatório do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que estabelece a realização de eleições diretas em caso de vacância deve ser votada já na próxima quarta-feira (31) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O texto da PEC 67/2016, apelidada de “PEC das Diretas”, amplia de dois para três anos o prazo para realização de eleição direta para presidente e vice-presidente da República em caso de vacância dos cargos.

Enquanto Rocha faz torcida contra as eleições diretas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e consultores do Senado defendem que a PEC das Diretas além de não violar cláusulas pétreas, pode aprimorar a Constituição.

Ao contrário do que diz Rocha, sobre uma eventual demora na promulgação da PEC das Diretas, o autor da proposta, o deputado Miro Teixeira (REDE-RJ), disse que a PEC pode ser aprovada em apenas três semanas, caso aja vontade política. Para Miro Teixeira, a PEC das Diretas deve ser aprovada porque o Congresso Nacional vive uma crise de representatividade, e caberia ao parlamento devolver ao povo o direito de escolher seu governante.

Interesses eleitorais

Roberto Rocha era grande apoiador de Michel Temer até eclodirem os escândalos judiciais contra o presidente, que resultou na saída do PSB, partido de Rocha, do todos os cargos que a sigla ocupava no governo Temer.

Rocha na verdade mira as eleições de 2018, quando pretende lançar candidatura contra o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Para enfrentar o favoritismo de Dino, que segue bem nas pesquisas de popularidade entre os maranhenses, Rocha vislumbra contar com apoio da máquina federal para sua campanha.

Com a queda de Temer, a única saída possível de Roberto Rocha para “operar” sua campanha no próximo ano, seria articular, por meio de eleições indiretas, um nome de confiança do seu grupo político para presidir o país e que possa lhe dar bases para a disputa eleitoral ano que vem.

Roberto Rocha tem que entregar cargos na Codevasf e Banco do Nordeste

Banco do Nordeste tem sido um feudo de Roberto Rocha no governo Temer

O senador Roberto Rocha tem se escondido do debate sobre o bombardeio que atinge em cheio o governo Michel Temer. Mas o partido de Roberto, o PSB, já firmou posição pelo impeachment do presidente e apoiando a PEC das eleições diretas para presidente.

Rocha aguarda uma definição mais clara do cenário: se a poeira baixar e Temer se firmar ele prossegue, se a queda aparente se mostrar irreversível, pula do barco.

Mas o PSB não esperou o sabor dos ventos e exige fidelidade dos deputados federais e senadores. Por isso, Rocha, caso queira permanecer no partido, deverá entregar os cargos no governo federal de parentes e amigos. Em especial, dois cargos maiores estratégicos.

Na presidente da Codevasf, Rocha emplacou Kênia Marcelino e tem aproveitado cada ação do órgão para fazer política. No Banco do Nordeste, o indicado de Rocha foi Rosendo Júnior.

Roberto Rocha “sai do avião” em campanha publicitária do Maio Amarelo

O senador Roberto Rocha divulgou uma primeira imagem de publicidade sobre a campanha “Maio Amarelo” de prevenção de acidentes de trânsito em que aparece ostentando em uma aeronave. Mas depois percebeu a gafe e resolveu modificar o fundo da foto que está no perfil de suas redes sociais. Melhor!

Causa própria: Projeto perdoa dívidas milionárias de políticos e doadores de campanha

Caso seja aprovado o projeto, Roberto Rocha terá R$ 280 mil em dívidas perdoados e seus doadores de campanha R$ 2,2 milhões

Somente deputados federais e senadores devem mais R$ 3 bilhões à União em tributos. Eles estão inscritos na dívida ativa tentam se beneficiar com o perdão de débitos previsto na medida provisória que institui o PRT (Programa de Regularização Tributária).

Legislando em causa própria, eles tentam aprovar o projeto que institui o PRT (Programa de Regularização Tributária) e perdoa as dívidas. O projeto está sob a relatoria do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), que acumula débitos de R$ 67,8 milhões em nome de suas empresas.

Somente o senador maranhense Roberto Rocha deve R$ 280.366,19. Também aparecem Zé Carlos da Caixa (PT), Zé Reinaldo Tavares (PSB), Sarney Filho (PV), Hildo Rocha (PMDB), João Alberto (PMDB) e Waldir Maranhão (PP), cujas dívidas somadas não chegam a 5% da dívida de Roberto.

Roberto recebeu R$ 3.543.096,85 de várias empresas e pessoas físicas. As dívidas de seus doadores de campanha somam R$ 2.227.012,27.

Ou seja, caso o projeto seja aprovado, serão perdoadas R$280 mil de dívidas de Rocha e mais R$ 2,2 milhões de seus doadores. Uma economia de mais de R$ 2,5 milhões.

Dívidas dos doadores de campanha de Rocha

Roberto Rocha diz que Caixa 2 era legal no período que seu pai foi governador

O senador Roberto Rocha se manifestou através das redes sociais de postagem do jornalista Jeisael Marx. Rocha havia se vangloriado de não ter aparecido em nenhuma delação da Lava Jato. Mas o jornalista revelou que que o ex-governador Luíz Rocha estava na lista de beneficiados e aparecia com o codinome “Pedra” em uma extensa planilha apreendida em 2016 numa residência do ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, o BJ.

A tal planilha contém dados de 30 anos de doações irregulares que a empresa efetuava para patrocinar campanhas eleitorais em todo o Brasil. Luiz Rocha governou o Maranhão entre os anos de 1983 e 1987 com o aval do grupo Sarney.

Na resposta, além de ataques ao governador Flávio Dino como se ele tivesse alguma a ver com a postagem do jornalista, o senador Roberto Rocha também atacou os jornalistas que ousaram tocar no assunto. Como de praxe, quando não se pode atacar o argumento, se ataca o argumentador, como destacou o francês Paul Valéry.

Mas o ponto mais importante e a única defesa foi feita em apenas duas linhas das 78 utilizadas pelo senador para atacar Flávio: “Meu Pai foi candidato ao governo do estado do Maranhão no início da década de 80, portanto muito distante dos dias e das leis atuais. Naquela época ninguém era acusado do que Flávio Dino está sendo acusado hoje”.

Rocha, assim, admite que Luíz Rocha foi beneficiado por dinheiro da Odebrecht para suas campanhas, ignorando o aspecto moral e se apoiando no legal: já que para ele, as leis da época não determinavam que Caixa 2 era crime. Mas hoje em dia, ainda não existe lei tipificando Caixa 2 como crime e espera-se que a reforma política resolva isto, de forma objetiva.

O que existe hoje é uma interpretação de que o abuso de poder econômico e político é reforçado com o Caixa 2. Claro que em um período corolenista como os anos 80, esta interpretação atacando diretamente poderosos jamais existiria.