Roberto Rocha declara-se contra eleições diretas

Em texto divulgado nesta segunda-feira (29), o senador Roberto Rocha (PSB) declarou ser  expressamente contra eleições diretas caso o presidente Michel Temer (PMDB) seja cassado. A visão de Rocha – mais uma vez – não acompanha a da grande maioria dos brasileiros. Só no último domingo (28), cerca de 150 mil pessoas lotaram a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em grande ato pelas “Diretas Já”. Para os manifestantes, o governo Temer já acabou e apenas eleições diretas poderão restabelecer a vontade popular. Mas não é assim que o senador pensa.

Intitulado “A lógica da Constituição”, o discurso de Roberto Rocha tentar recorrer à autoridade da Carta Magna para defender a aplicação de eleições indiretas caso ocorra dupla vacância (vago por dois mandatos) na Presidência da República, como prevê o parágrafo 1º do artigo 81 da Constituição, embora Rocha reconheça que é possível alterar essa legislação com a promulgação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleça eleições diretas nessa situação.

O senador alega que uma PEC a favor das diretas poderia demorar tempo excessivo para ser aprovada no Congresso Nacional. Mas o texto de Roberto Rocha tem apenas meias verdades.

O parlamentar esqueceu de citar que relatório do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que estabelece a realização de eleições diretas em caso de vacância deve ser votada já na próxima quarta-feira (31) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O texto da PEC 67/2016, apelidada de “PEC das Diretas”, amplia de dois para três anos o prazo para realização de eleição direta para presidente e vice-presidente da República em caso de vacância dos cargos.

Enquanto Rocha faz torcida contra as eleições diretas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e consultores do Senado defendem que a PEC das Diretas além de não violar cláusulas pétreas, pode aprimorar a Constituição.

Ao contrário do que diz Rocha, sobre uma eventual demora na promulgação da PEC das Diretas, o autor da proposta, o deputado Miro Teixeira (REDE-RJ), disse que a PEC pode ser aprovada em apenas três semanas, caso aja vontade política. Para Miro Teixeira, a PEC das Diretas deve ser aprovada porque o Congresso Nacional vive uma crise de representatividade, e caberia ao parlamento devolver ao povo o direito de escolher seu governante.

Interesses eleitorais

Roberto Rocha era grande apoiador de Michel Temer até eclodirem os escândalos judiciais contra o presidente, que resultou na saída do PSB, partido de Rocha, do todos os cargos que a sigla ocupava no governo Temer.

Rocha na verdade mira as eleições de 2018, quando pretende lançar candidatura contra o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Para enfrentar o favoritismo de Dino, que segue bem nas pesquisas de popularidade entre os maranhenses, Rocha vislumbra contar com apoio da máquina federal para sua campanha.

Com a queda de Temer, a única saída possível de Roberto Rocha para “operar” sua campanha no próximo ano, seria articular, por meio de eleições indiretas, um nome de confiança do seu grupo político para presidir o país e que possa lhe dar bases para a disputa eleitoral ano que vem.

Roberto Rocha tem que entregar cargos na Codevasf e Banco do Nordeste

Banco do Nordeste tem sido um feudo de Roberto Rocha no governo Temer

O senador Roberto Rocha tem se escondido do debate sobre o bombardeio que atinge em cheio o governo Michel Temer. Mas o partido de Roberto, o PSB, já firmou posição pelo impeachment do presidente e apoiando a PEC das eleições diretas para presidente.

Rocha aguarda uma definição mais clara do cenário: se a poeira baixar e Temer se firmar ele prossegue, se a queda aparente se mostrar irreversível, pula do barco.

Mas o PSB não esperou o sabor dos ventos e exige fidelidade dos deputados federais e senadores. Por isso, Rocha, caso queira permanecer no partido, deverá entregar os cargos no governo federal de parentes e amigos. Em especial, dois cargos maiores estratégicos.

Na presidente da Codevasf, Rocha emplacou Kênia Marcelino e tem aproveitado cada ação do órgão para fazer política. No Banco do Nordeste, o indicado de Rocha foi Rosendo Júnior.

Roberto Rocha “sai do avião” em campanha publicitária do Maio Amarelo

O senador Roberto Rocha divulgou uma primeira imagem de publicidade sobre a campanha “Maio Amarelo” de prevenção de acidentes de trânsito em que aparece ostentando em uma aeronave. Mas depois percebeu a gafe e resolveu modificar o fundo da foto que está no perfil de suas redes sociais. Melhor!

Causa própria: Projeto perdoa dívidas milionárias de políticos e doadores de campanha

Caso seja aprovado o projeto, Roberto Rocha terá R$ 280 mil em dívidas perdoados e seus doadores de campanha R$ 2,2 milhões

Somente deputados federais e senadores devem mais R$ 3 bilhões à União em tributos. Eles estão inscritos na dívida ativa tentam se beneficiar com o perdão de débitos previsto na medida provisória que institui o PRT (Programa de Regularização Tributária).

Legislando em causa própria, eles tentam aprovar o projeto que institui o PRT (Programa de Regularização Tributária) e perdoa as dívidas. O projeto está sob a relatoria do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), que acumula débitos de R$ 67,8 milhões em nome de suas empresas.

Somente o senador maranhense Roberto Rocha deve R$ 280.366,19. Também aparecem Zé Carlos da Caixa (PT), Zé Reinaldo Tavares (PSB), Sarney Filho (PV), Hildo Rocha (PMDB), João Alberto (PMDB) e Waldir Maranhão (PP), cujas dívidas somadas não chegam a 5% da dívida de Roberto.

Roberto recebeu R$ 3.543.096,85 de várias empresas e pessoas físicas. As dívidas de seus doadores de campanha somam R$ 2.227.012,27.

Ou seja, caso o projeto seja aprovado, serão perdoadas R$280 mil de dívidas de Rocha e mais R$ 2,2 milhões de seus doadores. Uma economia de mais de R$ 2,5 milhões.

Dívidas dos doadores de campanha de Rocha

Roberto Rocha diz que Caixa 2 era legal no período que seu pai foi governador

O senador Roberto Rocha se manifestou através das redes sociais de postagem do jornalista Jeisael Marx. Rocha havia se vangloriado de não ter aparecido em nenhuma delação da Lava Jato. Mas o jornalista revelou que que o ex-governador Luíz Rocha estava na lista de beneficiados e aparecia com o codinome “Pedra” em uma extensa planilha apreendida em 2016 numa residência do ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, o BJ.

A tal planilha contém dados de 30 anos de doações irregulares que a empresa efetuava para patrocinar campanhas eleitorais em todo o Brasil. Luiz Rocha governou o Maranhão entre os anos de 1983 e 1987 com o aval do grupo Sarney.

Na resposta, além de ataques ao governador Flávio Dino como se ele tivesse alguma a ver com a postagem do jornalista, o senador Roberto Rocha também atacou os jornalistas que ousaram tocar no assunto. Como de praxe, quando não se pode atacar o argumento, se ataca o argumentador, como destacou o francês Paul Valéry.

Mas o ponto mais importante e a única defesa foi feita em apenas duas linhas das 78 utilizadas pelo senador para atacar Flávio: “Meu Pai foi candidato ao governo do estado do Maranhão no início da década de 80, portanto muito distante dos dias e das leis atuais. Naquela época ninguém era acusado do que Flávio Dino está sendo acusado hoje”.

Rocha, assim, admite que Luíz Rocha foi beneficiado por dinheiro da Odebrecht para suas campanhas, ignorando o aspecto moral e se apoiando no legal: já que para ele, as leis da época não determinavam que Caixa 2 era crime. Mas hoje em dia, ainda não existe lei tipificando Caixa 2 como crime e espera-se que a reforma política resolva isto, de forma objetiva.

O que existe hoje é uma interpretação de que o abuso de poder econômico e político é reforçado com o Caixa 2. Claro que em um período corolenista como os anos 80, esta interpretação atacando diretamente poderosos jamais existiria.

PSB contra as reformas; Roberto Rocha terá que votar contra Temer

PSB está de saída do governo Temer. Roberto terá que votar contra presidente 

O PSB fechou questão e votará contra as reformas propostas pelo presidente Michel Temer. A decisão tomada ontem à noite coloca o PSB em rota de colisão com o Planalto.

Com isso, o partido caminha para se colocar na oposição ao governo Michel Temer. O pai do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), disse que o cargo do filho está à disposição.

Caso o partido se coloque mesmo como oposição, o que aconteceria com a entrega do cargo, a base do governo Temer na Câmara perderá 35 integrantes, passando de 411 para 376. Para aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) como a da reforma da Previdência são necessários ao menos 308 votos.

Com a decisão, os deputados da bancada maranhense devem seguir a orientação do partido. São dois deputados socialistas: Luana Alves e Zé Reinaldo Tavares. Luana já havia se posicionado contra as reformas. Mas Zé Reinaldo votaria a favor do governo peemedebista.

Roberto Rocha

O posicionamento do PSB coloca o Senador Roberto Rocha em saia justa. Rocha é defensor do governo golpista. Rocha tem votado sempre de acordo com as vontades do Palácio do Planalto.

Com a determinação do PSB, pode estar sendo decretada a saída de Rocha do partido.

Grupo Sarney cobra lealdade de Roberto Rocha

Blog do Garrone – O grupo Sarney demonstrou irritação com a instabilidade do senador Roberto Rocha (PSB). Nesta terça-feira (28), a coluna Estado Maior, do jornal O Estado do Maranhão, exigiu do senador o fim da política de “morde e assopra” em relação ao governador Flávio Dino.

O motivo da irritação dos sarneysistas é que no domingo Rocha fez um convite a Flávio Dino por “uma unidade em prol do Maranhão”. Os sarneysistas cobraram lealdade de Rocha, com quem contam para seu projeto de enfrentar um governador com mais de 60% de aprovação popular.

A coluna do jornal adula Roberto Rocha, afirmando que ele tem grande potencial para disputar o governo do Estado contra Flávio Dino. O cálculo por trás é que, ainda que saia derrotado no pleito, ele tem mais quatro anos de mandato como senador.

O Estado esquece apenas de frisar que o parlamentar segue isolado em seu projeto político de governar o Maranhão, inclusive sem apoio de nomes importes do PSB do Maranhão, como o deputado federal José Reinaldo Tavares e o estadual Bira do Pindaré, que já declararam apoio irrestrito a Dino em 2018.

A coluna Estado Maior diz que Rocha estaria esperando um “chamamento comunista” e por isso ainda não articulou apoios para 2018. No entanto, é provável que o senador esteja repensando sua estratégia solitária.

Atualmente, o projeto liderado por Dino é bem visto tanto pela classe política quanto pela população. Ao se opor essa conjuntura exitosa que Flávio Dino encabeça, Roberto Rocha estaria marchando em sentido contrário, inclusive aos anseios da ampla maioria do eleitorado.

Humberto Coutinho desmente Roberto Rocha e não participará da reunião do Senador

O presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho, através da diretoria de comunicação da Casa, desmentiu a plantação do senador Roberto Rocha em alguns Blogs. Rocha deu a entender que reuniria prefeitos no gabinete de Humberto com a presença do pedetista demonstrando prestígio com o chefe do poder legislativo estadual.

Por meio de nota, a diretoria de comunicação da Assembleia explicou que a reunião foi solicitada pela deputada Graça Paz e, logicamente, o espaço foi cedido, mas não no gabinete de Humberto, e sim na Sala de reunião do Complexo de Comunicação da Casa. Fez questão de frisar que em momento nenhum foi disponibilizada a sala de reuniões do gabinete de Humberto e o presidente sequer vai participar do evento.

Humberto Coutinho estará comandando a sessão ordinária desta segunda-feira, com início às 16h30.

Confira a nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em face de informações divulgadas em alguns blogs sobre reunião que será realizada nesta segunda-feira (12), do senador Roberto Rocha (PSB) e prefeitos, a Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão esclarece:

1 – A pedido da deputada Graça Paz (PSL), a Presidência desta Casa disponibilizou a Sala de Reunião do Complexo de Comunicação para a reunião do senador Roberto Rocha com os prefeitos;

2 – A Presidência também disponibilizou o auditório Neiva Moreira, do Complexo de Comunicação, para evento da Codevasf nesta segunda-feira, que contará com a presença de prefeitos, atendendo solicitação do deputado César Pires (PEN);

3 – Em momento algum foi disponibilizada a Sala de Reunião da Presidência para encontro do senador Roberto Rocha com prefeitos;

4 – O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), não se fará presente na referida reunião, mas estará comandando a sessão ordinária desta segunda-feira, com início às 16h30.

Carlos Alberto Ferreira

Diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa

Roberto Rocha chama deputados maranhenses de “alugados”

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) mostrou bastante desrespeito com a classe política do Estado que pretende liderar como governador. Em entrevista à revista Maranhão Hoje, o senador afirmou que a base governista na Assembleia Legislativa não é base aliada, mas base “alugada”.

“Existe uma tentativa de tratar a classe política como clientela, não como parceira. Base aliada é uma coisa, base alugada é outra”, afirmou Rocha.

Para Roberto Rocha, os deputados que forma a base aliada do governo na Assembleia são “alugados” para estar ao lado do governo. Nesta lógica, o próprio Rocha estaria se chamando de “alugado” do governo Michel Temer, já que claramente negociou seu voto a favor do impeachment de Dilma e a cada votação, a própria imprensa nacional sempre destaca as negociações do PSB e Roberto Rocha por seus votos.

O senador Roberto Rocha, que faz política da forma mais tradicional existente, tratar deputados que fazem política como “alugados” é uma negação a sua própria essência.

Leitoa sobre Rocha: “nunca vi alguém conseguir afastar tantas pessoas de um mandato que ganhou de graça”

Leitoa detona postura de Roberto Rocha

Durante o encontro do pré-candidato a Senador Weverton Rocha (PDT-MA) em Codó vários prefeitos enfatizaram o fato de terem eleito um senador – em referência a Roberto Rocha – que não correspondeu às expectativas e esperam que agora tenham um representante que receba e a dialogue sobre as demandas dos gestores.

O prefeito de Timon, Luciano Leitoa, que é presidente estadual do PSB, foi ainda mais incisivo ao criticar o senador socialista. “Todos sabem o sacrifício que fizemos. Fizemos acordo apoiando a candidatura de Zé Reinaldo a deputado [o ex-governador abdicou da candidatura de Senador para ser deputado federal]. Mas o Senador que está aí hoje não representa nosso grupo. Foi injusto inclusive com o prefeito Edivaldo que está aqui. Eu nunca vi alguém conseguir afastar tantas pessoas em um mandato que ganhou de graça”, afirmou.

Muitos concordaram em gênero, número e grau com o prefeito timonense.