Saiu o edital! Saiba os detalhes do concurso com 1.000 vagas para a Saúde

A Empresa Maranhense de Serviços Hospitalaresresponsável pela gestão de 45 unidades de saúde na capital e no interior do estado, publicou o edital de abertura de seu novo concurso público que oferta 1.000 vagas para diversas carreiras de nível médio e superior. O Blog detalhou tudo que você precisa saber sobre o certame.

Vagas

O concurso oferta 60 oportunidades na área médica em diferentes especialidades, 630 vagas para as funções de enfermeiro e de técnico de enfermagem, além de 310 vagas distribuídas para os cargos de biomédico, bioquímico, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, odontólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, técnico em saúde bucal, advogado, analista administrativo, jornalista e assistente administrativo.

Inscrições 

Os interessados em participar da seleção poderão realizar as inscrições de 15 de dezembro a 09 de janeiro de 2018, pela internet, através do site da banca organizadora Instituto AOCP. Para confirmar a participação no certame os candidatos deverão pagar a taxa de inscrição no valor de R$ 80 para nível médio e técnico e R$ 120 para nível superior.

O candidato deve escolher a Regional de Saúde para a disputa da vaga no ato da inscrição. A distribuição dos candidatos aprovados no concurso será de acordo com a necessidade/conveniência das unidades de saúde nas regionais as quais os candidatos se inscreveram.

Provas

O concurso será composto de provas objetivas e prova de títulos para os classificados dentro do número de vagas previsto no edital. As provas serão aplicadas no dia 18 de fevereiro de 2018. O local, a sala e o horário de realização das Provas serão disponibilizados no endereço eletrônico do Instituto AOCP www.institutoaocp.org.br, a partir de 19 de janeiro de 2018.

strutura das Vagas para Concurso Público da Emserh

  • Biomédico: 15 vagas
  • Bioquímico:  10 vagas
  • Enfermeiro UTI – Adulto: 40 vagas
  • Enfermeiro UTI Pediátrica/Obstetra/Neonatal: 30 vagas
  • Farmacêutico: 60 vagas
  • Fisioterapeuta: 28 vagas
  • Fisioterapeuta UTI Pediátrica-Neonatal: 10 vagas
  • Fonoaudiólogo: 15 vagas
  • Nutricionista: 20 vagas
  • Odontólogo: 15 vagas
  • Psicólogo: 15 vagas
  • Terapeuta Ocupacional: 15 vagas
  • Técnico de Enfermagem: 560 vagas
  • Técnico em saúde bucal: 26 vagas
  • Médico cardiologista: 8 vagas
  • Médico – clínica médica: 9 vagas
  • Médico – endocrinologia: 13 vagas
  • Médico  – ginecologia e obstetrícia:  9 vagas
  • Médico – ortopedia: 7 vagas
  • Médico – pediatria: 10 vagas
  • Médico-psquiatra: 4 vagas

Área administrativa da Emserh

  • Advogado: 2 vagas
  • Analista administrativo: 44 vagas
  • Jornalista: 5 vagas
  • Assistente administrativo: 30 vagas

Detalhes concurso Emserh:

  • Concurso: Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Concurso Emserh)
  • Banca organizadora: Instituto AOCP
  • Cargos: Diversos
  • Escolaridade: Nível médio e superior
  • Número de vagas: 1.000
  • Remuneração: Até R$ 7 mil
  • Inscrições:  A partir do dia 15 de dezembro até 09 de janeiro de 2018
  • Taxas: R$ 80 ou R$ 120
  • Provas: 18 de fevereiro de 2018

Principais acusações dizem respeito a OSs e pessoas que não têm mais ligação com a SES

Rosângela Curado e Aragão do ICN presos

A coletiva da Polícia Federal confirmou que a operação Pegadores atingiu pessoas físicas e Organizações Sociais que supostamente cometiam irregularidades com recursos da secretaria estadual de Saúde. A ex-subsecretária Rosângela Curado e outras 16 pessoas foram presas.

O esquema utilizada empresas de fechada quarterizadas para lavar dinheiro, com pessoas recebendo acima do salário natural. O desvio teria sido de cerca de R$ 18 milhões. A PF identificou movimentações financeiras atípicas da ex-subsecretária Rosângela Curado da ordem de R$ 1 milhão.

Segundo o delegado Wedson Cajé Lopes, coordenador da operação, grande parte das irregularidades ocorreram entre janeiro de 2015 e setembro de 2015. Ele disse que alguns crimes continuaram mas não relatou o que exatamente teria continuado. Porém, o principal mote da investigação diz respeito à contratação de pessoas ou como fantasmas ou com salários acima do normal em uma tal “folha suplementar”. Mas eram feitos nas organizações, em especial ICN e Bem Viver. Inclusive, os proprietários da ICN Benedito Carvalho e Dr. Aragão (ex-presidente estadual do PSDC) voltaram a ser presos.

Vale lembrar que todas estas empresas já foram expurgadas do sistema de saúde do Maranhão, que está desmontado o sistema de terceirização por contratação pela empresa estatal Emserh (Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares).

Das 17 pessoas presas, apenas duas eram do atual quadro da secretaria do quarto escalão para baixo e estão exonerados. Os dois foram identificados como Mariano e Júlio César.

O caso que mais chamou atenção que foi o contrato com uma sorveteria para prestar serviço para saúde. O próprio delegado confirmou na coletiva que quem contratou a tal sorveteria foi a ICN e a Bem Viver. Confira:

Vem aí mais um grande concurso: 1.000 vagas para a saúde do Maranhão

O Maranhão continua na contramão de outros estados brasileiros e principalmente do governo federal que não tem mais feito concurso. Após 25 anos, a secretaria de Saúde do Maranhão irá realizar concurso para quadro efetivo  da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), responsável pela gestão de 70% das unidades de saúde da rede estadual de saúde.

A Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Lei nº 270/2017, de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre a criação de 1.000 vagas com salário entre R$ 1.000,00 e R$ 7.425,31. “O governo Flávio Dino vai fortalecer a rede de saúde estadual com a criação de mil vagas, inclusive para enfermeiros generalistas e médicos”, disse o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Com a presença de 24 dos 42 deputados estaduais que formam o parlamento da Casa, o PL 270/17 recebeu ainda uma emenda do deputado estadual Levi Pontes, que também é o relator do projeto e presidente da Comissão Parlamentar de Saúde.  “Incluí uma emenda que mantém as mil vagas, mas reorganiza a quantidade destinada aos enfermeiros, atendendo ao apelo da classe. A medida foi prontamente atendida pelo governo do estado”, destacou o parlamentar.

Concursos

O governo Flávio Dino já está realizando Concurso Público para preenchimentos de 1.215 vagas para Polícia Militar do Maranhão, 10 vagas para o Procon. Também já fez de 1.000 vagas para professor. Ainda serão anunciados em breve os concursos da Polícia Civil e Detran.

Estrutura das Vagas para o Concurso Público da Emserh

Biomédico: 15 vagas

Bioquímico:  10 vagas

Enfermeiro UTI – Adulto: 40 vagas

Enfermeiro UTI Pediátrica/Obstetra/Neonatal: 30 vagas

Farmacêutico: 60 vagas

Fisioterapeuta: 28 vagas

Fisioterapeuta UTI Pediátrica-Neonatal: 10 vagas

Fonoaudiólogo: 15 vagas

Nutricionista: 20 vagas

Odontólogo: 15 vagas

Psicólogo: 15 vagas

Terapeuta Ocupacional: 15 vagas

Técnico de Enfermagem: 560 vagas

Técnico em saúde bucal: 26 vagas

Médico cardiologista: 8 vagas

Médico – clínica médica: 9 vagas

Médico – endocrinologia: 13 vagas

Médico  – ginecologia e obstetrícia:  9 vagas

Médico – ortopedia: 7 vagas

Médico – pediatria: 10 vagas

Médico-psquiatra: 4 vagas

Área administrativa da Emserh

Advogado: 2 vagas

Analista administrativo: 44 vagas

Jornalista: 5 vagas

Assistente administrativo: 30 vagas

CPIs esquecidas na Assembleia Legislativa

O assunto Comissão Parlamentar de Inquérito toma corpo vez por outra na Assembleia Legislativa do Maranhão para depois ser completamente abandonado. Uma CPI até pode sair do papel, como a primeira CPI da Saúde, mas é como se nunca tivesse existido.

Amanhã (12) completa um mês que o deputado Wellington do Curso (PP) subiu à tribuna do parlamento estadual para bradar que iria pedir a abertura de uma CPI para investigar os desvios da Saúde do Maranhão. Foi proposto que a CPI investigasse desde o governo Zé Reinaldo quando começou o modelo de OSCIPs e OSs na saúde do Maranhão. Mas nenhum requerimento de CPI apareceu para ser assinado.

O deputado Bira do Pindaré disse que assinaria, cobrou e nada. A deputada Andrea Murad disse que assinaria, que queria que seu pai fosse investigado e nada. Talvez porque sabia que não passava de um blefe.

O fato é que o Maranhão continuará sem abrir a caixa preta da saúde em um modelo terceirizado, com hospitais de 20 leitos que não servem para nada e financiamento de campanhas eleitorais. Pelo jeito, o próprio autor da proposta de CPI torceu bastante para cair no esquecimento.

Futebol

O deputado de Barra do Corda, Rigo Teles, pegou carona por alguns meses na boa campanha do Cordino no campeonato maranhense. Para mostrar que briga pelo time, chegou até a propor abrir uma CPI para investigar a Federação Maranhense de Futebol e não passou de um discurso na véspera da final do campeonato estadual. O campeonato terminou, a pauta do esporte acabou e parece que a CPI ficou totalmente esquecida.

Com o recesso chegando, as propostas de CPI devem ser definitivamente enterradas.

Governo do Estado anuncia concurso para área da saúde com mais de mil vagas

O Governo do Estado anunciou concurso público para a área da Saúde. Mil novos postos de trabalho serão criados no Maranhão. O edital será publicado no segundo semestre deste ano, entre setembro e outubro, e o concurso será realizado em 2018. Há mais de 20 anos o Governo do Estado não realiza concurso público para área da saúde.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, ressaltou que o poder público fortalece a rede de saúde com a realização de concurso público. Em todas as áreas de saúde serão oferecidas vagas, a exemplo de médico, administrador hospitalar, enfermeiro e fisioterapeuta.

“O concurso vai contemplar mil vagas para a rede de saúde, inclusive para médicos. Mais de 20 anos depois, o Governo do Estado volta a fazer concurso público. Nós damos perspectiva de estabilidade e segurança para as pessoas. Durante muito tempo elas não puderam entrar no sistema de saúde, se não por indicação política. Fizemos um sistema por meio do qual as pessoas entravam por mérito próprio. Agora, finalmente, o concurso público, que foi pedido por tantas pessoas, vai ser um referencial”, disse o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Mais transparência

A Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) assumirá a organização do concurso, por meio de licitação para contratação de empresa especializada em certames para garantir a lisura de todo o processo.

“Anteriormente não existia isso, era necessário conhecer alguém para conseguir um emprego, e agora não. A postura do governador e do secretário é para valorizar a meritocracia. Então, quem tiver mais capacidade para passar na prova, vai preencher a vaga. A gente acredita que dessa forma cada vez mais a assistência vai ter mais capacidade por conta de que mais pessoas preparadas vão entrar na rede. É uma forma mais justa de se admitir novos colaboradores”, explicou a presidente da Emserh, Ianik Leal.

Jogo de cena? Proposta de CPI da Saúde ainda não foi formalizada

Wellington ainda não apresentou documento para que deputados possam assinar a CPI

Até o momento a CPI para investigar desvios da Saúde do Maranhão é apenas discurso. Até o final da manhã desta quarta-feira (21) não existia documento da CPI proposta pelo deputado Wellington do Curso (PP) para ser assinado, por isso ainda não existe nenhuma assinatura. Deputados que se dirigiam até Wellington não encontraram a proposta da CPI formalizada.

Vale lembrar que já faz mais de uma semana que Wellington fala em CPI e até agora não existe o documento. Hoje, nove dias após o primeiro pronunciamento sobre a investigação, o deputado do PP anuncou que começaria a coletar as assinaturas.  “A partir de hoje, coloco a constituição da CPI à disposição de todos que queiram assinar a CPI da Saúde no Estado do Maranhão”. Mas ainda não estava disponível.

Segundo Wellington, a CPI tem por finalidade “investigar contratos e ou convênios firmados com a Secretaria de Estado de Saúde, bem como supostos serviços que foram objetos de contratos e ou convênios no período de 2008 a 2017, até a presente data. Fundamentando-se nas possíveis irregularidades da aplicação dos recursos públicos destinados à saúde pública. A saber, o desvio de mais de um bilhão que deveria ser aplicado no sistema de saúde no Estado do Maranhão”.

A expectativa é que ela seja criada e não vire a piada que foi a CPI da Saúde de 2015.

O titular do Blog já tem conhecimento de que pelo menos oito deputados querem assinar a CPI da saúde, proposta pelo deputado Wellington do Curso (PP). A base governista e a oposição estão divididas. O caso claramente atinge a gestão Ricardo Murad/Roseana Sarney e perpassa pela atual gestão.

Dois caciques da base dinista pensam diferente. Bira do Pindaré discursou na tribuna da Casa afirmando que irá assinar a CPI. Já Rogério Cafeteira diz que a CPI não comprovaria mais do que o que a Polícia e a Justiça já estão investigando e que a Assembleia passaria por outra vergonha como passou nas duas últimas CPIs abertas.

Para que a CPI seja aberta são necessárias no mínimo 14 assinaturas.

Luciano Genésio contrata oficina mecânica para gerir saúde

Em um momento em que o Maranhão debate o fim ou a redução ao máximo das terceirizações da gestão da saúde para evitar desvios, um péssimo exemplo vem da cidade de Pinheiro.

O prefeito Luciano Genésio contratou a empresa ADM. MÉDICA LTDA – ME em 17 de abril deste ano para prestação de serviços médicos, ambulatorial e de atendimento móvel de urgência para operacionalizar executar ações de saúde nas Unidades do município.

Endereço da empresa contratada para gerir a saúde de Pinheiro

Porém, o vereador Beto do Ribão denunciou que a empresa que celebrou contrato de R$ 33 milhões com a prefeitura de Pinheiro não tem sede própria e estrutura para atender a saúde do município. Pior. No endereço da empresa, o que funciona é uma oficina mecânica, a auto-elétrica Pisca Pisca. No entanto, ao lado da oficina existe um portão que dá acesso a uma garagem uma residência de dois moradores que tem filhos médicos, mas questionados não souberam dizer se funcionava a empresa contratada pelo prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio.

O prefeito ainda terá muito que responder sobre o caso.

Wellington do Curso quer CPI para investigar a Máfia dos Murad

A deputada Andrea Murad não estava na Assembleia e tem evitado qualquer comentário sobre o caso IDAC, desdobramento da Operação Sermão aos Peixes, que investiga o desvio de mais de R$ 1 bilhão da saúde do Maranhão. Mas o caso não ficou sem repercussão na Assembleia e veio justamente de um deputado independente/oposição.

O deputado Wellington do Curso propôs a abertura de uma nova CPI da Saúde, atingindo diretamente o gestão do ex-secretário pai da deputada Andrea Murad. A primeira CPI aberta na Assembleia foi uma grande vergonha para a Casa e acabou em pizza.

Quem sabe agora possa acontecer a investigação para mostrar como era gerido  sistema de saúde e foi implantado o modelo de terceirização que sangra os cofres públicos. Ricardo Murad foi apontado pela Polícia Federal como chefe da organização criminosa que lesou a saúde.

A CPI deve ter como alvo os investigados sobre desvio da saúde: IDAC, BEm Viver, INC, Ricardo Murad. Também é preciso investigar como os recursos desviados podem ter financiado campanhas eleitorais. Aí é que se encontra o principal laço desta teia de corrupção que deve envolver deputados estaduais e federais.

Porque as OSCIPs continuam no sistema de Saúde do Maranhão

Flávio Dino e Carlos Lula estão substituindo gradativamente as terceirizadas pela empresa pública

Muitos questionam os motivos da gestão do governador Flávio Dino que preza tanto pela probidade não ter acabado com sistema de OSIPs e OSs na saúde do estado, uma vez que a operação Sermão aos Peixes mostrou que a gestão Roseana/Ricardo Murad usava este sistema para burlar a legislação e operar desvios bilionários dos cofres públicos.

Através das redes sociais, o próprio governador Flávio Dino explicou porque da manutenção da terceirização do serviço. Porque a saúde não pode parar. O governador explicou que está fazendo a transição passando as atividades para a Empresa Maranhense de Servuços Hospitalares (EMSERH) e caso fosse feita a troca imediata, o sistema de saúde maranhense iria parar.

“Não fomos nós que implantamos esse modelo de terceirização na saúde. Já encontramos e estamos fazendo mudanças possíveis, passo a passo.Eliminar de um vez só a terceirização para entidades privadas iria parar o sistema de saúde e gerar 10.000 desempregados. Transição entre o modelo do governo passado e um novo modelo tem ocorrido com várias medidas, uma delas a implantação de uma empresa PÚBLICA”, afirmou Flávio.

O governador diz que já foram cortados metade dos gastos com a terceirização. E além disto, a contratação foi feita por meio de licitação.

Mas porque o IDAC continuou no sistema?

O Instituto pego pela Polícia Federal já estava no sistema e teve o contrato renovado pelo governo. Foi feito um novo contrato porque, diferente de outros institutos, não havia problema de atraso de pagamento de funcionários, falta de pagamento, problema contratual. Aliás, quando o secretário Carlos Lula disse em entrevista que não tinha irregularidade com o IDAC, ele se referia a esta relação e não que a empresa não praticava ilícitos na gestão passada como alguns tentaram deturpar.

Com esta boa relação na prestação do serviço, o governo acabou dando mais contratos para o IDAC após a operação Sermão aos Peixes, que colocou no bojo apenas a Bem Viver e ICN, que saíram imediatamente. O próprio relatório da PF sobre a Operação Rêmora diz isto. Naquele momento a Emserh ainda não estava implantada.

Ou seja, não havia nenhum funcionário público envolvido nos crimes do IDAC, os contratos com o instituto foram celebrados por uma necessidade após as saídas de Bem Viver e ICN. Com a descoberta do esquema, o contrato foi rescindido. Algo que não poderia ter sido feito antes unilateralmente sem um motivo aparente.

É isto.

ONG mostrada pelo Fantástico faturou R$ 100 milhões na gestão Murad

Ricardo Murad foi apontado pela PF como chefe da Organização criminosa que implantou sistema de OSs que saqueiam milhões da saúde do Maranhão

De acordo com o inquérito judicial que apura desvios de recursos públicos federais do sistema de Saúde do Maranhão, o Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania (IDAC), organização sem fins lucrativos que operava o esquema fraudulento enquanto administrava diversas unidades de saúde do estado, recebeu mais R$ 100 milhões em contratos durante a gestão do ex-secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad.

Os investigadores confirmaram a existência dos repasses milionários por meio de notícias veiculadas na época pela imprensa local e com base em publicações do Diário Oficial do Estado do Maranhão.

No último dia 2, a Polícia Federal deflagrou no Maranhão a quarta fase da Operação Sermão aos Peixes, intitulada “Rêmora”, que culminou na prisão de cinco pessoas ligadas à IDAC envolvidas na fraude, entre elas, o presidente estadual do PSDC no Maranhão e dono do Instituto, o advogado Antônio Aragão, apontado como importante operador de Murad nos desvios.

Para a PF, o ex-secretário Ricardo Murad é o mentor da organização criminosa que desviou cerca de R$ 1,2 bilhão da saúde estadual.

Segundo as investigações, Murad se utilizou do modelo de terceirização da gestão da saúde pública estadual para desviar os recursos. Ao passar a atividade para entes privados, ele fugiu dos controles da Lei de Licitação, empregando profissionais sem concurso público e contratando empresas sem licitação. Essa flexibilização permitiu que Murad e a quadrilha envolvida no esquema usassem as verbas federais para enriquecimento ilícito e financiamento de campanhas políticas.

A empresa de Antônio Aragão – que já foi encaminhado ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas – possuía pelo menos três pomposos contratos na gestão Murad.

Conforme destaca trecho do inquérito da PF, “foram identificados fortes indícios de distribuição de valores a agentes políticos, que serviam como padrinhos da Organização Social e auxiliavam o IDAC na obtenção de contratos públicos”.

Constatadas as irregularidades envolvendo a ONG, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) decretou o cancelamento imediato do contrato com o IDAC, firmado por Ricardo Murad entre os anos de 2013 e 2014. Murad e os demais investigados pela Operação Sermão aos Peixes poderão responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.