Waldir Maranhão inventa declaração de apoio de Lula

Blog do Garrone – Pré-candidato ao Senado, o deputado federal Waldir Maranhão (PP) resolveu inovar e criou a declaração de apoio sem declaração.

É isto mesmo, a declaração, sem declaração!

Nessa quinta-feira, ele divulgou em vários blogs da capital que Lula tinha declarado apoio à sua candidatura ao Senado durante encontro na sede do PT em São Paulo, sem, no entanto, apresentar nenhuma declaração do ex-presidente neste sentido.

Nenhuma frase sequer, um elogio, uma justificativa para convencer o eleitorado, nada.

Aliás, a matéria sobre a declaração, contraditoriamente condiciona esse possível apoio ao afirmar que o ex-presidente teria lhe convidado a se filiar ao PT para concorrer ao cargo em 2018.

Não se pode negar que Waldir Maranhão tem se aproximado de Lula desde o impeachment de Dilma Rousseff, quando ocupava interinamente a presidência da Câmara e tentou anular a votação, e depois atabalhoadamente voltou atrás, que deu prosseguimento ao afastamento da presidente petista em 2016.

Acompanhado de seu filho, Thiago Maranhão, da sua nora Mayanne, provavelmente também Maranhão, e do empresário Janderson Landim, o ex-reitor da UEMA bateu foto ao lado de Lula, para exibir e conquistar o eleitorado encantado com a sua amizade com o líder petista preferido da grande maioria dos maranhenses sobrevivente por graças do Bolsa Família.

O retrato servirá como uma espécie de santinho, no qual Lula não se negará em posar ao lado de outros candidatos alinhados ao campo progressista, ainda mais se ele conseguir vencer o golpe judicial e disputar a presidência no próximo ano.

Roberto Rocha é contra a Lava Jato?

Roberto Rocha ao lado de Lobão durante sabatina de Raquel Dogde

Durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que analisou a indicação da subprocuradora Raquel Dodge para a chefia do Ministério Público Federal, o senador maranhense Roberto Rocha (PSB), relator da indicação, fez uma série de perguntas tendenciosas para a nova procuradora-geral da República.

O senador Asa de Avião, como é conhecido, questionou a imunidade penal concedida a delatores, em referência clara a Joesley Batista, empresário do grupo JBS, que teve direito ao benefício após ter sido o pivô das denúncias de corrupção contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Rocha queria levantar para a nova procuradora-geral de República cortar. Dodge foi escolhida pelo governo Temer justamente para afundar a Lava Jato, que já vem sofrendo revezes com a diluição, pelo governo Temer, do núcleo de atuação da Polícia Federal.

Raquel Dodge disse que já fez uso do mecanismo em investigações antigas e não vê problema algum em negociar prêmios com criminosos que decidem colaborar com a Justiça. Mas defendeu que a imunidade penal não pode ser usada em “benefício de chefes de organizações criminosas”.

Apoiadores de Temer, como é o caso de Roberto Rocha, na tentativa de reverter as graves acusações contra o presidente, vêm alegando que Batista não poderia fazer acordo de delação porque seria o chefe da organização criminosa que denunciou.

Entretanto, o atual procurador-geral Rodrigo Janot já deixou claro que para ele o chefe da organização criminosa seria na verdade Temer.

Segundas intenções

Rocha, que vem seguindo à risca todas as manobras do esfacelado governo Temer, como por exemplo, votar a favor da Reforma Trabalhista, é contra a Lava Jato e contra as denúncias contra Temer.

Até a crise com o presidente estourar, Rocha seguia as diretrizes de Temer, sendo reconhecido como um dos principais apoiadores da gestão do pmdebista no Senado.

A intenção de Rocha em manter Temer na Presidência é simples: solitário e esquecido no Maranhão, Rocha espera contar pelo menos com o apoio de Temer na sua candidatura ao governo do Maranhão em 2018, quando ele terá que enfrentar a boa popularidade, do homem que o alçou ao cargo de senador em 2014, o atual governador Flávio Dino (PCdoB), reconhecido na atualidade como um dos melhores quadros políticos do país.

Senado: Flávio participa de culto e ouve preferência dos evangélicos por Eliziane

O governador Flávio Dino esteve na noite desta segunda-feira (3) no templo Central da Assembleia de Deus a convite do Pastor Coutinho, líder da igreja no Maranhão. Foi mais um convite feito pelo Pastor atendido pelo governador, mas com um diferencial: o fator Eliziane Gama.

Flávio fez uma explanação das ações do governo e anunciou projetos para área social e cultural em parceria com a igreja.

Já o Pastor Coutinho reafirmou a tese levantada pela igreja no Maranhão: o nome de Eliziane Gama para  Senado Federal na chapa do governador. É mais um movimento significativo. Também estavam no culto os deputados Levi Pontes e Cabo Campos, além do secretário de relações institucionais, Pastor Porto.

Eliziane diz que candidatura ao Senado será prioridade do seu partido

Eliziane Gama lidera as pesquisas para o senado federal em 2018. A deputada que muitos davam como carta fora do baralho para eleições majoritárias volta ao centro do debate para um cargo importante. Em entrevista ao programa Ponto Continuando, da Rádio Mais FM, Eliziane, falou da volta a uma disputa majoritária.

As pessoas falam que eu posso me candidatar a deputada estadual ou a governo. Não têm estas possibilidades. Eu sou deputada federal e o meu partido faz um debate com relação ao Senado. Esta é a opção que está sendo colocada. Naturalmente que uma candidatura ao Senado é majoritária e depende de uma decisão partidária, de unir forças neste sentido. O partido vai mandar fazer uma pesquisa e colocar o projeto de candidatura ao Senado como prioritário.

A deputada disse que está à disposição para o desafio do seu partido caso seja o Senado. Sobre esta possível candidatura ser na chapa do governador Flávio Dino, a pré-candidata afirmou que o PPS está no governo Flávio e seria uma honra ser candidata na chapa governista. “Todos sabem da minha relação respeitosa com o governador Flávio Dino. Eu o apoiei. Temos secretário do PPS que é o Pastor Porto. Então integramos a base. A decisão da candidatura vai desta conjuntura. Será uma honra para o PPS estar na chapa do governador Flávio Dino. Mas é um debate que será feito no momento convencional”.

A deputada disse que o próprio governador disse que os candidatos ao Senado serão aqueles que se viabilizarem. “Por isso, esta primeira etapa é conversar com aliados, com o povo. Entender o que a população quer. A população quer uma representatividade diferenciada”.

Roberto Rocha vota contra o trabalhador e contra o PSB

Na visão de Roberto Rocha, empregos só serão gerados se trabalhador perder direitos.

Mesmo com o PSB contrário às reformas do presidente Michel Temer e se declarando oposição, o senador maranhense Roberto Rocha votou a favor do tema na Comissão de Constituição e Justiça. Foi uma dupla vergonha para o Maranhão já que a Comissão é presidida pelo senador Edison Lobão.

Foram 16 votos a favor e 9 contra o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Até senadores do partido de Michel Temer ficaram reticentes com a proposta que chegou do Poder Executivo. A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) chegou a se animar com um acordo por mudanças na lei mas não confiava por não ter assinatura do presidente Michel Temer, mas apenas de senadores.

Já Roberto Rocha não fez cerimônia e defendeu com unhas e dentes as reformas de Temer. “Estamos falando de uma lei que tem um século. Ouço muito falar aqui em direitos que estamos arrancando das pessoas. Mas qual é a maior obra social que pode existir? É o emprego. E esse é o pano de fundo da proposta: reduzir o custo do trabalho e permitir que pelo menos 65% dos brasileiros possam trabalhar”, afirmou Rocha.

Vejamos. As convenções e acordos coletivos passam a valer mais do que as leis. A CLT que servia justamente para proteger o lado do mais fraco, o do empregado, vale mais e as relações serão altamente injustas para o empregado. A jornada de trabalho poderá ser negociada.Gestantes e mães amamentando poderão trabalhar em locais insalubres. Acordos podem trocar dias de feriados.

Não, senador. O maior obra social não é o emprego pelo emprego. A subsistência a níveis de escravidão. É a dignidade do trabalho e a distribuição mais justa da renda. A corrupção e a irredutibilidade do lucro exagerado são problema do caos econômico, não o trabalhador.

Além da CCJ, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deu parecer favorável ao texto. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) decidiu pela rejeição do projeto. O texto agora vai para o plenário.

João Alberto está fora da disputa pela reeleição em troca de votos para João Marcelo

Blog do Jorge Vieira – O senador João Alberto de Sousa, diante da repercussão da exclusão do seu nome da pesquisa encomendada junto ao Instituto Escutec para o Senado, disse aos mais próximos que a não inclusão se deu a seu pedido porque não tem mais a menor disposição de continuar em Brasília. “Estou cansado da capital federal”, disse o presidente do Conselho de Ética do Senado ao interlocutor.

Fiel escudeiro da família Sarney, o senador deixou claro que não pretende disputar a reeleição e que somente voltará a ser candidato se for uma imposição do grupo. João Alberto adiantou ainda que seu projeto para 2018 é lutar pela reeleição do filho deputado federal João Marcelo (PMDB), por isso teria pedido para não incluir seu nome na pesquisa apresentada pelo Escutec.

Diante das declarações do senador, presidente licenciado do diretório estadual PMDB, tudo indica que ele foi convencido a apoiar a pré-candidatura do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, em troca dos seus redutos eleitorais para João Marcelo.

Exata: Eliziane e João Alberto lideram para o Senado

A pesquisa do instituto Exata também aferiu os números de intenção de votos para o Senado. E quando o eleitor é questionado sobre qual a primeira opção para o Senado, o nome que lidera é da deputada federal Eliziane Gama (PPS).

Eliziane foi a primeira opção para 15% dos entrevistas. João Alberto e Sarney Filho empataram em segundo (14%), seguido s de Weverton Rocha (11%), José Reinaldo Tavares (9%) e Waldir Maranhão (8%). Brancos e nulos somam 20% e não sabe/não responderam 9%.

Quando a pergunta é sobre a opção, o senador João Alberto aparece com 13% das intenções de votos, seguido José Reinaldo (10%), Weverton Rocha (10%), Eliziane Gama (9%). Waldir Maranhão e Sarney Filho empatam com 7%. Brancos e nulos somam 31% e não sabe/não responderam 13%.

A pesquisa foi realizada entre 14 a 17 de junho e ouviu 1.404 pessoas. Tem margem de erro de 3.2 pontos percentuais e índice de confiabilidade de 95%.

Primeira opção para o Senado

Segunda opção para o Senado

Evento de Sarney Filho deixa mais dúvidas do que certezas no Clã

Considerado o principal ato política da semana, o lançamento da pré-candidatura de Sarney Filho a Senador na noite desta sexta-feira (2) no Cass Eventos não entregou ao público o produto mais esperado: a convicção de que teremos uma chapa Roseana governadora, Sarney Filho Senador e uma coesão do grupo em torno deste núcleo.

O evento só gerou mais incertezas sobre como o Clã se posicionará e qual o grau de unidade é possível em torno dos principais caciques. O senador Edison Lobão não esteve presente. O Senador João Alberto compareceu de forma relâmpago e saiu sem fazer discurso. Foi a maior gafe quando o chefe de cerimônias chamou João Alberto para discursar e ele já tinha ido embora.

Havia muita expectativa sobre o anúncio de Roseana de que seria candidata a governadora para formar chapa familiar com o irmão. Não foi o que aconteceu. Roseana disse que continua indefinida. Falou rapidamente e deixou o salão.

O discurso gerou em torno do bom trânsito de Sarney Filho e a sua imagem limpa. Só que acabou ficou constrangedor para Roseana, que responde pelos crimes da Máfia da Sefaz e caso Constran. Afinal, se Sarney Filho tem vida limpa, quem não tem?

Prefeitos

A contar pelos prefeitos que abandonaram o Clã, havia até um número a considerar. Cerca de 20 prefeitos compareceram. Porém, alguns dizer votar em Flávio Dino para governador e Sarney Filho em uma das vagas para senador. O que mais chamou atenção foi a presença do prefeito de Chapadinha, Magno Bacelar. O “nota dez” foi o principal cão de guarda do grupo Sarney na Assembleia Legislativa e se elegeu prefeito em uma grande coalizão com dinistas capitaneada pelo deputado Levi Pontes (PCdoB). Agora, parece ter retornado ao antigo ninho. Tá vendo, Levi!

Roberto Rocha

Não. Roberto Rocha não esteve presente no evento. Mas chamou atenção a presença do seu braço na Câmara Municipal de São Luís, vereador Estêvão Aragão. O vereador do PSB fala abertamente que seu líder político é o Senador Roberto Rocha e seguirá as suas diretrizes nas eleições de 2018. A presença do vereador Rochista pode ser um sinal.

Baixadeiro

Como Sarney Filho sempre bem é votado na Baixada Maranhense, a estratégia foi engrossar o evento com políticos da região. O anfitrião do evento era o ex-prefeito de Pinheiro, Filuca Mendes, que irá coordenar a campanha de Sarney Filho.

Pré-candidatura de Sarney Filho ao Senado pode gerar divergência com Roseana

No próximo dia 2 de junho lideranças políticas do Maranhão realizarão ato que deve dar a largada a pré-candidatura do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV) ao Senado em 2018. O problema é que ao tentar uma vaga como senador, Zequinha – como também é chamado – pode acabar gerando conflito interno na família Sarney, já que sua irmã Roseana ainda não decidiu se vai disputar as eleições para o Senado ou para o governo do Estado.

Sarney Filho sempre teve suas candidaturas ‘rifadas’ pela oligarquia, sendo conhecido por ser o preterido na fila do seu grupo político e da sua família quando o assunto são eleições.

Por atualmente ser ministro, analistas acreditam que Zequinha tenha boas chances para 2018 e pode ser forte nome na disputa por uma vaga de senador.

Já a ex-governadora Roseana pode não ter muitas chances para enfrentar a boa aceitação popular obtida por Flávio Dino (PCdoB) desde 2014, quando assumiu o governo. Dino encerrou o primeiro biênio do seu mandato com mais de 60% de aprovação entre os maranhenses e chegou a ser listado por um site nacional entre os cinco governadores mais eficientes do país. Os bons resultados econômicos e fiscais apresentados pela gestão Dino em dois anos podem fazer a diferença e garantir com facilidade sua reeleição.

No entanto, caso Roseana Sarney desista de concorrer ao Governo e se lance ao Senado, muitos acreditam que ela certamente abocanharia uma das duas vagas de senador pelo Maranhão. O cenário mais provável é que Roseana repita o que vem fazendo nos últimos anos: puxar o tapete do irmão. A história revela isso.

Sarney Filho deveria ser o candidato do grupo Sarney ao governo do Maranhão em 2006, mas Roseana não aceitou a deliberação. Naquele ano ela se candidatou mas acabou derrotada por Jackson Lago. Pouco mais de dois anos de governo, Lago teve seu mandato cassado após Roseana articular juridicamente a saída do pdetista. De golpe pelo visto Roseana entende bem.

STF afasta Aécio Neves do Senado e manda prender irmã do tucano

Folha – O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu afastar do cargo o senador mineiro Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e que aparece, segundo reportagem, em gravação pedindo R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS, que negociam delação premiada.

Também foi afastado, a pedido da Procuradoria-Geral da República, o deputado Rocha Loures (PMDB-PR), um dos assessores mais próximos do presidente Michel Temer e que teria sido filmado recebendo uma ma ade R$ 500 mil.

Há também um mandado de prisão preventiva contra Andrea Neves, irmã do senador, e contra o procurador da República Ângelo Goulart Vilela, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Residências de Aécio estão sendo alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta (18). Também são alvos da operação o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), o deputado Rocha Loures (PMDB-PR) e Altair Alves, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha.

Buscas também são feitas na casa do coronel João Baptista Lima Filho, ligado a Temer. Os mandados foram autorizados pelo STF.

Entre os locais de busca, segundo investigadores, estão a residência de Aécio no Rio e em Brasília, de Andrea, no Rio, e o Congresso.

A PF informou que foram expedidos cerca de 40 mandados. Eles estão sendo cumpridos no Rio, Brasilia e Belo Horizonte. Há pelo menos um mandado de prisão, segundo a Folha apurou.