Pré-candidatura de Sarney Filho ao Senado pode gerar divergência com Roseana

No próximo dia 2 de junho lideranças políticas do Maranhão realizarão ato que deve dar a largada a pré-candidatura do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV) ao Senado em 2018. O problema é que ao tentar uma vaga como senador, Zequinha – como também é chamado – pode acabar gerando conflito interno na família Sarney, já que sua irmã Roseana ainda não decidiu se vai disputar as eleições para o Senado ou para o governo do Estado.

Sarney Filho sempre teve suas candidaturas ‘rifadas’ pela oligarquia, sendo conhecido por ser o preterido na fila do seu grupo político e da sua família quando o assunto são eleições.

Por atualmente ser ministro, analistas acreditam que Zequinha tenha boas chances para 2018 e pode ser forte nome na disputa por uma vaga de senador.

Já a ex-governadora Roseana pode não ter muitas chances para enfrentar a boa aceitação popular obtida por Flávio Dino (PCdoB) desde 2014, quando assumiu o governo. Dino encerrou o primeiro biênio do seu mandato com mais de 60% de aprovação entre os maranhenses e chegou a ser listado por um site nacional entre os cinco governadores mais eficientes do país. Os bons resultados econômicos e fiscais apresentados pela gestão Dino em dois anos podem fazer a diferença e garantir com facilidade sua reeleição.

No entanto, caso Roseana Sarney desista de concorrer ao Governo e se lance ao Senado, muitos acreditam que ela certamente abocanharia uma das duas vagas de senador pelo Maranhão. O cenário mais provável é que Roseana repita o que vem fazendo nos últimos anos: puxar o tapete do irmão. A história revela isso.

Sarney Filho deveria ser o candidato do grupo Sarney ao governo do Maranhão em 2006, mas Roseana não aceitou a deliberação. Naquele ano ela se candidatou mas acabou derrotada por Jackson Lago. Pouco mais de dois anos de governo, Lago teve seu mandato cassado após Roseana articular juridicamente a saída do pdetista. De golpe pelo visto Roseana entende bem.

STF afasta Aécio Neves do Senado e manda prender irmã do tucano

Folha – O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu afastar do cargo o senador mineiro Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e que aparece, segundo reportagem, em gravação pedindo R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS, que negociam delação premiada.

Também foi afastado, a pedido da Procuradoria-Geral da República, o deputado Rocha Loures (PMDB-PR), um dos assessores mais próximos do presidente Michel Temer e que teria sido filmado recebendo uma ma ade R$ 500 mil.

Há também um mandado de prisão preventiva contra Andrea Neves, irmã do senador, e contra o procurador da República Ângelo Goulart Vilela, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Residências de Aécio estão sendo alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta (18). Também são alvos da operação o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), o deputado Rocha Loures (PMDB-PR) e Altair Alves, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha.

Buscas também são feitas na casa do coronel João Baptista Lima Filho, ligado a Temer. Os mandados foram autorizados pelo STF.

Entre os locais de busca, segundo investigadores, estão a residência de Aécio no Rio e em Brasília, de Andrea, no Rio, e o Congresso.

A PF informou que foram expedidos cerca de 40 mandados. Eles estão sendo cumpridos no Rio, Brasilia e Belo Horizonte. Há pelo menos um mandado de prisão, segundo a Folha apurou.

Roberto Rocha “sai do avião” em campanha publicitária do Maio Amarelo

O senador Roberto Rocha divulgou uma primeira imagem de publicidade sobre a campanha “Maio Amarelo” de prevenção de acidentes de trânsito em que aparece ostentando em uma aeronave. Mas depois percebeu a gafe e resolveu modificar o fundo da foto que está no perfil de suas redes sociais. Melhor!

PSB define eleição de Zé Reinaldo para o Senado como prioridade para 2018

O PSB maranhense se reuniu na noite desta segunda-feira (13) sob a coordenação do presidente estadual da sigla, Luciano Leitoa (prefeito de Timon). A reunião contou com as presenças do ex-governador e deputado federal José Reinaldo, o prefeito Tema (presidente da Famem), deputado estadual Bira do Pindaré, secretário estadual de Governo Marcelo Coelho (Meio Ambiente), José Antônio Almeida, dentre outras lideranças do estado.

O Diretório Estadual do PSB-MA tratou do processo de recadastramento de filiados que acontece em todo o país, da estruturação do partido no estado e principalmente, discutiu rumos e posicionamento da sigla para o processo eleitoral de 2018.

Unanimemente, os membros do diretório estadual do PSB entendem que o processo de fortalecimento da sigla passa pela ocupação na chapa majoritária das próximas eleições e definiram o nome de Zé Reinaldo (principal representante da sigla, segundo os presentes) na disputa por uma das vagas de senador.

O partido deverá realizar Encontros Regionais como  estratégia para massificar o projeto.

Senado: Weverton Rocha tem apoio de vereadores da capital à pré-candidatura

Alguns dos vereadores de maior influência da Câmara Municipal receberam o deputado federal Weverton Rocha (PDT) nesta segunda-feira (13). O presidente da Câmara, Astro de Ogum (PR), o 1º vice-presidente, Osmar Filho (PDT) e o 1º secretário, Honorato Fernandes (PT) se reuniram com Rocha.

O vereador licenciado e presidente da Agência Metropolitana, Pedro Lucas Fernandes, e o secretário Municipal de Assuntos Parlamentares, Hélio Soares, também participaram da reunião.

Weverton articula grande força política na capital para sua pré-candidatura ao Senado. Com a influência de Astro junto aos demais vereadores, é esperado que um grande grupo se forme em torno do projeto.

Alexandre de Moraes começa a ser sabatinado na CCJ

Lobão comanda a sabatina de Alexandre de Moraes

Começou às 10h14 a sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado que apreciará o nome de Alexandre de Moraes para a vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

A oposição considera impossível barrar a nomeação de Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer e licenciado do Ministério da Justiça. No entanto, pretende que o questionário seja extenso, com atenção a pontos polêmicos do currículo do sabatinado. O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), disse esperar uma sabatina longa e politizada.

Na lista de tema que senadores oposicionistas devem abordar estão a filiação do indicado, até pouco tempo atrás, ao PSDB, a acusação de que ele copiou trechos da obra do jurista espanhol Francisco Rubio Llorente (1930-2016) e a sabatina informal a que foi submetido no barco de um senador. Também vão querer saber como ele pretende atuar como revisor das ações da Lava Jato em plenário, cargo que herdará caso seja aprovado na sabatina.

Caso seja aprovada pela CCJ, a indicação de Alexandre de Moraes será apreciada pelo plenário do Senado. Esta segunda votação poderá acontecer ainda nesta terça.

Primeiro a falar, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu o adiamento da sabatina em uma questão de ordem.

Ele argumentou que o trabalho da mulher de Alexandre de Moraes tem “tudo a ver” com a atividade de um ministro do STF.

“É exigência normativa que o sabatinado declare se exerce ou exerceu atividades públicas ou privadas que tenham relação com a sua atividade profissional”, disse o senador, que cita a declaração entregue por Moraes. “Numa rápida pesquisa na internet encontramos o escritório Barci de Moraes, do qual a esposa do sabatinado é sócia”.

Da Folha de São Paulo

Renan e Sarney trabalham para Edison Lobão assumir a poderosa CCJ

O PMDB joga pesado para que o maranhense Edison Lobão seja o próximo presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais ponderosa do Senado. Lobão conta também com o luxuoso apoio de José Sarneye do presidente do Senado, Renan Calheiros.

A CCJ arguirá o indicado de Michel Temer para a vaga de Teori Zavascki no Supremo. O que significa dizer que caso Lobão seja efetivado na CCJ, estará à frente da decisão do novo membro da Suprema corte. Raimundo Lira e Marta Suplicy, ambos também filiados ao PMDB, também disputam a vaga.

O nome de Lobão cresce ainda mais quando se observa os concorrentes. Considerada novata no partido, a senadora Marta Suplicy ainda não tem poder de articulação na bancada, tanto que foi pleitear um espaço na Mesa Diretora, no Palácio do Planalto e não na liderança. E a ex‐prefeita de São Paulo, na opinião de interlocutores da sigla, não tem o “temperamento adequado”.

Vale lembrar que Lobão chegou a ser investigado na Lava Jato, mas teve seu processo arquivado. Porém, não se sabe o que pode aparecer nas delações da Odebrecht e o nome pode voltar à tona.

 

Senado: retardatários esperam “reconhecimento” e por isso não avançam

Eliziane Gama e Waldir Maranhão: esperar “reconhecimento” não adianta

Enquanto os favoritos ao Senado trabalham bases e se fortalecem a cada dia com mais lideranças políticas, os retardatários na disputa esperam as bênçãos do Palácio dos Leões barganhando alguma coisa que já fizeram pró-Flávio Dino.

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) afirmou em entrevista à Rádio Capital que quer o apoio do governador ao Senado porque desistiu de uma candidatura ao governo em 2014 para  favorecer Flávio. De fato, isso ocorreu. Mas em um contexto em que Eliziane vinha fortalecida e teria condições para não ser candidata ao governo e ser deputada federal. Além disto, a própria deputada sempre deixou claro que o principal “pagamento” seria a não participação de Flávio na campanha de 2016 à prefeitura de São Luís, quando a popular-socialista enfrentaria o também aliado do comunista, Edivaldo Holanda Júnior. Acordo este confirmado pelo governador.

Antes de Eliziane, Waldir Maranhão se lançou pré-candidato ao Senado em o que chamou de “projeto de vida”. Waldir cobra o voto contrário ao impeachment da presidente Dilma e a manobra que tentou fazer para reverter a cassação da petista. Mas a fatura também já foi e/ou está sendo paga.

Enquanto Eliziane e Waldir esperam ser ungidos, o principal nome do campo dinista ao Senado trabalhou muito para ter um amplo leque de alianças em torno de seu nome. Weverton Rocha, também poderia “cobrar” muito que já fez em favor de Dino abrindo mão da indicação do vice, da secretaria de Educação, o voto contra o impeachment, entre outros. Mas Rocha preferiu trabalhar a candidatura e construiu um leque de alianças que o tornou hoje o mais forte pré-candidato.

Outro que estava em “berço esplêndido” como Eliziane e Waldir era Zé Reinaldo Tavares. Mas o deputado acordou e passou a se movimentar politicamente para garantir grupo que justifique ser candidato a Senador. Afinal, alegar que apoiou Flávio para deputado federal em 2006 e derrotou a família Sarney no mesmo ano não adianta. Hoje, Zé Reinaldo é o segundo mais bem colocado na disputa.

Os candidatos ao Senado na chapa dinista não serão decididos pela simples vontade de Flávio Dino “ungir” dois nomes que o ajudaram em dado momento. Até porque neste critério seria muito injusto pela grande quantidade de políticos de peso que o ajudaram. Mas serão escolhidos os que estiverem em maiores condições políticas, eleitorais e de confiança de grupo.

Waldir Maranhão cola em Flávio Dino na busca da candidatura

Waldir cola como chiclete em Flávio Dino em todos os eventos do governo

O deputado federal Waldir Maranhão (PP) anda pisando o pé do governador Flávio Dino por onde o chefe do Executivo anda. Waldir insiste que quer ser candidato ao Senado cobrando a fatura do voto contrário ao impeachment da presidente Dilma.

O pepista sabe que Weverton Rocha (PDT) e Zé Reinaldo (PSB) são os favoritos para as candidaturas ao Senado na chapa do governador. Por isso, corre para brigar por uma vaga.

Mas as candidaturas majoritárias são formadas por desejos e articulações de grupo e não por um “projeto de vida” pessoal, como afirmou Waldir. Weverton é hoje o político mais bem articulado para o Senado, tendo construído um arco de alianças até com partidos que não estão oficialmente na base do governo Flávio, como o DEM. Zé Reinaldo parece ser hoje o segundo melhor colocado na disputa, pelo respeito que tem da classe política por sua passagem pelo governo do Estado.

Isso ainda contando que o presidente da Assembleia, Humberto Coutinho (PDT), por questões de saúde, deve preferir continuar no parlamento estadual.

Waldir, Eliziane Gama (PPS) e Sebastião Madeira (PSDB) não apresentam o aporte político para candidatura ao Senado no momento.

Mesmo afastado por 3 meses, Roberto Rocha custou R$ 420 mil aos cofres públicos em 2016

O EstadoMA.com, com edição

O senador afastado Roberto Rocha (PSB) custou R$ 421.919,87 aos cofres públicos em 2016. O valor é quase equivalente aos gastos de João Alberto Souza (PMDB) e Edison Lobão (PMDB) juntos. Os peemedebistas ficaram no manato durante todo o ano. Já Roberto Rocha, passou três meses licenciado em 2016.

Rocha  pediu licença no início de outubro para tratar de assuntos particulares e foi substituído por Pinto da Itamaraty (PSDB). Nos meses em que ficou na Casa, os seus principais gastos foram com segurança privada, locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e contratação de serviços de apoio ao parlamentar.

Apesar do alto valor gasto no ano passado, o senador afastado gastou menos do que em 2015. Naquele ano, ele custou R$ 492.034,61 aos cofres. Em pouco menos de dois anos, portanto, o parlamentar gastou R$ 913.954,48. Os valores contrastam com os tempos de grave recessão que se vive no país. João Alberto Souza e Edison Lobão, em todo o ano de 2016. O primeiro gastou R$ 265.003,54 e o segundo R$ 173.392,72, totalizando R$ 438.396,26.

O seu suplente, Pinto da Itamaraty (PSDB), em apenas dois meses no Senado, gastou R$ 67.835,59. O principal gasto no período foi com divulgação da sua atividade como parlamentar: pouco mais de R$ 20 mil.

Outro lado

Por meio de nota, a assessoria de Roberto Rocha afirmou que “as despesas de gabinete refletem a dinâmica de atuação do senador”. Disse, ainda, que “são despesas regulares com passagens aéreas e manutenção de dois escritórios regionais no Maranhão, sendo o de São Luis em pleno funcionamento, com quadro de funcionários e assessores”.

A assessoria do parlamentar contou que Rocha “desloca-se semanalmente no exercício do mandato, com viagens constantes ao interior. Todos os valores estão discriminados no portal de transparência do Senado, para consulta pública”.