Bacabal, Bacuri e Dom Pedro: primeiro mês do ano acabando e impasse continua

Os imbróglios jurídicos da eleição de outubro de 2016 permanecem. Já passaram quase quatro meses após as eleições, os mandatos já iniciaram e não existe definição nestes municípios.

Bacabal

Zé Vieira: prefeito sem acesso às contas de Bacabal

Em Bacabal, o ficha suja Zé Vieira conseguiu por força de liminar do Tribunal Superior Eleitoral, mas ainda deve ser definido pela corte. Porém, a maioria absoluta da Câmara Municipal não deu a posse para o prefeito e não reconhece o prefeito. O gerente do banco do Brasil não deu acesso às contas do município e com o mês chegando ao fim, os servidores não sabem se receberão seus salários.

O deputado estadual Roberto Costa, que também disputou a prefeitura de Bacabal, solicitou intervenção do Ministério Público.

Bacuri

Washington Oliveira está perto de conseguir vitória na Justiça e assumir a prefeitura de Bacuri

Em Bacuri, o vereador Mauro Rocha Mendonça, eleito presidente da Câmara, governa interinamente os destinos dos bacurienses. O município é o que está mais perto de uma solução.

O mais votado foi Washington Oliveira (PDT). Mas teve sua candidatura indeferida por contas de 2010 rejeitadas pela Câmara, mas com base em um parecer do Tribunal de Contas que depois foi revogado pela corte de contas que opinou pela aprovação. No Tribunal de Justiça, Guerreiro Júnior havia dado liminar favorável ao pedetista. Mas Antonio Bayma cassou a liminar de Guerreiro. Mas a decisão de Bayma foi baseada em um pedido do prefeito José Baldoíno da Silva Nery que na data do protocolo já havia sido cassado. Por isso, ontem o desembargador Raimundo Barros acatou o pedido de desistência do município, já que o prefeito que formulou a ação não estava no cargo. A decisão pode garantir a posse de Washington.

Dom Pedro

Alexandre Costa depende do TSE. Caso perca, Dom Pedro terá novas eleições

Em Dom Pedro, a presidente da Câmara também está comandando o município. A vereadora Rosa Nogueira (PSDC) foi conduzida ao cargo de prefeita de Dom Pedro e dirigirá a cidade até que seja resolvido o imbróglio envolvendo os candidatos Hernando Macedo (PC do B) e Alexandre Costa (PSC).

Alexandre Costa, que obteve maioria nas urnas no pleito do ano passado, teve a candidatura a prefeito indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e em decisão monocrática no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por conta disso, seus votos foram anulados. A inelegibilidade de Alexandre se deu por uma condenação por improbidade administrativa. Porém, ele alega que a condenação ocorreu após o registro de candidatura, o que faz com que esta não possa ser indeferida. O pleno do TSE irá julgar a questão.

Política maranhense em notas

Flávio responde sobre grampo

flaviodino“Só devem ter medo de investigações os traficantes, assaltantes, homicidas, corruptos e similares. Minha orientação é o respeito às leis”, escreveu no Twitter o governador Flávio Dino. Mais cedo, ele já havia afirmado na Assembleia que é absolutamente falso qualquer tipo de visão segundo a qual esteja utilizando o aparato policial fora do que a lei manda.

Aluísio dá rasteira em Murad

aluisioricardoO deputado federal Aluísio Mendes (PSDC) deu uma rasteira em seu segundo padrinho político, Ricardo Murad. Aluísio indicou Laércio Costa para a presidência do PTN no Maranhão e defenestrou o genro de Ricardo Murad, Sousa Neto, do posto. Sousa se irritou com a mudança e anunciou que deixará a legenda nos próximos dias. Imagine se Ricardo não tivesse feito o que fez pra eleição de Aluísio! A não ser que a conta já esteja paga.

Opção sem ser oposição

zeinacioO deputado estadual Zé Inácio (PT), que recentemente mudou o domicílio eleitoral para São Luís, disse que a mudança se deu a pedido do partido que queria ter uma opção na cidade. Inácio disse que por insistência de líder de todas as Alas, até da Resistência Petista, como Augusto Lobato, mudou o título. O PT queria inicialmente que o nome do partido fosse o deputado federal Zé Carlos, que não aceitou. Zé Inácio afirmou que não fará discursos de oposição à gestão do prefeito Edivaldo, mas que seu nome fica no jogo da sucessão.

Washington novamente no meio político

washingtonQuem andou esta semana voltando a circular no debate político foi o hoje Conselheiro do TCE, Washington Oliveira. O ex-petista participou de hoenagem aos servidores federais na Câmara Municipal, onde fez gesto em favor do vereador Honorato Fernandes (PT) e se manifestou contra o impeachment da presidente Dilma em entrevista aos jornalistas. Washington também esteve à frente da confirmação do TCE na Marcha Municipalista. Com tantos anos na política, resolveu sair do encastelamento do Tribunal e circular por onde sempre transitou.

TJ suspende prazos por causa da greve

A presidente do TJMA disse que a  instalação do Órgão Especial foi feita em cumprimento à legislação vigenteA Justiça já não é muita rápida. Com a greve dos servidores do Judiciário, o Tribunal maranhense institucionalizou o não cumprimento dos prazos até que a greve encerre. A presidente do TJ, Cleonice Freire, assinou a Portaria suspendendo os prazos a pedido da OAB-MA, sob a alegação de que o movimento grevista está comprometendo o atendimento nas unidades jurisdicionais do Estado.

Combate a incêndio em área indígena

Foto 2 - Governo avalia as ações de combate ao incêndio na Terra Indígena AraribóiaRepresentantes dos Governos do Maranhão e Federal e de organizações indígenas se reuniram para avaliar o andamento das ações de combate ao incêndio na terra indígena Araribóia. Foram apresentadas as ações que já estão sendo realizadas para conter o incêndio e combater os ilícitos ambientais e promover o reflorestamento e a produção de insumos agrícolas em terras indígenas. O Governo do Maranhão decretou situação de emergência em 11 terras indígenas atingidas pelo incêndio, autorizando apoio suplementar técnico e operacional aos municípios afetados. Mais de 40 mil litros de retardante de chamas foram utilizados na região. O produto potencializa em até 10 vezes o resultado obtido apenas com o uso de água. O incêndio acontece há mais de 40 dias e ameaça mais de 12 mil indígenas que vivem nas 143 aldeias da região.

Diretor de Pedrinhas preso foi indicado pelo PT

Cláudio Barcelos com Washington na  Comissão Executiva do PT de Vitória do Mearim em 2013.

Cláudio Barcelos com Washington com a comissão Executiva do PT de um município maranhense  em 2013.

O diretor do Centro da Casa de detenção de São Luís, Cláudio Barcelos, que foi preso nesta segunda-feira (15) acusado de facilitar a fuga de presos, foi indicado ao cargo pelo Partido dos Trabalhadores. Filiado há muitos anos no PT, Cláudio era participante ativo do PT e membro da corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), que há décadas comanda a direção do partido no Maranhão.

Barcelos está no comando da unidade prisional há cerca de um ano e meio. Ele entrou por indicação do ex-vice-governador do Maranhão, Washington Luiz Oliveira, que deixou o cargo em novembro do ano passado para assumir a vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão. Homem de confiança da direção nacional do PT, Washington também se desfiliou da legenda para assumir a função no TCE.

Bacharel em direito, o diretor preso participou ativamente da campanha de Washington, que foi candidato a prefeito de São Luís em 2012. Em seu perfil em uma rede social, ainda estão mensagens pedindo voto ao petista.

A prisão ocorreu um dia depois de O Estado de São Paulo publicar nota em que a presidente Dilma Rousseff (PT) confirmou o envio de material para a campanha do candidato ao governo do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), adversário do Clã Sarney no estado. Como dois partidos aliados (PMDB e PCdoB) disputam o governo do Maranhão, Dilma tem se afastado da disputa no estado.

O titular do blog entrou em contato telefônico com Washington Oliveira. O hoje conselheiro do TCE disse que não se recorda de ter indicado Cláudio para a diretoria do Centro e não tinha conhecimento de como se procedeu a indicação.

A secretaria de organização do PT no Maranhão garantiu que Barcelos não está mais filiado ao partido e por isto não comentaria o caso.

TJ confirma suspensão da nomeação de Washington para o TCE

Washington Oliveira - tce - maDesta vez a confirmação é do próprio Tribunal de Justiça do Maranhão, por meio de nora à imprensa, que confirmou a suspensão do ato de nomeação do ex-vice-governador Washington Luíz Oliveira. O recurso ainda será julgado definitivamente pelos desembargadores da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão. O conselheiro permanece no cargo, por força de decisão anterior do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), até o julgamento final da Ação Popular movida pelos deputados Domingos Dutra (federal) e Bira do Pindaré (estadual).

O desembargador Marcelo Carvalho Silva entendeu que foram violados princípios constitucionais, como publicidade e razoabilidade.

Os dois deputados ajuizaram a ação popular, alegando vícios no edital da Assembleia Legislativa, como a exigência de requisitos não previstos da Constituição, o não preenchimento dos requisitos pelo conselheiro escolhido e a ausência de publicidade – o edital determinou que as inscrições deveriam ser realizadas entre os dias 14 e 19 de novembro de 2013, sendo que dia 14 precedia o feriado da Proclamação da República e um final de semana, restando apenas dois dias úteis para organização de toda a documentação.

O juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, José Edilson Caridade Ribeiro, deferiu a liminar para suspender o procedimento.

Contra essa decisão, o Estado do Maranhão ajuizou dois recursos diferentes, um dirigido à Presidência do TJMA (suspensão de liminar) e outro às câmaras isoladas (Agravo de Instrumento). O primeiro foi deferido pela Presidência do TJMA e suspendeu a decisão do juiz José Caridade, posição confirmada pelo Órgão Especial do Tribunal.

O recurso de agravo de instrumento, contrariamente, em decisão monocrática do desembargador Marcelo Carvalho Silva (substituindo o relator Kléber Costa Carvalho, da 1ª Câmara Cível), manteve a suspensão do procedimento de indicação feito pela Assembleia.

FINS DISTINTOS – Segundo o magistrado, sua decisão não deve ser considerada prejudicada pela existência da outra anterior, uma vez que os dois recursos possuem finalidades diferentes, ainda que a primeira decisão prevaleça até o julgamento final da Ação Popular.

“A suspensão de liminar analisa a matéria sob o estrito ângulo da ocorrência de lesão à ordem e não pode adentrar no juízo de acerto ou desacerto nem reformar a decisão, função que cabe às câmaras isoladas”, frisou.

Carvalho ressaltou a possibilidade de controle do processo pelo Poder Judiciário, dado o interesse da sociedade de que os membros do TCE sejam escolhidos segundo os princípios constitucionais, pois assumem responsabilidades de julgar as contas de todos os administradores públicos.

Ele reafirmou a existência de violação aos princípios da publicidade e razoabilidade no procedimento, que praticamente inviabilizou outros interessados de reunir a documentação necessária, uma vez que o início do prazo coincidiu com a publicação do edital.

“Outro fato a ser salientado é a ausência do preenchimento dos requisitos pelo único candidato que pôde obter a inscrição, o Sr. Washington Oliveira, cuja formação superior é graduação em História”, questionou.

Guerreiro Júnior derruba liminar e Washington será empossado no TCE

washingtonguerreiroO presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Guerreiro Júnior, cassou a liminar do juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, José Edilson Caridade Ribeiro, que barrava a eleição do vice-governador, Washington Luís Oliveira, ao cargo de conselheiro do TCE.

Para Guerreiro, a decisão da primeira instância invadia esfera de atuação do Poder Legislativo, por isso, ofendia um dos princípios basilares da Carta Política Federativa, que é independência entre os Poderes. “Verifico o risco de grave lesão à ordem pública, caso seja cumprido a liminar concedida pelo juiz de base, tendo em vista a indevida ingerência do Poder Judiciário em matéria interna corporis do Poder Legislativo”, afirma na decisão.

Ainda hoje, Washington se renuncia ao cargo de vice-governador e se desfilia do PT. Na segunda-feira ele deve ser empossado.

Justiça anula eleição que escolheu Washington para o TCE

O juiz José Edilson Caridade Ribeiro, da 5ª Vara da Fazenda Pública, concedeu liminar favorável ao deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) e deputado federal Domingos Dutra (SDD) que contestaram a forma de escolha do vice-governador Washington Oliveira (PT) para o cargo de Conselheiro de Tribunal de Contas do Estado.

Confira a decisão:

DOMINGOS FRANCISCO DUTRA FILHO e UBIRAJARA DO PINDARÉ ALMEIDA SOUSA, devidamente qualificados ingressaram perante este Juízo, propondo a presente AÇÃO POPULAR contra o ESTADO DO MARANHÃO, pessoa jurídica de direito público interno, devidamente caracterizado na inicial. Sustentam os autores em apertada síntese, que no mês de outubro do fluente ano, ocorreu a aposentadoria compulsória do Conselheiro do Tribunal de Contas Yedo Flamarion Lobão, tendo sido convocado para substituí-lo conselheiros substituto – Portaria nº 1240/2013 Diário Oficial – TCE de 24 de outubro de 2013. Que tomadas tais providências aguardava-se o lançamento de edital convocatório para o preenchimento da vaga, no entanto a imprensa noticiara que a Assembléia Legislativa só publicaria tal edital após o processo de eleições diretas (PED) do PT, isso porque segundo afirmam o candidato do governo para a vaga era o senhor vice-governador Washington Luiz de Oliveira. Afirmam ainda que tal augúrio se concretizou, quando confirmado o fim do PED-PT foi lançado o edital transcrito na petição. Dizem que tal edital apresenta o vício do exíguo prazo para o registro de candidaturas e que o próprio diário não circulou no dia 14, só vindo a circular no dia 18 de novembro, só restando um dia para apresentação de eventuais candidaturas. Outro ponto que afirmam ter havido violação diz respeito a colocar como um dos requisitos a observância do disposto no art. 151/90, que violaria o texto constitucional. Tecem considerações acerca da ação popular e da formação de litisconsórcio passivo necessário, a envolver o senhor Washington Luiz Oliveira e o próprio ente despersonalizado Assembléia Legislativa. No mérito voltam a repisar a exiguidade do tempo para a inscrição de candidaturas; violação de direito das minorias parlamentares, tecendo longas considerações acerca desse tópico; ausência de preenchimento dos requisitos constitucionais pelo candidato único e desvio de finalidade. Após tais considerações requereram liminarmente a suspensão do processo de escolha do novo conselheiro do TCE-MA, ou como medida antecipatória permitindo que a Assembléia possa de logo anular todo o procedimento, baixar novo edital, reabrindo o processo sucessório sem os vícios apontados, concedendo prazo razoável para registro de candidatura; permitindo inscrição de candidatos por lideranças parlamentares de partidos ou bloco partidários, por analogia com decreto do Congresso Nacional; indeferindo a candidatura já apresentada e sem desviar da finalidade precípua do interesse público. Era o quanto havia nesse instante a relatar. Destaco de logo, que o remédio invocado pelos autores está catalogado entre as denominadas ações constitucionais, que legitima em princípio qualquer cidadão a postular em juízo no interesse público. Dentro das hipóteses previstas na Constituição Federal, art. 5º, LXXIII, cabe ao magistrado, ao receber o pedido inicial, fazer uma análise sumária, para verificar se a pretensão atende ou não ao objeto da ação popular, de conformidade com a delimitação contida no artigo 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, ou seja, para: [..] anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural[..] Guardo a convicção que os autores populares, preenchem os requisitos necessários para que se lhes reconheça a legitimidade para pleitear, presente então a primeira das condições da ação. Não é dado a quaisquer dos poderes da república embaraçar o exercício normal dos demais poderes, sob pena de tal intervenção apresentar-se abusiva, indevida e írrita. Contudo, a nenhum dos poderes, por mais especial que seja é dado, fazer tabula rasa da Constituição Federal e das Leis, já que todos se encontram submetidos ao princípio da estrita legalidade e nada será permitido se não tiver sua exata previsão legal. É certo que não cabe ao Poder Judiciário interferir na livre atividade do Parlamento, contudo, no vertente caso, afigura-me possível o atuar, para se restabelecer o princípio da legalidade, que se me afigura desrespeitado em face da restrição do princípio da ampla publicidade, dado que o prazo previsto no edital convocatório dos interessados em candidatar-se a vaga de conselheiro do TCE-MA, foi realmente exíguo, publicado às véspera de um feriado prolongado (incluindo dias não úteis) não atendendo a tal princípio, que não só é condição para a ampla participação dos eventuais interessados, mas, é corolário da própria probidade administrativa que deve existir como atividade pública e ser observada nos mais diversos escalonamentos estatais. É esse o único ponto que se me afigura flagrantemente violado, de modo que embora, não fazendo juízo de valor os demais pedidos devem ser apreciados quando da análise definitiva do mérito e após prestados os eventuais esclarecimentos através da integração da ação pela resposta dos réus. Diante do exposto, após tudo devidamente ponderado, CONCEDO A MEDIDA LIMINAR, para o fim de suspender o procedimento de indicação pela Assembléia Legislativa em relação à escolha do Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão ora em tramitação, inclusive a sua eleição, para ensejar a que se afira a observância do devido processo legal (legislativo) na sua realização, apenas como já mencionado na parte que diz com a ampla publicidade do certame. Decisão que se toma ad cautelam, para mais adiante evitar-se mal maior e até porque, pequeno retardamento para observação legal do procedimento constitucional/legal, em nada inviabiliza o funcionamento daquele órgão de contas. Por outro lado entendo, que tal decisão, antes de afrontar a independência do legislativo, prima em lhe possibilitar ainda maior engrandecimento. Quanto aos demais pedidos dos autores, nenhum outro se mostra viável em caráter liminar, dado que insertos na competência do próprio Parlamento. Em razão disso, determino seja dado ciência desta decisão de imediato a Assembléia Legislativa para o seu cumprimento. Seja citado o Estado do Maranhão na pessoa de seu Procurador Geral, bem como os litisconsortes passivos Joaquim Washington Luiz Oliveira e Assembléia Legislativa para querendo contestarem o pedido no prazo e formas legais, assim como a intimação do representante do Ministério Público, atuante perante esta vara judicial para ciência e acompanhamento desta.

São Luís, 28 de novembro de 2013.

José Edilson Caridade Ribeiro Juiz de Direito

Assembleia confirma Washington no TCE

Washington deixa o governo e assumirá a vaga no TCE.

Washington deixa o governo e assumirá a vaga no TCE.

A estratégia do governo do estado deu certo e a Assembleia Legislativa elegeu o vice-governador Washington Oliveira como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Foram 29 votos a 4. O trâmite ocorreu de forma extremamente acelerada para garantir Washington antes do avanço das ações que tramitam contra a indicação do vice-governador.

Agora, a governadora deverá sancionar a indicação, definir a data da posse e Washington deverá renunciar ao cargo de vice-governador. Antes da eleição, o petista foi sabatinado na Assembleia. A sessão ordinária foi reduzida para que em seguida, Washington fosse eleito para o TCE.

A primeira parte da engenharia política da governadora Roseana Sarney está pronta, que foi tirar Washington e o PT do caminho.

O próximo passo político será a eleição indireta para o governo do Estado. O objetivo é eleger Luís Fernando Silva (PMDB) indiretamente como governador para que seja reeleito em 2014. Esta última etapa ainda falta combinar com o povo.

Bira denuncia uso do TCE para eleição indireta de governador de Luís Fernando

biradopindareA ação popular movida pelo deputado federal Domingos Dutra (SDD) e subscrita pelo deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) em relação ao processo de escolha do novo membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) tomou conta dos debates da Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (27).

Vários fatores fundamentam a ação dos deputados em relação ao TCE, o principal é o desvio de finalidade, o uso político partidário do Tribunal de Contas do Estado. O Tribunal de Contas é um órgão de controle e fiscalização, responsável pelo julgamento das contas de gestores públicos no Estado.

Para o deputado Bira, a escolha do vice-governador como conselheiro do TCE não passa de uma manobra política da Governadora que não quer mais ele no cargo. A engenharia de conjuntura que deve ser imposta pela Governadora apenas evidencia o desprestígio que ela tem pelo Partido dos Trabalhadores. Bira entende que a Governadora não quer que o PT ocupe o Governo do MA.

Na avaliação do deputado Bira, a manobra idealizada e já iniciada pela Governadora é a seguinte: nomear o vice-governador conselheiro do TCE, liberando sua vaga, para criar uma vacância quando a Governadora se licenciar e candidatar-se ao Senado, dessa forma, eleger numa eleição indireta, o Secretário de Infraestrutura, o novo Governador até dezembro de 2014.

“Eles vão querer colocar o Luís Fernando na eleição indireta aqui na Assembleia Legislativa. É esse o jogo que está montado no Maranhão, e estão usando o Tribunal de Contas do Estado. É mais uma notícia negativa do Maranhão para o Brasil, quer dizer, querem usar o Tribunal de Contas numa manobra política no desespero de manter o comando no estado porque sabem que, se a eleição fosse hoje, este grupo perderia”, denunciou Bira.

O Deputado ressalta que a manobra articulada pela Governadora e seu grupo político desqualifica o vice-governador e o Partido dos trabalhadores impedindo-os de assumir o Governo do Estado e põe uma mancha sobre o TCE. “A desqualificação maior que estão fazendo com o Tribunal de Contas do Estado que está sendo usado por um grupo político quando deveria ser uma instituição valorizada para cumprir a sua missão constitucional, que é fiscalizar e controlar as contas públicas”.

Bira garantiu que os auditores do Tribunal de Contas estão movendo uma ação muito parecida com a movida pelos parlamentares. O socialista defende a valorização as instituições públicas do Estado do Maranhão e cobra que os princípios constitucionais sejam obedecidos. Neste caso, a nomeação do vice-governador no TCE quebra o princípio da impessoalidade.

PT

O atual presidente do PT/MA, Raimundo Monteiro, declarou à imprensa que era interesse do PT que o vice-governador assumisse o Tribunal de Contas do Estado, tendo em vista que o partido tem muitos prefeitos que terão suas contas julgadas pelo órgão.

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão também deu declarações públicas que esperaria o resultado do PED para então fazer a eleição do novo membro do Tribunal de Contas do Estado. “Há uma manobra política em curso no Maranhão e é isso que estamos abordando com muita transparência, com um propósito de valorizar as instituições do estado e garantir que o processo não seja viciado como está sendo”, concluiu.

Washington dispara ligações para todo o interior negando segundo turno

Do blog do Marcelo Vieira, com edição

washingtonO resultado final da Comissão Eleitoral e a Executiva estadual do PT confirmaram o resultado da eleição dando conta de que haverá segundo turno das eleições petistas no Maranhão neste domingo,dia 24.

Sabendo da complicada eleição, o atual presidente, Raimundo Monteiro, o vice-governador Washignton Oliveira, principal articulador de Monteiro, não quer correr riscos e desde ontem dispara telefonemas avisando, “companheiro,  não haverá eleição no domingo”.

Zé Carlos cobra Arnaldo Melo para que faça escolha do TCE e não espere PED do PT

zecarlosO deputado Zé Carlos da Caixa (PT) criticou o presidente Arnaldo Melo (PMDB) pela possibilidade de novo adiamento da escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Estava tudo pronto para que a escolha de Washington Oliveira para a Corte de Contas fosse homologada esta semana, mas como tudo indica que a eleição do PT será mesmo decidida em segundo turno, a Assembleia também deverá aguardar para decidir quem vai para o TCE.

Zé Carlos afirmou que era um absurdo que a Casa continuasse se sujeitando às necessidades do Palácio dos Leões e deixasse ainda mais tempo a corte de Contas desfalcada aguardando a eleição do PT. “Já estamos aguardando há mais de 30 dias. Não entendo porque a Casa está aguardando por motivos que não tem nada a ver com o processo de escolha. O prazo para os pretendentes encerra amanhã. E as eleições do PT não justificam este prorrogamento novamente. A eleição já deveria ter sido feita. Pedi ao presidente para que se mantenha o rito e faça a eleição na quarta-feira como esta previsto”, afirmou.

Mas os governistas querem primeiro ter a certeza de que o grupo de Washington vencerá mesmo a disputa interna do partido. Na lógica do governo, se Washington perde o controle do partido no Maranhão, deve ser repensado se vale a pena indicá-lo para o TCE, mesmo tendo a governadora que deixar o cargo para ser candidata a Senadora.

Assim, a Assembleia se sujeita mais uma vez à vontade palaciana e esperará o segundo turno das eleições do PT neste domingo (24). O TCE continuará desfalcado de um membro da corte.

Em tempo: A Executiva estadual do PT se reunirá hoje no final da tarde para julgar os recursos das chapas de Monteiro e Henrique Souza sobre o PED e definir sobre a realização ou não do segundo turno. Lógico que a chapa que perder irá recorrer à direção nacional do partido. Lá sim, sairá a decisão final sobre o PED.