Maranhão dá amplo apoio ao governo petista com pouco retorno

O PT deve confirmar a pré-candidatura do vice-governador Washington Oliveira, que tem maioria dentro da legenda. Com uma candidatura de peso pelo apoio do governo Estadual, governo Federal e uma “penca” de partidos de dão sustentação ao governo Roseana Sarney (PMDB), é possível que a legenda chegue pela primeira vez ao comando da capital, um dos únicos patamares de oposição ao governo Dilma Rousseff no Maranhão (ainda que uma oposição muito discreta). Mas se isso ocorrer, o que efetivamente ocorrerá de benefícios para a cidade?

Duplicação da BR-135 é emergencial para os maranhenses, mas renegada pelo governo federal.

A governadora e seu grupo passaram a ser aliados do presidente Lula, ainda em 2006. Em 2010, com o auxílio da Direção nacional petista, Roseana ganhou o apoio da legenda da estrela e firmou de vez a parceria entre o PMDB e o PT no Maranhão. O Estado passou a ser um dos que dão maior sustentação ao governo da presidente. Hoje, praticamente toda a bancada maranhense na Câmara Federal é de apoio ao governo Dilma. O tucano Carlos Brandão cedeu a vaga ao pedetista Weverton Rocha (da base aliada) e a ex-democrata Nice Lobão, passou para o PSD, também partido aliado da presidenta.

A aliança PT-PMDB gerou também a garantia de dois ministros peemedebistas do Maranhão: Edison Lobão (Minas e Energia) e Gastão Vieira (Turismo). Até mesmo o principal nome da oposição ao governo Roseana no Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) é da base aliada de Dilma e gerencia um órgão federal (é presidente da Embratur).

Muito oba-oba no lançamento da Pedra fundamental da refinaria de Bacabeira, que anda a passos de cágado.

No Maranhão, Dilma Rousseff teve 2.294.146 votos no segundo turno, o equivalente a 79,09%, perdendo apenas para o Amazonas em termos percentuais favoráveis a petista.

 O PT tem defendido que Washington prefeito é uma garantia de mais benefícios para a cidade, uma vez que o prefeito terá diálogo com o Estado e a presidência para trazer os benefícios para São Luís. Mas toda essa sustentação eleitoral e política a nível estadual até agora, ainda não demonstrou retorno por parte do governo federal aos maranhenses.

A duplicação da BR-135, uma das principais reivindicações do Estado pelo índice de acidentes, foi adiada pelo DNIT foi adiada três vezes. A nova promessa é que fique pronta até junho deste ano.

Obras no aeroporto Marechal Cunha Machado também atrasaram e continuam causando transtorno.

Outra obra que não saiu do papel até agora foi a Refinaria Premium em Bacabeira, que assim como outras obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) passou por um processo de desaceleração.

O aeroporto de Marechal Cunha Machado continua em reforma a passos lentos. A última promessa é que a reforma termine em março deste ano. Foram três adiamentos. Os passageiros continuam tendo que se conformar com as tendas.

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