Movimentações suspeitas no Judiciário maranhense chegam a R$ 7,4 milhões

Presidente do TJMA, Guerreiro Jr., pede detalhamento das movimentação a ministra Eliana Calmon.

Chegou nesta quarta-feira (18) ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) o relatório que apontaria movimentações financeiras atípicas no Judiciário nacional. No Maranhão, elas atingiriam R$ 7,4 milhões.

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Antonio Guerreiro Júnior, pediu à Corregedoria Nacional de Justiça e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) a íntegra de relatório que apontaria movimentações financeiras atípicas no Judiciário nacional.

“Fui eleito para a presidência defendendo a transparência de atos do Judiciário. Não haveria porque desviar desse compromisso”, disse Guerreiro Júnior, logo após assinar ofício à ministra-corregedora Eliana Calmon e ao presidente do COAF, Antonio Gustavo Rodrigues pedindo detalhes.

O relatório não cita nomes e evita tratar as ações como irregularidades. O documento de treze páginas, e que abrange a vida financeira dos Tribunais de Justiça entre 2000 e 2010, a princípio circulou em caráter sigiloso por instâncias judiciárias superiores.

De acordo com levantamento do Conselho, nesses dez anos 3.426 juízes e servidores do Judiciário estariam por trás de R$ 855,7 milhões em movimentações atípicas e agora sujeitos à fiscalização do CNJ.

Guerreiro Júnior não acredita em situações graves no Judiciário maranhense. “Assim que tiver conhecimento do relatório vou reunir assessores e pedir que esclareçam rapidamente cada despesa ou valor questionado pelo COAF”, explicou.

As informações são da ASCOM do TJMA.

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