Dez pessoas prestaram depoimentos sobre o caso Marcelo Dino

Do Correio Braziliense

Quase um mês e meio após a morte de Marcelo Dino, filho do presidente da Embratur, Flávio Dino, ainda restam muitas dúvidas a respeito das circunstâncias do atendimento ao adolescente. Dez pessoas, entre familiares e funcionários do Hospital Santa Lúcia, já prestaram esclarecimentos à Polícia Civil.

Nesta terça-feira (27), mais dois integrantes da equipe médica devem ser ouvidos por investigadores da 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul. Em depoimento, no último dia 2, a médica intensivista plantonista da unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica Izaura Emídio informou que, momentos antes de Marcelo ter a crise, ela se ausentou da UTI para auxiliar um colega em um parto. Enquanto a família acusa o hospital de demora no atendimento, a direção da unidade afirma que o garoto teve uma “asma fatal”.

Segundo informou à polícia, Izaura teria sido chamada, por volta das 5h30 de14 de fevereiro, para auxiliar na realização de um parto no centro obstétrico. Ela foi à sala de cirurgia e permaneceu no local por 20 minutos. Enquanto isso, o hospital garante que o médico intensivista da UTI Neonatal, João Pimentel, ficou responsável pelas duas unidades. Ao fim do parto, Izaura soube, por meio das auxiliares de enfermagem, que “tudo estava tranquilo”. Por volta das 6h10, na sala de descanso dos médicos, Izaura recebeu a informação de que a mãe de Marcelo tinha dito que o filho estava “cansadinho”, mas que “ele estava bem e que ele estava saturando bem”.

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