Sarney corria risco de enfarte, dizem médicos

O cardiologista Roberto Kalil Filho, do Hospital Sírio-Libanês, onde está internado o senador José Sarney (PMDB-AP), disse neste domingo (15) que os procedimentos emergenciais realizados durante a madrugada evitaram que o ex-presidente da República sofresse um enfarte.

— O cateterismo estava marcado para a manhã de hoje, mas ele sentiu fortes dores no peito e optamos por antecipar o procedimento. Havia um risco de enfarte, mas a prevenção foi importante. Ele teve um sintoma estranho e logo procurou um médico. Isso foi essencial. O resultado da cirurgia foi muito bom.

Segundo ele, Sarney está bem disposto e se alimenta normalmente. O político chegou ao hospital na tarde deste sábado (14) após sentir dores no peito. A médica que trata dele em Brasília entrou em contato com Kalil, que recomendou a ele viajar a São Paulo e antecipar um check-up que estava marcado para quinta-feira (19).

— Como ele estava sentindo sintomas que nunca havia sentido, recomendei que viesse imediatamente para o hospital.

Durante a madrugada, o senador teve de fazer um cateterismo. O exame consiste em introduzir um pequeno cano — chamado cateter — para detectar se há alguma artéria entupida.

Depois, Sarney passou por uma angioplastia para a colocação de um stent, tipo de mola que expande a artéria e facilita a circulação sanguínea.

Kalil explicou que os exames preliminares (ecocardiograma, eletrocardiograma, além de dosagem das enzimas cardíacas) apresentaram alterações que sugeriam uma obstrução em uma das principais artérias do coração (a artéria descendente anterior).

De acordo com o médico, Sarney permanece na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) até esta segunda-feira (16), quando deve ser transferido para uma unidade semi-intensiva após avaliação.

O senador ficará internado por pelo menos uma semana, e a recomendação é que descanse depois por mais uma semana para retornar às atividades.

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