CPI da pistolagem: a esperança está em Cleide Coutinho

Cleide Coutinho: se ela assinar, a CPI acontece.

Já que os governistas da Assembleia Legislativa têm se afastado da CPI da Pistolagem (dando, é claro, os créditos às exceções Zé Carlos, Chico Gomes e André Fufuca, que assinaram a proposta da CPI), resta à oposição a tarefa de fazer com que esta saia do papel.

Além dos três já citados, assinaram o pedido de instalação da CPI, Bira do Pindaré (PT), Othelino Neto (PPS), Valéria Macedo (PDT), Marcelo Tavares (PSB), Gardênia Castelo (PSDB), Luciano Leitoa (PSB), Eliziane Gama (PPS), Neto Evangelista (PSDB), Carlinhos Amorim (PDT) e Graça Paz (PDT). Assim, já são 13 assinaturas. Para que a Comissão Parlamentar de Inquérito seja aberta são necessárias 14 assinaturas.

Justamente a assinatura que está faltando pode ser preenchida amanhã (4) pela deputada Cleide Coutinho (PSB), que não foi à sessão hoje (3). Se tudo ocorrer como o script, e Coutinho assinar, será aberta a CPI para investigar os casos de piostolagem no Maranhão, que continuam sem nenhuma solução. Como exemplo, temos o mais recente, que é o do assassinato do jornalista Décio Sá, que mesmo com toda a repercussão e clamor social, ainda não teve nenhum questionamento respondido pela Polícia.

O autor da proposta e presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Bira do Pindaré (PT) disse que este tipo de crime é motivado pela impunidade que reina no Estado. “Há casos em que foram identificados os suspeitos, como o de Buriticupu. Através de inquérito instaurado pela Polícia, os mandantes foram denunciados pelo Ministério Público, a prisão foi decretada pelo juiz de primeira ordem, mas eles foram soltos pela instância superior. Há casos que são graves e revelam a impunidade; a impunidade é o fator que determina a proliferação do crime organizado”, protestou.

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