Sebastião Albuquerque explica acerto com Edivaldo

O vereador Sebastião Albuquerque (DEM) explicou os motivos dele e da eleita Bárbara Soeiro (PMN) terem fechado a aliança com o candidato a prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC). É de conhecimento público que estes vereadores fazem parte de um grupo muito ligado à família Sarney, em especial a Fernando Sarney, o que gerou a especulação de Edivaldo estaria “sarneyzando”. Mas não existe isso.

Albuquerque admitiu que houve uma conversa com Fernando Sarney logo após o final do primeiro turno. O filho de José Sarney liberou os aliados para apoiarem qualquer um dos candidatos de acordo com seus interesses, que não haveria conflito por conta dessas alianças. “Eu tenho um grupo político. E o Fernando Sarney é a pessoa dentro do grupo que ouve os vereadores. Ele nos liberou para escolher Castelo ou Edivaldo que não teria problema com o grupo. Não estou brigado com ninguém”, afirmou.

O vereador explicou que o acordo com Edivaldo veio depois de uma conversa de três horas com o candidato, pedindo principalmente que Edivaldo atendesse e ouvisse as reclamações dos vereadores, para que estes pudessem ter uma melhor visão diante da opinião pública nesta legislatura. “Pedi que houvesse um respeito pela Câmara e ele nos respeitasse diante da população. Eu a família Soeiro sempre estivemos juntos. E acertei com a Bárbara para ficarmos com Edivaldo. Ele já foi vereador e sabe o tamanho da dificuldade que os vereadores têm com os prefeitos. Por isso, ele se comprometendo em respeitar a Câmara e os pedidos que faremos para nossas bases, para que os vereadores sejam vistos de maneira diferente da que são hoje”, pontuou.

O fato do vereador Osmar Filho (PMDB) não ter conseguido se reeleger e declarar apoio a Edivaldo, gerou também a especulação de que Sebastião poderia assumir uma secretaria no governo do petecista. Isto faria com que Osmar, que ficou na primeira suplência da coligação de Albuquerque, assuma o mandato na Câmara. Questionado sobre o assunto, o vereador do DEM disse que em hipótese alguma assumirá qualquer secretaria. “Não houve nenhum acerto para eu ser secretário e se me chamassem eu não aceitaria. Sou médico e a única secretaria que teria afinidade é a de Saúde, mas não tenho estrutura para isso. De maneira nenhuma seria secretário”, finalizou.

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