Tempo, Tonico e medo dos candidatos atrapalharam o debate

Debate foi tranquilo até demais.

Foi praticamente uma unânimidade que o debate da TV Mirante de ontem foi fraco e influciará muito pouco na decisão do eleitor. Mas de quem foi a culpa? foram vários fatores: o curto tempo de resposta, réplica e tréplica; o excesso de cordialidade (medo de parecer antipático ao atacar o adversário); as trapalhadas do mediador, entre outras coisas.

No geral, o clima do debate foi morno. Chamou mais atenção e repercutiu muito mais hoje, o “boa tarde” de Haroldo Sabóia (PSOL) e os erros na condução do debate do que qualquer conteúdo debatido. Os candidatos usaram o debate que é uma grande oportunidade de confrontar o adversário como se estivessem no horário eleitoral falando de suas propostas.

Trapalhadas de Tonico Ferreira chamaram mais atenção.

Mesmo com todos os problemas, Haroldo ainda foi o que deu mais um ânimo quando lembrou que o candidato Edivaldo Holanda Júnior ajudou a eleger o prefeito João Castelo (PSDB), pois era seu aliado em 2008; falou para o prefeito Castelo que seu mandato está acabando e atacou Washington por conta do orçamento do Estado que garantia mais de R$ 2 milhões por ano para a alimentação da governadora e vice-governador. Washington saiu de forma elegante: “você não respondeu minha pergunta”. Edivaldo e Castelo praticamente deixaram o candidato do PSOL falando sozinho.

Edivaldo, aliás, que tinha se preparadom muito para responder as perguntas sobre a participação de Weverton Rocha, o apoio a Castelo em 2008, a votação de salário mínimo entre outros ataques esperados, não teve que fazer pois ninguém perguntou diretamente sobre um destes assuntos, que o eleitor queria ver como ele se sairia. Assim, o debate que poderia ser prejudicial ao petecista, não abalou em nada sua candidatura.

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