Para o SET aumento na tarifa não é a solução

Luis Claudio Siqueira, superintendente do SET

O Sindicato das Empresas de Transporte (SET) afirma que o problema da defasagem dos preços da passagem é grave e já dura muito tempo. Porém, para o Sindicato, a pressão pelo aumento poderia ser minimizada com medidas para evitar o excesso de gratuidades e as gratuidades ilegais, além do combate ao transporte clandestino, os “táxis-lotação” na área Itaqui-Bacanga.

Segundo o Superintendente do SET, Luis Claudio Siqueira, as empresas de transporte público de São Luís sofrem com os congelamentos de preços da passagem, uma vez que os preços da manutenção do transporte sempre aumentam. “O pneu, o combustível, os salários dos funcionários, o óleo, as peças, tudo aumenta. Toda execução de serviço sofre reajuste. Na conta de água, de luz, mas no transporte público não. Sabemos que é um custo para a população, mas a situação das empresas também está cada dia mais difícil”, afirmou.

Apesar da crise, Luis Claudio não vê o aumento do preço da passagem como a real solução em São Luís. Para o Superintendente do SET, a crise financeira das empresas poderia ser superada com a redução das gratuidades e medidas que impedissem o grande número de irregularidades do uso do passe livre. “A prefeitura havia anunciado biometria facial, mas o projeto nunca andou. Já seria uma ajuda na identificação e combate das irregularidades. A retirada do transporte clandestino da área Itaqui-Bacanga seria outra medida. Se conseguíssemos reduzir em um número significativo o número de não pagantes, não seria necessário onerar demasiadamente os pagantes”, afirmou.

De acordo com dados do SET, 24% dos usuários possuem gratuidade, números muito superiores à maioria das capitais. Por estes dados, o Superintendente do SET não vê com bons olhos o simples fato de aumentar o preço da passagem. “Se aumentar o preço da passagem da passagem hoje, melhoraria de início. Porém, mais pessoas iriam buscar burlar a Lei em busca de uma gratuidade por achar que a passagem está muito cara, e o círculo vicioso voltaria a girar”, afirmou.

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