Edivaldo bate forte em Castelo no discurso de posse: “cidade de terra arrasada”

O novo prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC) tomou posse no final da tarde desta terça-feira (1º). O novo gestor reclamou muito da herança maldita, principalmente porque o antecessor não pagou o salário dos servidores do mês de dezembro, já que os salários sempre foram depositados dentro do mês. Só de restos a pagar, Castelo deixou dívida de R$ 500 milhões.

A posse foi realizada no auditório da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) já que a Câmara de Vereadores de São Luís está em reforma. Ao falar com a imprensa na entrada do auditório, Edivaldo falou das dificuldades para os resultados aparecerem. “Recebemos uma cidade de terra arrasada. Nossa missão é reconstruir a cidade. Nosso secretariado está com muita vontade de trabalhar”.

O novo chefe do executivo municipal de São Luís também reclamou da falta de informações no período de transição governamental, afirmando não ter informações necessárias. “Ficaram mais de R$ 500 milhões de restos a pagar. E ainda é um retrato distante. A transição foi dificultada. Nos não tivemos as informações necessárias, dados precisos. Em muitas capitais a transição foi ordeira, pacífica. Em São Paulo PSDB e PT fizeram uma transição amigável e aqui não tivemos”.

O agora ex-prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), nem compareceu à cerimônia de posse e para passar a faixa que foi entregue por funcionária da guarda municipal.

Edivaldo garantiu que manterá a parceria com o governo no Estado na Saúde e em outros setores, mas também lembrou que a prefeitura deve fazer sua parte, pois nem ambulâncias garantidas para a Semus a prefeitura buscou. “Temos quatro ambulâncias prontas para serem entregues ao SAMU pelo Ministério da Saúde e elas simplesmente não foram entregues porque a prefeitura não pagou o frete para buscar. A que ponto nós chegamos”.

O pagamento do mês de dezembro dos servidores é a primeira preocupação do novo prefeito que decidirá hoje como fazer. “Em uma atitude nada republicana, a gestão que findou preferiu priorizar o pagamento de alguns fornecedores ao invés do servidor em uma atitude nada republicana. Uma das primeiras providências é junto com a secretária de Fazenda, analisar a questão do pagamento”.

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