Programa estadual de proteção e promoção dos mestres da cultura popular

Lançamento da Politica de Proteção de Bens Culturais foto Gilson Teixeira (8)Mestres e coreiras de Tambor de Crioula, brincantes de bumba-meu-boi e lutadores de capoeira saíram de seus terreiros e casas para, no Palácio dos Leões, presenciar um novo marco para a cultura popular maranhense. O governador Flávio Dino assinou, na tarde desta quinta-feira (21), dois projetos que serão encaminhados à Assembleia Legislativa: a Política de Proteção de Bens Culturais de Natureza Imaterial e o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras da Cultura Popular do Maranhão. Aprovados pelos deputados estaduais, será possível valorizar os produtores e produtos da cultura maranhense.

“Estamos dando sequência à visão que a política cultural tem que ser feita o ano inteiro, não só em momento de evento”, defendeu o governador ao assinar a Mensagem do Projeto de Lei. “Estamos mandando à Assembleia dois projetos de grande importância, um tratando da proteção do patrimônio imaterial, como os saberes, celebrações e lugares, por exemplo, e também uma lei específica atinente ao papel dos chamados mestres da cultura popular, que receberão, mediante editais, apoios financeiros para poderem ministrar, sobretudo à juventude e à comunidade, o seu ensinamento e a sua vivencia para perpetuar e eternizar es praticas culturais que são essenciais ao Maranhão”, explicou.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Diego Galdino, relata que o objetivo da proposta é criar um marco legal de proteção e promoção das expressões culturais maranhenses, a partir da valorização dos autores das manifestações. “Hoje é um marco, que representa para cultura um avanço de anos que se esperava do Plano Estadual de Cultura. O governador assina esse projeto e encaminha para a Assembleia e a gente espera que seja avaliado, sancionado e que a Secretaria possa fazer a política de patrimônio imaterial, valorizando aquilo que é intangível. Afinal, todo mundo reconhece e é notório, todo mundo que pensa no Maranhão pensa nessa cultura”, aponta o secretário.

Personalidades como o mestre Manelão – seu Manoel Ferreira – que é mestre do tambor de Crioula de Tijupá serão beneficiados com Programa. Ele começou a tocar tambor aos 13 anos e hoje, aos 77 anos, sabe que, com o reconhecimento formalizado, será mais fácil repassar o que aprendeu ao longo das seis décadas tocando. “O nome da gente vai longe, a gente é conhecido como mestre e a memória da gente é importante. O mestre para ser mestre tem que ter memória e tem que passar. Agora vai melhorar, eu já tenho pouca voz, tenho 77 anos, mas tenho seis discípulos de tambor de crioula. Nós temos o direito de ensinar os filhos, os vizinhos, de ensinar todos, porque quando a gente não estiver mais vai ter alguém para continuar”, opinou seu Manelão.

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