Em São Paulo, Covas terá licitação de ônibus como maior desafio; São Luís tem transporte licitado há 2 anos e meio

Imprensa paulista vê licitação do transporte como grande desafio de Bruno Covas. Edital prevê ônibus com ar condicionado, GPS, articulado e renovação da frota. Semelhança grande com sistema implantado em São Luís

O jornal Folha de São Paulo destaca nesta segunda-feira (17) os maiores desafios da gestão de Bruno Covas em São Paulo nos próximos dois anos. O prefeito que assumiu o mandato do governador eleito João Dória é candidato natural à reeleição. Para o jornal, a licitação do transporte público e a reforma da previdência municipal serão os maiores desafios de Covas.

Os contratos em São Paulo estão vigentes desde 2003 e a prometida licitação é para os próximos 20 anos. A promessa é de que agora saia do papel, mas a dificuldade é grande para que finalmente se conclua a licitação e se organize o sistema para 8 milhões de passageiros por dia. O processo tem sofrido seguidos adiamentos desde a gestão de Fernando Haddad e as gestões paulistana têm feito sucessivos contratos emergenciais.

Se em São Paulo onde já existiu uma organização, um sistema com mais opões de transporte e integração é difícil fazer a licitação, imaginem como foi fazer em São Luís, onde o sistema viciado, financiador de campanhas políticas era caótico desde que o sistema começou a operar na metade do século XX.

Isto dá a dimensão da importância da licitação que garantiu regras a um sistema onde antes imperava o caos e a falta de critério. Graças à licitação, o transporte público de São Luís pode contar com frota de ar condicionado, GPS, recarga embarcada, bilhete único, idade mínima da frota entre outros. Algo impossível de ser exigido em um sistema sem regras como era o de São Luís. Com aproximadamente dois anos e meio de licitação, o sistema hoje é muito diferente do que era antes.

E o desafio de São Paulo pela licitação busca o mesmo modelo adotado por São Luís. O edital prevê ônibus com ar-condicionado, bancos estofados, wi-fi, entradas USB, sistema GPS e, no caso dos articulados, suporte para bicicletas e câmeras. Além disso, as empresas terão que promover renovação tecnológica da frota para diminuir a emissão de poluentes.

Os moldes das exigências na licitação paulistana são muito semelhantes com os adotados em São Luís. E a capital maranhense provou que é possível e que, de fato, o sistema melhora a partir da tomada de rédeas do poder público municipal.

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