Movimento nacional do PT é de aproximação com o PSOL e distanciamento do PCdoB

Porto Alegre e São Luís devem ser as únicas capitais onde o PT irá apoiar um candidato do seu mais tradicional aliado: o PCdoB. Na capital gaúcha já foi oficializada a aliança com Manuela D’Ávilla.. Em São Luís, está bem encaminhada, ainda faltando a direção nacional bater o martelo.

Aliados por 40 anos, comunistas e petistas vivem um momento de muita tensão nessas eleições municipais, ao passo em que o partido de Lula se aproxima de forma muito intensa do PSOL, caminhando para aliança em seis capitais e outras cidades importantes. O partido que nasceu de uma dissidência do PT em 2004 e fez oposição aos governos Lula e Dilma começou o movimento de reaproximação no processo de impeachment de Dilma e consolidou a proximidade com a candidatura de Guilherme Boulos a presidente, que é um político muito próximo a Lula.

Já a situação com o PCdoB é inversa. Aliado por 40 anos, tem se distanciado neste reagrupamento da esquerda. Em São Paulo é o ponto de maior tensão. O pré-candidato do PCdoB Orlando Silva alfinetou o partido de Lula taxando o PT como parte do passado.

Em Salvador, os partidos devem estar em palanques diferentes pela primeira vez desde 1988.

Membros do PCdoB têm dito que o movimento tem muito mais relação com a busca de crescimento do próprio PCdoB do que problemas com o PT. O partido precisa se fortalecer em 2020 para eleger mais deputados em 2022 para sobreviver. Na última eleição, os comunistas não atingiram a cláusula de barreira e tiveram que realizar uma fusão com o PPL para ter acesso a tempo de TV e fundo partidário.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, maior nome do PCdoB, também fez acenos ao PT. Em entrevista neste final de semana, defendeu que toda esquerda apoie o petista em 2022.  “Lula merece ter o apoio de toda a esquerda”. “Ele é um dos principais líderes do campo progressista do Brasil e do mundo. Por isso, mesmo aqueles que falam em ir além do lulismo, cometem uma impropriedade, pois, ir além, é ir com o Lula”, afirmou.

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