Presas no Maranhão se profissionalizam em cooperativa social

Criada com o apoio do Governo do Estado do Maranhão, através da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), a Cooperativa Social Cuxá está transformando a vida de 40 internas da Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), por meio do trabalho.

O projeto faz parte do programa Justiça Presente, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que está sendo idealizado pela ONG Instituto Humanitas 360, além do comitê gestor composto pelo Tribunal de Justiça (TJMA), Defensoria Pública (DPE) e Ministério Público (MP).

Esta semana foi realizada a solenidade virtual de abertura, com a presença do vice-governador do Estado, Carlos Brandão; representando a SEAP, o secretário Murilo Andrade e a secretária-adjunta de Humanização, Kelly Carvalho; Patrícia Vilela, da ONG Humanitas 360; a madrinha da cooperativa, cantora Alcione; o secretário-geral do CNJ, Carlos Vieira von Adamek; o defensor público Alberto Bastos; o juiz Unidade de Monitoramento e Fiscalização do TJMA, Marcelo Moreira.

A iniciativa tem ofertado as internas oficinas de trabalho baseadas em economia colaborativa, além de capacitá-las para que elas possam gerir e conduzir a própria renda.

“A cooperativa é mais uma forma de inserção no mercado de trabalho e de oferecer oportunidades de qualificação e renda às custodiadas da unidade feminina. O projeto quer torná-las empreendedoras, não apenas dentro da unidade, mas principalmente quando estiverem aqui fora”, disse o secretário Murilo Andrade.

A cooperativa já funciona dentro da Upfem, onde foram instaladas salas para as oficinas, aulas e máquinas de costura.

As aulas estão sendo realizadas de segunda a sexta-feira, de 8h às 14 horas, com 15 alunas por turma. Nas aulas de capacitação, elas participam de oficinas de costura afetiva, crochê e bordado livre, em que aprendem os conceitos básicos e avançados da técnica, uso correto dos equipamentos e ferramentas diversas que podem ser utilizadas.

Enquanto as internas participam das oficinas de capacitação, também estão produzindo as peças artesanais, que em breve serão comercializados no site da ONG, que leva o nome da marca: Tereza.

Inicialmente a cooperativa funciona com a participação de 40 internas, mas o projeto pioneiro deve se estender para abranger mais cooperados do sistema prisional. Toda a renda gerada com as vendas das peças produzidas, como utensílios de decoração para casa e objetos pessoais, será dividida entre as sócias da cooperativa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *