A mudança de comportamento que colocou Braide na prefeitura e o ajudará a governar

O prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) mudou, de fato, completamente seu comportamento entre a eleição de 2016 e até boa parte do primeiro turno da eleição de 2020 para um novo Braide hoje em dia. Embora seu discurso na campanha seja de diálogo com todos, isso se mostrou na prática entre a reta final do primeiro turno e em um segundo turno no qual conseguiu atrair alianças de várias vertentes e mostrar habilidade política até então ainda não observada.

Braide começou o segundo turno de 2016 à frente de Edivaldo e não fez política naquela ocasião. Desdenhou de boas alianças, adotou o discurso outsider e tentando carreira solo foi atropelado. Ele começou a eleição deste ano com o mesmo tom, ainda que abrindo mais o leque e abandonando de vez o discurso outsider, tinha ainda uma barreira com políticos ligados ao governo.

Braide mudou de patamar político quando resolveu de fato ser homem de diálogo, conversando com políticos das mais variadas vertentes e agregando força política que foi fundamental para vencer a eleição no segundo turno contra o candidato que tinha a força do apoio do governador Flávio Dino. Caso não tivesse ampliado o roll de apoios, certamente seria novamente atropelado.

A visita de ontem do prefeito eleito à Assembleia Legislativa é mais um passo do novo posicionamento de Braide, que dialoga ao invés de confrontar e se isolar. A mudança também foi sentida no meio jurídico, onde já dialogou com magistrados, junto imprensa, onde antes a solução para toda crítica era processar jornalistas e passou a mostrar de maneira republicana sua versão dos fatos controversos.

O Braide que venceu a eleição é mais uma mostra que eleição é vencida e governo é feito com política, com diálogo. O negacionismo à política é uma farsa comprovada. Este negacionismo anima algumas torcidas nas redes sociais, mas não adianta no mundo real.

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