A seis meses do fim do governo, Brandão faz licitação de R$ 10 milhões para contratar serviço de buffet

A secretaria de Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores abriu licitação na modalidade Pregão Presencial para contratar empresa especializada para prestação de serviços de Buffet para algumas secretarias e órgãos.

São dois Pregões. Um para São Luís e região metropolitana no valor de R$ 6.947.386,00, e outro para Imperatriz e Região metropolitana no valor de R$ 3.743.750,00. Ou seja, são R$ 10.691.136,00 para Coquetel e Coffe Break .

A comilança de luxo inclui croissant, rissoles, mini canapés, patês diversos, camarão empanado, patinha de caranguejo, cartucho de camarão, pastel húngaro, canapé de tomate seco, voul-auvant de camarão, camarão com catupiry, voul-au-vant de bacalhau, carpaccio, profiteroles, quibe recheado (carne ou cebola), quiche lorraine, coxinha goumet, tartelete de bacalhau ou camarão, espetinho caprese, panquequinha de bacalhau, casquinha de berinjela com castanha, finger foods, entre outros.

O pregão de Imperatriz foi realizado ontem na Segep e o de São Luís está marcado para esta quinta-feira (30) também na sede da Segep.

Como estamos a seis meses do fim do governo, e os contratos têm vigência 3 de dezembro deste ano segundo os itens 15,3 dos editais, o governo prevê gastar uma média de R$ 1,7 milhão por mês com coquetéis de luxo.

Recordar é viver

Na campanha de 2014, o então candidato Flávio Dino criticou muito o gasto com lagosta, caviar e outras comidas finas para coquetéis no governo Roseana Sarney e ganhou muito politicamente com a crítica. Já eleito, o então governador Flávio Dino iniciou o governo anunciando corte de supérfulos. “Conseguimos dinheiro reduzindo despesas com diárias, aluguel de veículos, compra de combustíveis, telefonia, terceirizações, flores e eventos, entre outros itens. No nosso governo, o dinheiro público não é usado para compra de produtos de luxo, uísque, champanhe, lagosta e caviar”, escreveu Dino em artigo publicado em outubro de 2015.

A famosa licitação da lagosta de Roseana, que foi cancelada depois da repercussão nacional, custaria R$ 1,3 milhão. Ou seja, oito vezes menos a licitação de apenas seis meses do governo Brandão.

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