Um fato importante sobre a entrevista que o pré-candidato a governador Orleans Brandão (MDB) concedeu para a TV Difusora na última segunda-feira (6) foi dar um recado importante após a filiação da Senadora Eliziane Gama ao PT e a formação da sua chapa majoritária que terá ele como candidato a governador após as convenções: a pouca margem para negociações a partir de agora.
Orleans confirmou com ainda mais convicção o que já havia afirmado em entrevista ao programa Ponto Continuando no último dia 19 de março: já existe acordo em uma vaga para o senado de Weverton Rocha (PDT) e a outra é de indicação da federação União Progressista.
“Recebi alguns presidentes de partido ao longo de 2025 e lógico que aí temos algumas alianças políticas. Algumas históricas como a com o União Progressista. Fizemos um acordo que ele iria entrar na chapa majoritária. E também com o PDT, e o senador Weverton que entrou no projeto de cabeça, que tem ajudado o Maranhão. Desde que acabou a eleição ele ligou para o governador Brandão e tem se colocado à disposição como senador da República. Ainda vamos conversar pelo outro nome da chapa majoritária, mas tudo encaminha para estes dois nomes”, afirmou durate a entrevista na segunda-feira (6).
Ao endossar o discurso logo após a filiação de Eliziane ao PT com toda a força de ter a ficha abonada pessoalmente pelo presidente Lula em um importante reposicionamento da senadora no tabuleiro, Orleans deixou o recado de que está disposto a conversar e dar espaço ao PT ou outro aliado importante na chapa.
Mas com os compromissos já firmados, restam os espaços de vice e suplentes de senadores. A não ser que haja até as convenções um grande fato que obrigue o grupo a mudar uma das duas peças do senado – na política tudo é possível – mas no cenário de hoje está mais difícil mexer nas principais peças da chapa.
