Coligação de Flávio Dino sugere criação de observatório das eleições à OAB

Representantes da coligação "Todos pelo Maranhão" discutem observatório das eleições com OAB

Representantes da coligação “Todos pelo Maranhão” discutem observatório das eleições com OAB

Representantes da coligação “Todos pelo Maranhão” reuniram-se com representantes Ordem dos Advogados do Brasil para sugerir a participação da entidade no pleito eleitoral de 2014 como observadores e fiscalizadores das eleições deste ano. Em ofício dirigido ao presidente da seccional maranhense, Mário Macieira, a coligação destacou o papel da OAB na construção da Democracia.

Representantes da coligação que tem Flávio Dino como candidato a Governador reuniram-se com representantes da OAB-MA e relataram a preocupação com as eleições de 2014. O presidente do PCdoB-MA, Márcio Jerry, e o deputado estadual Marcelo Tavares (PSB) protocolaram o ofício convidando a OAB e outras entidades para acompanharem de perto o transcurso da disputa no mês que antecede o dia das eleições.

“O país tem na OAB uma referência da luta democrática e por isso convidamos a Ordem para acompanhar de perto as eleições deste ano que, infelizmente, tem sido marcada por ações baixas por parte da campanha adversária,” disse Márcio Jerry, que fez questão de ressaltar todo o interesse da coligação para que “o jogo democrático seja livremente jogado” também no Maranhão.

O deputado Marcelo Tavares lembrou ainda que a participação de entidades da sociedade civil é fundamental para evitar fraudes eleitorais. Em 2013, a Procuradoria Geral da República confirmou que a candidata do PMDB usou de práticas de abuso de poder político e econômico para fraudar as eleições de 2010. Na opinião do deputado, toda a sociedade maranhense deve estar vigilante para evitar que casos assim voltem a ocorrer no Maranhão.

Os representantes da coligação informaram ainda que visitarão outras entidades da sociedade civil organizada para participar ativamente da fiscalização das eleições no período que antecede o dia do pleito e durante a votação. A ideia da coligação é fortalecer os observatórios civis que evitem fraudes da vontade popular nas urnas. A visita contou com a presença o representante nacional do PCdoB, André Tokarski.

Observatório eleitoral

O presidente da OAB, Mário Macieira, confirmou que a entidade dos advogados já possui uma programação para acompanhar o desenrolar das eleições deste ano e que a entidade agirá como observadora para evitar fraudes em qualquer parte do processo eleitoral.

“Estaremos como parceiros do Ministério Público e da Justiça Eleitoral no acompanhamento do lacre das urnas, da geração da mídia e do transporte das urnas. Vamos fazer um observatório eleitoral, como já fizemos em outras oportunidades,” garantiu Macieira, ao lado dos conselheiros Hugo Passos e Murilo Salém. A advogada Susan Lucena representou a coligação “Todos pelo Maranhão”.

Advogado humilha guarda: “minha cueca é mais cara que seu salário”

O advogado Hugo Farias se fez de grande vítima com relação ao caso envolvendo a guarda municipal de São Luís na saída do Feira do Livro de São Luís no último sábado. Talvez os guardas podem ter sido de fato muito enérgicos, mas Hugo ter dito que não fez nada não procede.

O vídeo abaixo, feito já no plantão Central da RFFSA mostra como Hugo tratou os guardas, sendo que ele mesmo admite ter dito: “falar que minha cueca é mais cara que o salário é desacato?”. Ou seja, admite que falou a um guarda no exercício de sua função, que sua cueca vale mais do que o salário do guarda municipal. Faltou respeito com o profissional.

Na ocorrência registrada pelos guardas, eles relatam que foram acionadas pelos comerciantes para conter a extorsão dos hippies. Os guardas solicitaram a saída dos hippies do local e um deles resistiu, sendo necessário o uso da força.

Durante a condução, o advogado Hugo Farias começou a discutir com os guardas. Foi guando, segundo a ocorrência, Hugo disse que “sua cueca tem valor igual ou superior ao salário de um guarda municipal”. Ele também chamou os profissionais de “bando de otário” e “bando de p.. no c..”. Foi quando, segundo a ocorrência, foi dada voz de prisão a Hugo por desacato.

Os guardas frisaram que não houve uso de algemas e não existia lesão corporal aparente. O próprio vídeo divulgado pelo advogado não mostra a agressão feita pelos guardas.

Vale frisar, que ainda assim, os guardas poderiam ter evitado a prisão e tentado um diálogo. Porém, a impaciência (repito, equivocada) dos guardas, foi motivada pela atitude intempestiva de Hugo.

Com a palavra a Ordem dos Advogados do Brasil sobre a atitude do advogado, humilhando um funcionário público no exercício de sua função.