Sempre oportunista, Roseana pega carona no impeachment para garantir foro privilegiado

Blog do Jorge Vieira, com edição

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Sem mandato e aposentada da vida pública, a ex-governadora Roseana Sarney revela um oportunismo de sempre ao pegar carona no processo de impeachment da presidente Dilma para tentar voltar à arena política, já de olho nas eleições de 2018. Com a garantia de Michel Temer no comando e um ministério, Roseana terá foro privilegiado para se defender das acusações da Operação Lava Jato.

Ao deixar o governo do Maranhão e se refugiar em Miami (EUA) como medo de ser presa na Operação Lava Jato, a governadora anunciou aposentadoria da política e anunciou que não mais disputaria eleição, mas passado o perigo de ser enquadrada pelo juiz Sérgio Moro, a filha de Sarney já pensa em voltar.

Roseana sentou praça em Brasília para tentar convencer parlamentares a votar a favor do impeachment, mas não conseguiu sequer convencer o deputado João Marcelo (PMDB), filho do senador João Alberto (PMDB) a acompanhar o golpe que está sendo perpetrado contra a democracia.

Roseana, que teve seu nome citado na Operação Lava Jato e é acusado de ter recebido propina para a liberação do precatório de R$ 120 milhões da Constran, conforme investigação da Polícia Federal, sem ter a menor influência no plenário da Câmara, não consegui convencer sequer o ex-secretário de Segurança, Aluísio Mendes a votar a favor do golpe.

Para quem acompanha a política local, Roseana apenas pegou carona e tenta tirar proveito da situação, exercendo seu talento para o oportunismo explicito e exacerbado.

Levi diz que sarneystas por oportunismo barato aproveitam a baixa popularidade de Dilma

leviO deputado Levi Pontes (PCdoB) elogiou, na sessão desta quarta-feira (30), a posição defendida pelo governador Flávio Dino em favor da manutenção do mandato da presidente Dilma Rousseff. “Eu fico muito feliz com o posicionamento jurídico, constitucional do governador, que também deve ser respeitado por todos nós”, afirmou o deputado.

Ele questionou a postura de deputados da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, que tentam desgastar o Governo Flávio Dino.

“Para mim, a maior injustiça cometida contra o governador Flávio Dino é a incompreensão dos elevados motivos de sua defesa da lei e da Constituição, quando ele fala sobre a hipótese de afastamento da presidente da República, e o oportunismo barato de quem se aproveita da baixa popularidade da presidente para atingir alguém que apenas expressa a sua coerência com argumentos jurídicos, extremamente pertinentes”, assinalou Levi Pontes.

Ele acrescentou que o governador Flávio Dino clama por legalidade no momento de paixões elevadas do mais alto grau de temperatura.

“As considerações do governador, um jurista que é, que passou em primeiro lugar no concurso nacional, superando o famoso juiz Sérgio Moro, podem e devem ser enfrentadas à luz da ciência e do direito, nunca pelo rebaixamento do achismo e da vingança mesquinha.  Então, nós temos, sim, que homenagear a grandeza de espírito, as decisões de um homem público que não apela para o populismo barato, porque é isso, sim, que leva um governante a colocar o seu estado em problemas graves, financeiros e políticos”, declarou Levi Pontes.

Batista Matos condena discurso oportunista: “apontar o dedo não resolve”

Do Blog do John Cutrim

batistaMembros dos PPS e da oposição discordam do posicionamento de quem aponta o prefeito Edivaldo Holanda como responsável pelos estragos causados pelas chuvas em São Luís nos últimos dias. Para o jornalista João Batista Matos, a posição destes soa oportunismo em não querer enxergar o problema maior e também se trata de pura falta de sensibilidade em não se somar a atitudes práticas em favor das vítimas.

Batista Matos avalia que o momento é para todos darem as mãos em favor das vítimas das chuvas.

“Apontar o dedo pra encontrar culpados neste momento não resolve nem ajuda a ninguém num momento de dor. Gestor nenhum pode ser apontado como culpado pelo impacto de chuvas de um mês que caem em um único dia na nossa cidade. Este é um momento para somarmos com quem quer ajudar e nos solidarizarmos com os que mais precisam, que são os desabrigados”, afirma Batista.

O ex-vereador de São Luís defende o engajamento de todos os demais partidos e lideranças do campo de oposição num ato de solidariedade. “Um tema como este não é para ser partidarizado ou politizado”, analisa.

De acordo com Matos, o momento não é para encontrar culpados. “Devemos nós assumirmos, cidadãos, partidos, prefeitura e governos estadual e federal a parcela de responsabilidade que cada um tem em favor das famílias desabrigadas”, conclui.