PT, PSL e MDB: gigantes com perspectiva baixíssima na eleição de São Luís

Que a política vem mudando muito nos últimos tempos por conta das novas tecnologias e mudanças de paradigmas não é segredo. Mas a forma como a força dos partidos a nível nacional parece não ter significância nem na principal eleição municipal do Maranhão é realmente preocupante. É a maior prova da falência da representação de grupo, tendo a força personificada do carisma do candidato como único vetor eleitoral.

E nem o tempo de TV, que era o grande triunfo das grandes legendas para dar visibilidade a estes candidatos carismáticos parece ter peso. Tese reforçada pela eleição presidencial, quando o eleito não tinha tempo de propaganda, mas se utilizou fortemente das redes sociais (em uma rede de fake news, claro, mas isso é uma outra história).

E as maiores legendas, com mais representantes no Congresso, não tem nem candidato, nem parecem estar atraindo a simpatia dos principais nomes na disputa eleitoral de São Luís para uma composição. PSL, PT e MDB são muito grandes, com muito tempo de televisão, mas não atraem nomes com significância.

Esta semana foi melancólico ver a situação do MDB, que já teve o governo do estado e as maiores bancadas na Assembleia Legislativa e Câmara municipal de São Luís. O partido apareceu com o nome inexpressivo de Victor Mendes para concorrer, depois ofereceu o nome como vice para Eduardo Braide, recebeu um sonoro não, se ofereceu para Neto Evangelista, que também não pareceu dar muita bola.

O PT, mesmo com toda a paixão que o ex-presidente Lula ainda desperta, não consegue aparecer como alternativa. Que nome o PT pode apresentar para São Luís como alternativa? Nenhum. Exceto se repatriasse o deputado Bira do Pindaré, o que hoje parece muito difícil. As discussões seguem e não se vê não se vê ninguém falar no PT como caminho partidário ou pelo menos como indicação de um vice.

O PSL, partido do bolsonarismo, é só tristeza em São Luís. Maura Jorge, para não correr o risco de sair menor do que seu patamar atual pós-candidatura ao governo, decidiu se candidatar a prefeita de Lago da Pedra. Os outros nomes que o partido do bolsonarismo tem apresentado são risíveis: Allan Garcês ou o juiz federal Roberto Veloso. E não se vê os principais pré-candidatos buscarem o PSL para filiação ou pelo menos para composição de chapa.

O antagonismo PT x PSL e os ódios que essas legendas atraem de seus “haters” pode explicar o afastamento dos pré-candidatos. Quem não gosta de Lula odeia o PT com todas as forças e os odiadores de Bolsonaro detestam o PSL. O sarneysmo explica o afastamento do MDB.

Os principais pré-candidatos a prefeito – Jeisael Marx (sem partido),  Eduardo Braide (PMN, mas deve ir para o Podemos), Neto Evangelista (DEM), Bira do Pindaré (PSB), Duarte Júnior (PCdoB), Rubens Júnior (PCdoB), Wellington do Curso (PSDB) e Osmar Filho (PDT) – não estão nem um pouco empolgados com estes partidos.

Uma prova da crise política e do sistema partidário, que precisa ser repensado.

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