Caso Guimarães: Sérgio Muniz pede vista; placar está 3 a 2

Disputa entre Nilce Farias e Mary Guerreiro continua.

Em primeira mão – Começou a ser julgado o caso do município de Guimarães que tem chamado a atenção por envolver a mulher do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Guerreiro Júnior, Mary Guerreiro (PSL), derrotada no pleito da cidade. Na sessão desta terça-feira (22) a corte não chegou ao resultado final. Sérgio Muniz pediu vista do processo. Ele seria o último a votar. O placar está 3 a 2 pela manutenção do resultado, ou seja, Nice Farias (PMDB) prefeita.

O relator do processo, juiz federal Nelson Loureiro, votou pelo provimento do recurso, mantendo Nilce Farias como prefeita. Nelson foi acompanhado pelo desembargador José Bernardo e pelo juiz José Jorge. O juíz Belchior de França abriu a divergência apontando que deveria haver nova eleição em Guimarães. A divergência foi acompanhada pelo juiz José Carlos. Último a votar, Sérgio Muniz preferiu pedir vista do processo.

O que ainda pode acontecer: se Muniz votar pela divergência, empata em 3 a 3 a disputa e a presidente do TRE, desembargadora Anildes Cruz, fará o voto de minerva. Caso Muniz acompanhe o relator, o resultado será 4 a 2 e Nilce Farias fica no cargo como prefeita de Guimarães.

O problema foi que o então candidato Artur Farias, irmão da então vereadora Nilce Farias, tinha contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ficou com receio de enquadramento na Lei Ficha Limpa, sendo substituído por Nilce, na véspera. A foto de Artur ficou na urna eletrônica. A irmã do candidato substituído teve 4.023 votos (50,89%). Mary Guerreiro (PSL), mulher de Guerreiro Júnior, ficou com 3.882 votos (49,11%).

O juiz Eleitoral Paulo de Assis Ribeiro, da 30ª zona eleitoral, determinou nova eleição na cidade por causa da estratégia (relembre aqui). Houve protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Maranhão, de Nilce (relembre aqui). O juiz federal Nelson Loureiro, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), cassou a decisão do juiz Paulo de Assis Ribeiro e mandou diplomar Nilce Farias (relembre aqui).

Agora a decisão está nas mãos de Sérgio Muniz.

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