Sérgio Macedo diz que suas contas tiveram apenas “erros formais”

sergiomacedoEm nota enviada ao Blog, o ex-secretário estadual de comunicação, Sérgio Macedo, afirma que a rejeição de suas contas pelo TCE se deram em virtude de aluguel de carros sem o “visto” da governadora, e uso de recursos emergenciais em despesas que não seriam emergenciais. Macedo afirma que a decisão ainda cabe recurso, que já interpôs. Sobre o empréstimo para a rádio Timbira, afirma que foi feito somente na gestão do antecessor, portanto, culpa exclusiva de Zeca Pinheiro.

Confira a nota na íntegra:

A “reprovação” das minhas contas, situação que ainda cabe recurso, NÃO se deu por ato de corrupção, subtração ou malversação do dinheiro público.

Tanto é que eu não fui condenado a devolver recurso nenhum.

Portanto, o TCE-MA achou que cometi ERROS FORMAIS, em dois aspectos: 1) aluguel de carros sem o “visto” da governadora, e 2) uso de recursos EMERGENCIAIS em despesas que NÃO seriam emergenciais.

NO PRIMEIRO CASO, dos carros alugados, lembro-me que encontrei na Secom, dois carros alugados PARA USO EXCLUSIVO DO SECRETÁRIO E DO ADJUNTO, carros de luxo, IMPORTADOS, ao custo de R$ 27 mil reais/mês. Com um detalhe: esses carros não eram emplacados e pertenciam a uma agência de publicidade que era contratada pela SECOM para diversos serviços. Situação tão escandalosa que não nos restou outra saída que não fosse a imediata devolução dos referidos veículos e do pronto rompimento do contrato que era flagrantemente danoso ao erário. Fiz licitação e por menos do que era gasto com os carros de luxo, contratei toda a frota da Secom, incluindo carros de reportagem e demais atividade operacionais. Só aí estabeleci uma economia para o Estado de mais de 300 mil reais por ano. Ocorre que, tão logo assumimos, a governadora editou uma norma segundo a qual todo processo de licitação para aluguel de carros deveria ter ser aberto com um “visto” do seu gabinete. E isso, de alguma forma, não foi observado pelo nosso jurídico.

NO SEGUNDO CASO, é fato que todos os recursos do ano, o secretário anterior os esgotou num prazo recorde, de cinco dias, entre a cassação e a deposição do governador Jackson lago, isso sem nenhum processo ou comprovação de serviços. Não poderia o novo governo atravessar, de abril a dezembro, engessado na sua comunicação, ainda mais porque se tratava de um ano em que o Estado enfrentou calamidades como as enchentes nas bacias do Pindaré e o do Mearim que atingiram mais de 120 mil famílias; as escolas paralisadas, por greves e completa falta de estrutura: estradas todas arruinadas pelo rigor do inverno e pela falta de conservação, etc. O que o TCE questionou é se os gastos publicitários, a partir daí, tinham ou não caráter emergencial, mas não colocou em dúvida a lisura técnica das despesas cumpridas pela SECOM sob o meu comando.

O TERCEIRO CASO diz respeito a um empréstimo que o secretário anterior fez ao seu então diretor da Rádio Timbira, que não teve prestação de contas. Portanto, erro totalmente do meu antecessor, e não meu.

Espero, portanto, pelo resultado do recurso que estou interpondo, reforçando que não fui condenado pelo desvio de um centavo sequer. O que o TCE alega é ERRO FORMAL. Espero, pois, que, quando do resultado do recurso o seu blog me dedique o mesmo destaque.

Obrigado,

Sérgio Macedo    

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