Mesmo o processo sendo contra o pai, denúncia de caseiro é muito constragedora para Braide

O candidato Duarte Júnior cometeu ato falho ao dizer durante debate do Imirante que a denúncia de uso de um funcionário da Assembleia Legislativa como caseiro de um sítio seria contra o ex-deputado estadual Eduardo Braide. Na realidade, o processo é contra o pai do candidato do Podemos, o ex-deputado e ex-presidente da Assembleia, Carlos Braide.

O processo da Justiça do Trabalho de 2011 diz respeito a denúncia de Antonio Augusto Moreno, funcionário de uma fazenda de Carlos Braide cobrando o recebimento de 5% da arrecadação da fazenda no final do ano e o caseiro disse que recebia salários da Assembleia Legislativa sem nunca ter trabalhado efetivamente. O curioso é que na defesa de Carlos Braide, ele alega que o Antonio Augusto não trabalhou pra ele na fazenda, mas intermediou a compra desta para seus dois filhos. Carlos Braide só tem dois filhos, logicamente, um é o deputado Eduardo Braide.

Mesmo a denúncia sendo diretamente contra Carlos Braide, isso só reforça o quanto o filhotismo, que é marca desta eleição, é pernicioso para a política. Um político realiza atos não republicanos na carreira, responde diversos processos e se esconde colocando o filho no lugar. Afinal, Braide não pode negar que só foi presidente da Caema por indicação do pai e só foi deputado estadual pela força política do pai. Não há como dissociar todas as práticas irregulares que supostamente Carlos Braide cometeu com os benefícios colhidos por Eduardo Braide na vida pública. O único cargo que Braide pode se vangloriar de conseguir por esforço próprio é o de deputado federal, pela votação que teve em São Luís justamente pela campanha de prefeito em 2016. Nas eleições anteriores, teve grandes votações em cidades onde o pai faz política da forma tradicional.

Além disso, recaem acusações envolvendo o próprio gabinete de Eduardo Braide na Assembleia Legislativa no caso da Máfia de Anajatuba.

Defesa

Em sua defesa, Eduardo Braide não trata do caso e não defende o pai. Em momento algum ele diz que o pai é inocente e que não usou o cargo na Assembleia de maneira ilegal. O deputado se limita ao fato de que ele não é o polo passivo da Ação, então, não é ele o investigado e pronto.

“Nunca respondi a processo, muito menos na Justiça do Trabalho. Tem candidato que não se cansa de mentir. Espalhar Fake News é crime! Por isso, já estou acionando a justiça para derrubar mais uma mentira”, escreveu no Twitter ao expôr a certidão negativa, que por sinal, está cortada, sem que seja possível ao leitor verificar a data do documento.

Vale lembrar que na eleição de 2016, Braide usou uma certidão de 2015 para dizer que não era investigado, e acabou sendo desmentido depois.

2 pensou em “Mesmo o processo sendo contra o pai, denúncia de caseiro é muito constragedora para Braide

  1. Meu caro e brilhante Clodoaldo! Rubem Júnior só entrou na política para substituir o pai Rubão, que É FICHA SUJA e não pode concorrer à nada; Neto Evangelista elegeu-se deputado aproveitando a EMOÇÃO da morte do saudoso João Evangelista: Duarte ” do procon ” usou toda a estrutura do Procon co a anuência de Flávio Dino; Bira é esse ESPERTALHÃO que todos conhecem e Braide aproveitou o prestígio do pai. Desse ” MONTE ” de candidatos, só caminham com as próprias pernas o Jeisael e o Iglésio. Sejamos juntos.

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