Desembargadora embarga pesquisa por prática usada em todos os levantamentos do país

A desembargadora Ângela Salazar embargou a divulgação da pesquisa do instituto Exata, registrada sob nº. MA02272/2022.

O curioso é que o critério foi extremamente subjetivo: a não inclusão de mais cenários de segundo turno. Não existe na Lei eleitoral e em nenhuma legislação extravagante a obrigatoriedade do instituto de pesquisa incluir cenários de segundo turno com todos os candidatos, ainda mais com pré-candidatos, quando ainda nem sabemos quem de fato disputará a eleição.

O Exata fez simulação de segundo turno com os dois principais pré-candidatos: Weverton Rocha e Carlos Brandão. É um critério normal adotado por todos os institutos de pesquisa no Brasil. Nacionalmente, temos visto alguns institutos fazerem cenários somente com Lula e Bolsonaro, outros incluem Ciro Gomes e Sérgio Moro, mas nenhum instituto faz pesquisa de segundo turno com todos os pré-candidatos. Com o devido respeito ao PSTU, mas nenhum instituto faz levantamento de segundo turno com o candidato do partido, sendo notório que não tem chance de vitória e participa no pleito por outras razões ideológicas.

Como os pré-candidatos nem podem entrar com representação, quem entrou na justiça foi o PCdoB, já que os partidos têm o direito de acionar a justiça nestes casos, embora até a legitimidade deste partido seja bastante questionável, já que o PCdoB não tem pré-candidato ao governo e não poderia se sentir prejudicado em função da razão da matéria. Até as convenções, não é possível dizer que o PCdoB vai estar na coligação deste ou daquele candidato.

Decisão embargou pesquisa por não ter mais cenários de segundo turno. Assim, nenhuma pesquisa no Brasil poderia ser divulgada, pois todas deixam candidatos de fora deste levantamento.

Vale lembrar que este foi o único motivo da suspensão designado na decisão da desembargadora. Nenhuma das outras razões mencionadas pelo PCdoB foram acatadas.

Com esta situação tão frágil, a decisão deve ser derrubada no recurso do instituto Exata.

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