Após escândalo no Maranhão, Senado quer acabar com 14º e 15º para deputados

Regalias dos deputados maranhenses desengavetaram projeto.

Depois de dormir sem ser incomodado por mais de um ano na gaveta do Senado Federal, o projeto da então senadora e atual chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que prevê o fim do pagamento de 14º e 15º salários para deputados federais e senadores, vai à votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em 15 dias. Dentro de um mês, depois de passar pela Mesa Diretora, o término da regalia com dinheiro do povo será votado em plenário. A celeridade repentina tem nome e sobrenome: pressão da opinião pública e instauração de procedimento investigatório por parte da Receita Federal após denúncia do Correio. Além do rendimento extra, os senadores driblam o Leão e não pagam Imposto de Renda quando embolsam as remunerações adicionais.

Nos oito anos de mandato, o custo com o pagamento dos extras é de R$ 34,6 milhões. A Câmara dos Deputados gasta, em quatro anos, R$ 109,6 milhões. A garantia de que o tema será submetido a votação foi dada, no fim da tarde de ontem, pelo presidente da CAE, senador Delcídio do Amaral (PT-MS). Ele jura que nunca sofreu, durante todo esse tempo, nenhuma pressão de seus pares para atrasar o projeto e permitir por tempo indeterminado a continuidade da farra com patrocínio oficial. “Não empurrei o projeto com a barriga. Não tem essa de pressão. O problema é que, aqui, existe um acúmulo muito grande de projetos. Quando assumi a CAE, havia mais de 400 projetos acumulados. Hoje, temos 150. É muita coisa. O trabalho aqui é grande.”

Caso o projeto seja aprovado, será extensivo  as demais esferas do Parlamento. Com isso, acaba com o restante da farra dos deputados estaduais do Maranhão, que recebiam, desde 2006, 18 salários por ano. Após isso virar escândalo nacional, a Mesa da Casa anunciou o corte de três salários.

Com isso, os deputados maranhenses ainda continuam recebendo 15 salários por ano, enquanto os trabalhadores  só tem direito ao 13º.

Do Blog do Djalma Rodrigues.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.