Humberto Coutinho media reunião sobre o fechamento do Banco do Brasil em Parnarama

A reabertura da agência do Banco do Brasil no município de Parnarama foi o tema da reunião mediada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), nesta sexta-feira (18), entre as lideranças políticas da cidade e a Superintendência do Banco do Brasil no Maranhão. Os deputados estaduais Rafael Leitoa (PDT) e Carlinhos Florêncio (PHS), o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) e o presidente do Procon-MA, Duarte Júnior, também participaram do encontro, que teve como objetivo buscar uma solução para a situação.

Na última quarta-feira (16), vereadores, empresários, líderes comunitários, comerciantes, servidores públicos, aposentados, trabalhadores e produtores rurais entregaram ao presidente Humberto Coutinho um abaixo-assinado com mais de 1.500 assinaturas, pedindo a reabertura da agência do Banco do Brasil em Parnarama.

Segundo o parlamentar, Parnarama é uma cidade muito promissora, com um comércio razoável, além de ser uma nova fronteira agrícola, com investimentos na produção de soja e na pecuária. Coutinho também destacou que o município possui em torno de 34 mil habitantes, sendo 18 mil deles na sede da cidade e, por isso, não pode ficar sem uma agência bancária.

“Com o fechamento da agência do Banco do Brasil será um caos na cidade, pois ela gira em torno dele. Sabemos que não foi uma decisão tomada agora e pela Superintendência, mas em Brasília. Mas, conversando tudo se consegue alguma coisa. O deputado Rubens Júnior vai reunir em Brasília com os órgãos competentes e vamos trabalhar. O que não pode ficar é essa situação de Parnarama não ter uma agência bancária”, afirmou.

O principal argumento utilizado pelo banco para justificar o fechamento da agência foi a segurança pública. De acordo com a Superintendência, nos últimos 12 meses foram registrados três sinistros em Parnarama, sendo dois assaltos e uma explosão. A informação foi rebatida pelos vereadores presentes e pelo prefeito do município, Raimundo Silva, que informou que o último assalto registrado na cidade foi em 2015, mas frustrado.

“Eu tenho certeza que, se todo mundo se reunir, inclusive o banco, conseguiremos chegar a uma solução. Mas, o que eles querem é que a Prefeitura faça tudo, que é quem não tem dinheiro e está penalizada. Eles estão apresentando dados de 2015, mas já temos dados recentes de que nunca mais teve um assalto em Parnarama após medidas tomadas pelo município”, ressaltou o prefeito.

O deputado federal Rubens Pereira Júnior disse que essa situação de fechamento de agências não é uma exclusividade do município de Parnarama, mas que tem acontecido também em outras cidades, incluindo São Luís. O parlamentar garantiu que a bancada deverá se empenhar para mostrar para a administração superior do Banco do Brasil que as deficiências na segurança foram superadas e, por isso, não se justifica o fechamento da agência.

“O Governo do Estado criou uma superintendência especializada em combate a crimes de bancos, há um fortalecimento permanente das ações municipais, como a criação de guarda municipal, sistema de videomonitoramento e nada justifica o fechamento dessas agências. Sem Banco do Brasil nas cidades maranhenses nós temos menos dinheiro, menos circulação, menos programa de acesso ao crédito e, infelizmente, mais desigualdade econômica”, assinalou.

O superintendente do Banco do Brasil no Maranhão, Ingo Kobarg Júnior, informou que umas das propostas é transformar comerciantes em correspondentes bancários. “Nós já temos uma pré-disposição e o apoio deles de também serem correspondentes bancários do Banco do Brasil, porque isso melhora o atendimento para a população e também se criam alternativas para os locais onde se pode ser feito o saque de dinheiro”, assegurou.

Ao fim da reunião ficou acordado que a Superintendência do Banco do Brasil irá emitir um documento com uma série de itens de documentações a serem cumpridas pelo município de Parnarama. O documento será encaminhado para a administração superior do banco, em Brasília, na tentativa de reverter a situação.

“Como houve melhoria na segurança pública no estado, na região e temos também essa situação em que o prefeito se coloca à disposição, junto com a comunidade, de oferecer melhorias dentro da segurança pública, talvez a gente possa reverter. Não é uma decisão da superintendência, mas uma decisão que depende de Brasília, do colegiado do banco”, completou Ingo Kobarg Júnior.

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