Revoada de tucanos do PSDB fortalece reeleição de Flávio Dino

O vice-governador Carlos Brandão mostrou força política ao reunir quase a totalidade dos 30 prefeitos do PSDB em evento do seu novo partido, o PRB, na semana passada. A tendência, segundo os tucanos, é que o partido fique, no máximo, com um ou dois gestores municipais, já que os 27 presentes ao evento ratificaram a posição de sair da legenda.
Além dos prefeitos, os deputados estaduais Neto Evangelista e Sérgio Frota devem deixar o PSDB, assim como o suplente Marcos Caldas. A debandada tucana após o golpe do senador Roberto Rocha, novo presidente do partido, vai fortalecer ainda mais o campo de alianças do governador Flávio Dino, já que os dissidentes migrarão para legendas que apoiam o atual projeto de mudanças para o Maranhão.
Inerte até o momento por estar de férias em Miami, Roberto Rocha terá trabalho para honrar com a garantia de que para cada prefeito que saísse do PSDB, ele iria filiar um novo.
Carlos Brandão, por sua vez, segue se movimentando e se viabilizando, cada vez mais, para continuar como vice-governador. Se esse for seu desejo, ele tem mostrado reunir todas as condições para a tarefa, já que, mesmo com a inesperada decisão da Executiva Nacional do PSDB de interferir no diretório estadual para atender aos caprichos de Roberto Rocha, Brandão mostra que sai maior do que o próprio partido tucano no Maranhão.
A revoada de tucanos maranhenses para outros partidos fortalece, e muito, o projeto de reeleição de Flávio Dino. E mostra o compromisso e parceria dos prefeitos com o governador e o vice-governador.

E agora, Roberto Rocha? Brandão leva 27 dos 30 prefeitos do PSDB a evento do PRB

Em café da manhã realizado nesta quarta-feira (10/01), o vice-governador Carlos Brandão e o presidente do PRB no Maranhão, Cléber Verde, ratificaram a parceria que levará o ex-presidente do PSDB para o partido republicano. O ato contou com a participação de 27 dos 30 prefeitos tucanos do estado e confirma o esvaziamento previsto após o senador Roberto Rocha tomar a força o partido.

A força demonstrada por Carlos Brandão ao levar a grande maioria dos prefeitos para o evento do seu novo partido, além de vice-prefeitos e vereadores, é um recado claro para a direção nacional do PSDB, que chancelou o nome de Roberto Rocha em substituição ao vice-governador no controle da legenda no Maranhão.

A ação mostra também a debandada de prefeitos tucanos do partido, que pode sair de segundo maior no Maranhão para um dos menores do estado. A insatisfação demonstrada pela interferência nacional no tucanato maranhense pode custar caro para as pretensões nacionais do PSDB com a candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a presidência.

Se conseguir tirar mesmo, como previsto, todos esses prefeitos do PSDB, Carlos Brandão dará uma resposta à altura com a manobra realizada por Roberto Rocha para tirá-lo da presidência do partido. E de quebra acabará com todos os planos do senador no Maranhão.

Agora é esperar para ver como Roberto Rocha vai se movimentar nesse jogo. Por enquanto, Brandão está muito próximo de um xeque-mate.

Pouso de Roberto Rocha no ninho tucano fracassou

Sem lideranças, Roberto Rocha assume o PSDB apenas no papel

O senador Roberto Rocha pousou definitivamente no ninho do PSDB do Maranhão na manhã desta sexta-feira (22). Em evento esvaziado e sem a presenças de representatividades políticas, RR demonstrou fraca articulação política e a única saída para gerar notícia foi ter que se referir ao governador Flávio Dino.

O esvaziado evento é um prenúncio de como deve ficar o PSDB no Maranhão. Prefeitos e deputados já anunciaram ou que deixarão a legenda ou que, mesmo se mantendo na sigla, continuarão apoiando Flávio Dino em 2018.

Em sua chegada, a única coisa que gerou notícia foi a referência que Roberto Rocha fez ao deputado federal José Reinaldo. Para ele, por tudo que fez no passado, o parlamentar merece a outra vaga de senador nas eleições de 2018 no campo político de Dino. Asa de Avião chegou, inclusive, a convidar José Reinaldo para integrar a sua chapa no ano que vem.

Impressionante é a incoerência de Roberto Rocha, que reconhece o papel de José Reinaldo nas últimas eleições, e diz que todos têm uma dívida com ele, mas foi capaz de trair Flávio Dino, o grande responsável por lhe eleger ao Senado Federal.

É cada uma. Por essas e por outras que o desembarque de Asa de Avião no ninho tucano foi um verdadeiro fracasso.

Depois de tomar PSDB, Roberto Rocha foca em PPS e PSB

O senador Roberto Rocha não para de se movimentar para tomar legendas de gabarito alto que estão na aliança do governador Flávio Dino. Embora a engenharia seja difícil, Roberto Rocha trabalha diuturnamente para tomar mais dois partidos grandes do campo dinista após ser alçado presidente estadual do PSDB. São eles o PPS e o PSB.

Rocha já teve conversas com o presidente nacional do PPS, Roberto Freire e tenta convencê-lo da viabilidade de seu projeto para que interceda no Maranhão colocando o PPS em sua coligação. A articulação iria de encontro ao projeto do partido estadual, já que a deputada Eliziane Gama, está se fortalecendo a cada dia o nome como pré-candidata a senadora na chapa do governador Flávio Dino.

Embora muitos socialistas maranhenses desdenhem, é bom abrir os olhos. Hoje, a turma de Pernambuco controla o partido dando suporte ao presidente estadual no Maranhão Luciano Leitoa e ao projeto de reeleição de Flávio Dino. Mas o jogo continua e não é tão fácil quanto parece. A eleição nacional do partido é só em março de 2018 e o vice-governador de São Paulo, Mário França, não jogou a toalha. Até porque Geraldo Alckmin sonha em ter o partido na sua coligação para a presidência da República.

Caso Mário França vença, Rocha já está articulando para que o comando do PSB no Maranhão fique com a deputada federal Luana Alves. Vale lembrar que o marido de Luana, ex-prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves, foi quem levou Roberto Rocha para o PSB em 2012. Com Luana no comando do partido, estaria assegurada  a aliança com o PSDB.

Pode até não ser fácil Roberto conseguir fechar os acordos, mas ele não para de articular. Não será por falta de aviso…

 

Roberto Rocha entra em um PSDB rachado e tem candidatura indefinida

Nem bem ingressou no PSDB, Roberto Rocha já vê no partido um racha após a troca de ofensas entre o vice-presidente da legenda, Alberto Goldman, e o prefeito de São Paulo, João Dória. Depois de sair enxotado pela cúpula nacional do PSB, o senador Asa de Avião desembarcou em um ninho em que a confusão predomina em todas as esferas.

Neste final de semana, o tucano Arthur Virgílio (AM), prefeito de Manaus que anunciou a intenção de ser candidato a presidente, diz que o PSDB está “mais que rachado”. Segundo ele, o estado do partido é “petrificado”. A legenda “vive certos mitos como o de que as denúncias de corrupção atingiram os partidos ao redor, mas não ele mesmo”.

Com isso, já são três os pré-candidatos do partido à presidência pelo PSDB. Além de Virgílio e Dória, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, maior entusiasta da filiação de Roberto Rocha ao partido.

Diante deste cenário, o maranhense vê sua candidatura ao governo do Maranhão cada vez mais incerta. Ele, aliás, prova – com mais essa confusão – que tem chamariz tumultos partidários, como os que conviveu no PSB a nível local e estadual.

Pelo visto, Roberto Rocha não terá vida fácil na sua obsessiva empreitada em chegar ao Palácio dos Leões. A bagunça do PSDB nacional pode mudar os rumos do partido à nível local e enfraquecer a candidatura do senador.

Apoio do PSDB estadual ele já não tem…

Único deputado do PSDB na AL elogia gestão de Edivaldo

seregiofrotaA pré-candidatura de Eliziane Gama (PPS) continua com pilares políticos enfraquecidos. O PSDB, que declarou apoio a Eliziane e deve indicar o vice da chapa, está longe de uma unidade. O secretário estadual de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista, não apoia a candidatura e disse que o PSDB “se apequenou” com a aliança.

O acordo PSDB-PPS mostrou mais fragilidade nesta segunda-feira (20). Foi a vez do deputado estadual Sérgio Frota (PSDB), único representante da legenda que está no parlamento estadual, também demonstrou a insatisfação com o rumo do tucanato na capital. Sérgio eloigou a gestão do principal adversário de Eliziane: o prefeito Edivaldo.

“Independente de ideologias partidárias, devemos discutir o que é melhor para a cidade. Sei que o prefeito tem condições, até por que está há quase quatro anos e conhece bastante a máquina”, considerou o tucano.

Sérgio Frota destacou ainda a postura do prefeito em relação ao orçamento público de São Luís e elogiou sua atuação ao administrar a cidade. “Nós vivemos uma conjuntura econômica complicada, em decorrência da conjuntura política que também é adversa e qualquer gestor, municipal ou estadual, vai ter dificuldades”, disse.

Frota elogiou ainda a licitação do transporte público, reconhecendo o certame como um feito histórico da gestão Edivaldo Holanda Júnior e como um grande avanço para São Luís na área de mobilidade urbana.

Vereador tucano com Edivaldo?

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Parece que os vereadores do PSDB não estão tão alinhados assim com a pré-candidata, Eliziane Gama (PPS), apoiada pelos tucanos. Neste final de semana, o vereador Josué Pinheiro (PSDB) participou ao lado do prefeito Edivaldo (PDT) de inauguração de obras no São Raimundo e fez questão de estar bem à frente (ao lado do prefeito) durante o ato.

Embora a cúpula tucana tenha promovido um almoço com os vereadores para demonstrar unidade, quem conhece os corredores da Câmara Municipal de São Luís, sente há algumas semanas o incômodo dos vereadores do partido com a aliança que estava para se concretizar.

O PSDB tem a maior bancada da Casa ao lado do PDT com quatro vereadores. A reeleição de quatro, mesmo coligado, é muito difícil. E com uma eleição difícil, ninguém quer assumir postura de oposição e triplicar a dificuldade faltando quase quatro meses para a eleição.

Tucanos reclamam de Eliziane sendo enfiada goela abaixo: “humilhante”

chicovianaTucanos com importância na sigla já começam a reclamar da forma como a pré-candidatura de Eliziane Gama está sendo enfiada “goela abaixo” para os filiados. O ex-vereador Chico Viana afirmou nas redes sociais que pretende se lançar pré-candidato a prefeito e que a decisão só deveria ser tomada na convenção do partido.

“Quem decide é a convenção do partido, da qual faço parte e nela vou me lançar candidato. Se for derrotado é outra coisa”,afirmou.

Para Viana, é uma humilhação para um partido do tamanho do PSDB definir seu apoio com tanta antecedência e não possuir em seus quadros alguém com capacidade de gerir a cidade. “Acho humilhante o partido já decidir que não tem na sigla ninguém capaz de gerir São Luís”.

O encontro do fechamento entre Eliziane e PSDB

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Os presidentes nacionais de PSDB e PPS, Aécio Neves e Roberto Freire, deram suas bênçãos à aliança dos dois partidos nas eleições municipais de São Luís este ano. Os tucanos de alta plumagem no estado Carlos Brandão, João Castelo e Pinto Itamaraty referendaram a aliança, que, consequentemente, garante a vaga de vice na chapa para o PSDB.

Preocupação com queda

Tanto os tucanos quanto a direção nacional do PPS mostraram grande preocupação com a tendência de queda de Eliziane nas pesquisas. A terceira via das eleições de São Luís tem ganhado corpo e tomado votos exatamente da pré-candidata de PSDB-PPS. Essa tendência está preocupando a cúpula que estuda meios de estancar a sangria de votos.

Vice

Os tucanos foram comedidos nas conversas com relação a vice. “Temos 50 dias”, disse Brandão. Mas é fato que o nome de Pinto Itamaraty é o mais forte para o posto. Ficou aberto para novas negociações e ainda não estão descartados outros nomes. A quem defenda o nome do vereador José Joaquim, histórico no partido, que tem uma reeleição muito difícil.

Neto Evangelista e Castelo

A avaliação dos tucanos é que seus dois pré-candidatos tinham problemas opostos. Neto Evangelista ia muito bem nas pesquisas qualitativas e mal nas quantitativas. Já Castelo muito melhor nos números e péssimo nas quali. Assim, consideraram que as duas pré-candidaturas estavam inviáveis. Castelo já estava consciente da fragilidade da candidatura e apenas trabalhou para negociar com seus números debaixo do braço.

Já Neto Evangelista mantém a pré-candidatura. Ele almoçou com Pinto e Brandão horas antes da reunião definitiva com Eliziane. Depois, os encontrou em uma rápida conversa no salão verde no final da noite muito abatido. Porém, teve a garantia de que o acordo continua. Se conseguir melhorar suas números nas pesquisas quantitativas, reabre o canal de discussão.

O problema foi que Neto fez um acordo suicida. Manteria a pré-candidatura com a melhora nas quantitativas, o que de certo não ocorreria em curto prazo. E não deu outra: perdeu a aposta e teve que aceitar os termos do acordo.

Política maranhense em notas

PSDB já não esconde aliança

brandaoelizianeO PSDB já não esconde a aliança com a deputada federal Eliziane Gama. O vice-governador Carlos Brandão e presidente estadual do PSDB esteve em Brasília ao lado da deputada Eliziane. O acordo está fechado e os tucanos indicarão o vice na chapa de Eliziane, que deve ser o suplente de senador, Pinto Itamaraty. O anúncio oficial deverá ser na próxima semana. Castelo também está fechado com a popular-socialista. Já Neto Evangelista, deverá sofrer a rasteira do partido.

Brandão como ponte

carlosbrandaoPor falar em Brandão, além do próprio governador Flávio Dino, que já mostrou que terá diálogo com o novo governo, o vice-governador também demonstrou fundamental importância como interlocutor com os ministros tucanos. Esta semana o presidente do PSDB-MA esteve com o senador Aécio Neves, presidente nacional da sigla, e em visita de cortesia aos ministros tucanos José Serra e Bruno Araújo para ampliar e fortalecer esse debate. Segundo ele, irão colaborar muito com o governo dinista.

O “Papi” de Fufuquinha

fufuquinhaepapiO deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) durante sessão do Conselho de Ética nesta quinta-feira (19) revelou como o deputado maranhense André Fufuca (PP-MA) chama o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. Fufuquinha chama o presidente afastado de “papi” nos corredores do parlamento. O presidente do PP maranhense ficou uma fera com a revelação.e disse que Delgado é “um verdadeiro moleque” e “um exemplo de que até os canalhas envelhecem”. Ele retrucou afirmando que Fufuca não tem autoridade, nem representatividade para fazer essas acusações.

Greve não é por melhorias

educaçãoNão é por melhorias a categoria que o Sindicato exige a greve dos professores de São Luís. Afinal, dificuldades existem, mas melhorias já foram realizadas pela gestão Edivaldo Holanda Júnior aos professores. Ao longo da gestão Edivaldo, o aumento salarial oferecido aos professores já soma 28,43%. Também foram implantados mais de 11 mil direitos estatutários para a categoria – o maior programa de implantação de direitos na história do estatuto do magistério.

Intransigência e política

Ao que tudo indica, é intransigente a atitude do Sindicato dos Professores de São Luís em deflagrar uma greve em plena crise financeira. Dos 11,36% exigidos de aumento, a Prefeitura já garantiu 10,7% em contrapartida. Uma eventual greve de professores nesse contexto seria motivada mais pela disputa interna e política entre os dois grupos do que pelo efetivo interesse em garantir direitos e bons salários aos professores.

Manutenção de políticas sociais

SUAS 2O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) entrou na briga pela manutenção de políticas sociais no governo Temer. O líder da bancada do PDT recebeu representantes do Fonseas, Congemas, CNAs e Funasuas, órgãos que integram o sistema de Assistência Social do país. Em pauta, a grande preocupação com o iminente desmonte do Sistema Único de Assistência Social (Suas) que o governo interino de Michel Temer avalia realizar seguindo o discurso do Estado Mínimo. “O discurso do Estado Mínimo e de enxugar a máquina, não pode colocar de lado a visão social que incluiu milhões de brasileiros”, afirmou.