Com ameaça de renúncias, chapa de deputados do PSDB pode cair completa por não cumprir cota de gênero

Roberto tranca o cofre, candidatos ameaçam renunciar e PSDB pode ter chapa proporcional cassada por não cumprir cota de gênero

A crise pelo fundo de campanha do PSDB chegou ao nível extremo. Há alguns dias, candidatos estão reclamando muito nos bastidores que o presidente do partido e candidato a governador Roberto Rocha monopolizou os recursos e não repassa o valor combinado para os candidatos proporcionais.

Na última quarta-feira (5), um grupo de candidatos protocolou manifesto pedindo a solução do problema em caráter de urgência ou iriam renunciar às candidaturas. Os candidatos afirmam no manifesto que acreditaram “na boa-fé, em promessas das lideranças partidárias”.

“Estamos com a nossa campanha na rua da amargura, penalizados e humilhados pela injusta repartição do fundo partidário, que privilegia uns, em detrimento de outros, impedindo paridade mínima de armas”.

Os candidatos ameaçam que se não houver mudança na política de distribuição, não restará outra saída, senão a renúncia das candidaturas.

Mas a renúncia destes não significa somente perda de candidatos, mas pode significar a perda de todos os candidatos proporcionais do PSDB. A lei estabelece que cada partido ou coligação deverá preencher o mínimo de 30% de candidaturas de cada gênero, na prática, pelo menos 30% de mulheres.

O PSDB não coligou com outro partido para estadual. Assim, com 36 candidatos, ele possui hoje 12 mulheres. Dos 13 candidatos que assinaram o manifesto e ameaçam sair, 7 são mulheres. Assim, o partido passaria a ter 23 candidato e somente 5 mulheres. Para cumprir a cota, deveria ter pelo menos 7.

Com a provável renúncia das candidatas, o PSDB passaria a não cumprir a cota de gênero e o Ministério Público Eleitoral deverá acionar a legenda derrubando a chapa e caindo por terra todos os candidatos a deputado.

O problema que Roberto Rocha tem criado para o partido ao ficar com toda a verba de campanha é maior do que o que está visto à superfície.

Aliás, para onde está indo o dinheiro? Alguém tem visto algum material de campanha de Roberto Rocha pela rua? Por enquanto nada..

Ameaçam renunciar a candidatura:

Adalgisa Soares Alves;
Antonio da S. Rodrigues;
Bartolomeu Barbosa de Sousa;
Eliseu Antonio de Holanda Filho;
Francisco das Chagas Oliveira Santos;
Francisvaldo Mendes Cruz;
Herlani José Santos Ribeiro;
Maria de Fátima Castelo Branco Pinho;
Maria Estela Lages Sousa;
Nadjaranny Reis de Sousa Oliveira;
Jacilene dos Santos Serejo;
Tânia Cristina Santana;
Larah Dana.

Revoada de tucanos do PSDB fortalece reeleição de Flávio Dino

O vice-governador Carlos Brandão mostrou força política ao reunir quase a totalidade dos 30 prefeitos do PSDB em evento do seu novo partido, o PRB, na semana passada. A tendência, segundo os tucanos, é que o partido fique, no máximo, com um ou dois gestores municipais, já que os 27 presentes ao evento ratificaram a posição de sair da legenda.
Além dos prefeitos, os deputados estaduais Neto Evangelista e Sérgio Frota devem deixar o PSDB, assim como o suplente Marcos Caldas. A debandada tucana após o golpe do senador Roberto Rocha, novo presidente do partido, vai fortalecer ainda mais o campo de alianças do governador Flávio Dino, já que os dissidentes migrarão para legendas que apoiam o atual projeto de mudanças para o Maranhão.
Inerte até o momento por estar de férias em Miami, Roberto Rocha terá trabalho para honrar com a garantia de que para cada prefeito que saísse do PSDB, ele iria filiar um novo.
Carlos Brandão, por sua vez, segue se movimentando e se viabilizando, cada vez mais, para continuar como vice-governador. Se esse for seu desejo, ele tem mostrado reunir todas as condições para a tarefa, já que, mesmo com a inesperada decisão da Executiva Nacional do PSDB de interferir no diretório estadual para atender aos caprichos de Roberto Rocha, Brandão mostra que sai maior do que o próprio partido tucano no Maranhão.
A revoada de tucanos maranhenses para outros partidos fortalece, e muito, o projeto de reeleição de Flávio Dino. E mostra o compromisso e parceria dos prefeitos com o governador e o vice-governador.

E agora, Roberto Rocha? Brandão leva 27 dos 30 prefeitos do PSDB a evento do PRB

Em café da manhã realizado nesta quarta-feira (10/01), o vice-governador Carlos Brandão e o presidente do PRB no Maranhão, Cléber Verde, ratificaram a parceria que levará o ex-presidente do PSDB para o partido republicano. O ato contou com a participação de 27 dos 30 prefeitos tucanos do estado e confirma o esvaziamento previsto após o senador Roberto Rocha tomar a força o partido.

A força demonstrada por Carlos Brandão ao levar a grande maioria dos prefeitos para o evento do seu novo partido, além de vice-prefeitos e vereadores, é um recado claro para a direção nacional do PSDB, que chancelou o nome de Roberto Rocha em substituição ao vice-governador no controle da legenda no Maranhão.

A ação mostra também a debandada de prefeitos tucanos do partido, que pode sair de segundo maior no Maranhão para um dos menores do estado. A insatisfação demonstrada pela interferência nacional no tucanato maranhense pode custar caro para as pretensões nacionais do PSDB com a candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a presidência.

Se conseguir tirar mesmo, como previsto, todos esses prefeitos do PSDB, Carlos Brandão dará uma resposta à altura com a manobra realizada por Roberto Rocha para tirá-lo da presidência do partido. E de quebra acabará com todos os planos do senador no Maranhão.

Agora é esperar para ver como Roberto Rocha vai se movimentar nesse jogo. Por enquanto, Brandão está muito próximo de um xeque-mate.

Pouso de Roberto Rocha no ninho tucano fracassou

Sem lideranças, Roberto Rocha assume o PSDB apenas no papel

O senador Roberto Rocha pousou definitivamente no ninho do PSDB do Maranhão na manhã desta sexta-feira (22). Em evento esvaziado e sem a presenças de representatividades políticas, RR demonstrou fraca articulação política e a única saída para gerar notícia foi ter que se referir ao governador Flávio Dino.

O esvaziado evento é um prenúncio de como deve ficar o PSDB no Maranhão. Prefeitos e deputados já anunciaram ou que deixarão a legenda ou que, mesmo se mantendo na sigla, continuarão apoiando Flávio Dino em 2018.

Em sua chegada, a única coisa que gerou notícia foi a referência que Roberto Rocha fez ao deputado federal José Reinaldo. Para ele, por tudo que fez no passado, o parlamentar merece a outra vaga de senador nas eleições de 2018 no campo político de Dino. Asa de Avião chegou, inclusive, a convidar José Reinaldo para integrar a sua chapa no ano que vem.

Impressionante é a incoerência de Roberto Rocha, que reconhece o papel de José Reinaldo nas últimas eleições, e diz que todos têm uma dívida com ele, mas foi capaz de trair Flávio Dino, o grande responsável por lhe eleger ao Senado Federal.

É cada uma. Por essas e por outras que o desembarque de Asa de Avião no ninho tucano foi um verdadeiro fracasso.

Depois de tomar PSDB, Roberto Rocha foca em PPS e PSB

O senador Roberto Rocha não para de se movimentar para tomar legendas de gabarito alto que estão na aliança do governador Flávio Dino. Embora a engenharia seja difícil, Roberto Rocha trabalha diuturnamente para tomar mais dois partidos grandes do campo dinista após ser alçado presidente estadual do PSDB. São eles o PPS e o PSB.

Rocha já teve conversas com o presidente nacional do PPS, Roberto Freire e tenta convencê-lo da viabilidade de seu projeto para que interceda no Maranhão colocando o PPS em sua coligação. A articulação iria de encontro ao projeto do partido estadual, já que a deputada Eliziane Gama, está se fortalecendo a cada dia o nome como pré-candidata a senadora na chapa do governador Flávio Dino.

Embora muitos socialistas maranhenses desdenhem, é bom abrir os olhos. Hoje, a turma de Pernambuco controla o partido dando suporte ao presidente estadual no Maranhão Luciano Leitoa e ao projeto de reeleição de Flávio Dino. Mas o jogo continua e não é tão fácil quanto parece. A eleição nacional do partido é só em março de 2018 e o vice-governador de São Paulo, Mário França, não jogou a toalha. Até porque Geraldo Alckmin sonha em ter o partido na sua coligação para a presidência da República.

Caso Mário França vença, Rocha já está articulando para que o comando do PSB no Maranhão fique com a deputada federal Luana Alves. Vale lembrar que o marido de Luana, ex-prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves, foi quem levou Roberto Rocha para o PSB em 2012. Com Luana no comando do partido, estaria assegurada  a aliança com o PSDB.

Pode até não ser fácil Roberto conseguir fechar os acordos, mas ele não para de articular. Não será por falta de aviso…

 

Roberto Rocha entra em um PSDB rachado e tem candidatura indefinida

Nem bem ingressou no PSDB, Roberto Rocha já vê no partido um racha após a troca de ofensas entre o vice-presidente da legenda, Alberto Goldman, e o prefeito de São Paulo, João Dória. Depois de sair enxotado pela cúpula nacional do PSB, o senador Asa de Avião desembarcou em um ninho em que a confusão predomina em todas as esferas.

Neste final de semana, o tucano Arthur Virgílio (AM), prefeito de Manaus que anunciou a intenção de ser candidato a presidente, diz que o PSDB está “mais que rachado”. Segundo ele, o estado do partido é “petrificado”. A legenda “vive certos mitos como o de que as denúncias de corrupção atingiram os partidos ao redor, mas não ele mesmo”.

Com isso, já são três os pré-candidatos do partido à presidência pelo PSDB. Além de Virgílio e Dória, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, maior entusiasta da filiação de Roberto Rocha ao partido.

Diante deste cenário, o maranhense vê sua candidatura ao governo do Maranhão cada vez mais incerta. Ele, aliás, prova – com mais essa confusão – que tem chamariz tumultos partidários, como os que conviveu no PSB a nível local e estadual.

Pelo visto, Roberto Rocha não terá vida fácil na sua obsessiva empreitada em chegar ao Palácio dos Leões. A bagunça do PSDB nacional pode mudar os rumos do partido à nível local e enfraquecer a candidatura do senador.

Apoio do PSDB estadual ele já não tem…

Único deputado do PSDB na AL elogia gestão de Edivaldo

seregiofrotaA pré-candidatura de Eliziane Gama (PPS) continua com pilares políticos enfraquecidos. O PSDB, que declarou apoio a Eliziane e deve indicar o vice da chapa, está longe de uma unidade. O secretário estadual de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista, não apoia a candidatura e disse que o PSDB “se apequenou” com a aliança.

O acordo PSDB-PPS mostrou mais fragilidade nesta segunda-feira (20). Foi a vez do deputado estadual Sérgio Frota (PSDB), único representante da legenda que está no parlamento estadual, também demonstrou a insatisfação com o rumo do tucanato na capital. Sérgio eloigou a gestão do principal adversário de Eliziane: o prefeito Edivaldo.

“Independente de ideologias partidárias, devemos discutir o que é melhor para a cidade. Sei que o prefeito tem condições, até por que está há quase quatro anos e conhece bastante a máquina”, considerou o tucano.

Sérgio Frota destacou ainda a postura do prefeito em relação ao orçamento público de São Luís e elogiou sua atuação ao administrar a cidade. “Nós vivemos uma conjuntura econômica complicada, em decorrência da conjuntura política que também é adversa e qualquer gestor, municipal ou estadual, vai ter dificuldades”, disse.

Frota elogiou ainda a licitação do transporte público, reconhecendo o certame como um feito histórico da gestão Edivaldo Holanda Júnior e como um grande avanço para São Luís na área de mobilidade urbana.

Vereador tucano com Edivaldo?

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Parece que os vereadores do PSDB não estão tão alinhados assim com a pré-candidata, Eliziane Gama (PPS), apoiada pelos tucanos. Neste final de semana, o vereador Josué Pinheiro (PSDB) participou ao lado do prefeito Edivaldo (PDT) de inauguração de obras no São Raimundo e fez questão de estar bem à frente (ao lado do prefeito) durante o ato.

Embora a cúpula tucana tenha promovido um almoço com os vereadores para demonstrar unidade, quem conhece os corredores da Câmara Municipal de São Luís, sente há algumas semanas o incômodo dos vereadores do partido com a aliança que estava para se concretizar.

O PSDB tem a maior bancada da Casa ao lado do PDT com quatro vereadores. A reeleição de quatro, mesmo coligado, é muito difícil. E com uma eleição difícil, ninguém quer assumir postura de oposição e triplicar a dificuldade faltando quase quatro meses para a eleição.

Tucanos reclamam de Eliziane sendo enfiada goela abaixo: “humilhante”

chicovianaTucanos com importância na sigla já começam a reclamar da forma como a pré-candidatura de Eliziane Gama está sendo enfiada “goela abaixo” para os filiados. O ex-vereador Chico Viana afirmou nas redes sociais que pretende se lançar pré-candidato a prefeito e que a decisão só deveria ser tomada na convenção do partido.

“Quem decide é a convenção do partido, da qual faço parte e nela vou me lançar candidato. Se for derrotado é outra coisa”,afirmou.

Para Viana, é uma humilhação para um partido do tamanho do PSDB definir seu apoio com tanta antecedência e não possuir em seus quadros alguém com capacidade de gerir a cidade. “Acho humilhante o partido já decidir que não tem na sigla ninguém capaz de gerir São Luís”.

O encontro do fechamento entre Eliziane e PSDB

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Os presidentes nacionais de PSDB e PPS, Aécio Neves e Roberto Freire, deram suas bênçãos à aliança dos dois partidos nas eleições municipais de São Luís este ano. Os tucanos de alta plumagem no estado Carlos Brandão, João Castelo e Pinto Itamaraty referendaram a aliança, que, consequentemente, garante a vaga de vice na chapa para o PSDB.

Preocupação com queda

Tanto os tucanos quanto a direção nacional do PPS mostraram grande preocupação com a tendência de queda de Eliziane nas pesquisas. A terceira via das eleições de São Luís tem ganhado corpo e tomado votos exatamente da pré-candidata de PSDB-PPS. Essa tendência está preocupando a cúpula que estuda meios de estancar a sangria de votos.

Vice

Os tucanos foram comedidos nas conversas com relação a vice. “Temos 50 dias”, disse Brandão. Mas é fato que o nome de Pinto Itamaraty é o mais forte para o posto. Ficou aberto para novas negociações e ainda não estão descartados outros nomes. A quem defenda o nome do vereador José Joaquim, histórico no partido, que tem uma reeleição muito difícil.

Neto Evangelista e Castelo

A avaliação dos tucanos é que seus dois pré-candidatos tinham problemas opostos. Neto Evangelista ia muito bem nas pesquisas qualitativas e mal nas quantitativas. Já Castelo muito melhor nos números e péssimo nas quali. Assim, consideraram que as duas pré-candidaturas estavam inviáveis. Castelo já estava consciente da fragilidade da candidatura e apenas trabalhou para negociar com seus números debaixo do braço.

Já Neto Evangelista mantém a pré-candidatura. Ele almoçou com Pinto e Brandão horas antes da reunião definitiva com Eliziane. Depois, os encontrou em uma rápida conversa no salão verde no final da noite muito abatido. Porém, teve a garantia de que o acordo continua. Se conseguir melhorar suas números nas pesquisas quantitativas, reabre o canal de discussão.

O problema foi que Neto fez um acordo suicida. Manteria a pré-candidatura com a melhora nas quantitativas, o que de certo não ocorreria em curto prazo. E não deu outra: perdeu a aposta e teve que aceitar os termos do acordo.