Política maranhense em notas

O simbólico encontro de Flávio e Sarney Filho

Não se falou em outra coisa nesta quarta-feira (9). De fato, é uma imagem muito simbólica o governador Flávio Dino ao lado do ministro Sarney Filho. Os dois pareceram muito à vontade nas imagens. O fato mais relevante é o simbolismo de que política é política e gestão é gestão. Foram entregues mil casas para famílias de Coroatá e Sarney Filho estava lá representando o governo federal. Flávio não iria sair por conta da presença ou fazer cara feia em um evento importante para os coroataenses. Na hora da política, cada um para um lado. Na gestão, é possível convivência pacífica.

E por onde andam os Murad?

O Clã Murad, que dominou o município de Coroatá por muitos anos, simplesmente sumiu. Em um dia de grande festa na cidade, nem Ricardo Murad, Tereza ou a deputada Andrea estiveram no município. A vergonha parece ser grande depois de tantos anos de abandono da cidade controlada pela família.

A verdadeira perseguição

Os Sarneys gostam de reafirmar como um mantra que o governador Flávio Dino é perseguidor. O fato de estar ao lado de Sarney Filho, ter recebido Edison Lobão no Palácio dos Leões mostra um tratamento leal e cortês com adversários. Amanhã virá à tona uma bomba que mostra quem realmente persegue adversários políticos de forma implacável.

Modelo que beneficia caciques

Os líderes no Congresso praticamente já fecharam questão para aprovar o modelo de voto Distritão para deputados federais, deputados estaduais e vereadores. Nesta fórmula, os mais votados são os eleitos independente do partido. Assim, é muito mais fácil a reeleição de quem já está no poder. E pior, o modelo tende a ter aceitação da população, que em geral, acha justo que os mais votados sejam eleitos. O problema é a falta de oportunidade para aumentar a representatividade e diversificar as ideologias. No Distritão, o poder econômico e político falará ainda mais alto.

Municípios agora têm limites concretos

O Governo do Estado publicou em Diário Oficial a sanção das três leis que regulamentam os limites territoriais dos quatro municípios da Ilha de São Luís. O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (9), para destacar o marco na história do Maranhão. A questão estava posta há mais de trinta anos, e ninguém conseguia resolver. Presidida pelo socialista, a Comissão de Assuntos Municipais definiu o tema como prioridade para o ano de 2017 e resolveu o problema em menos de seis meses.

Confusão no Senado

A confusão foi feia entre os senadores  Lindbergh Farias (PT-RJ), Sérgio Petecão (PSD-AC) e João Alberto (PMDB-MA) durante sessão da comissão de Ética do Senado para decidir sobre punição para as seis senadoras que protestaram na mesa diretora. Lindbergh protestou duramente com dedo em riste contra o Carcará. Mas interessante na cena também foi a postura de estátua de Roberto Rocha bem ao lado da confusão com os braços cruzados.

Cadê a liderança?

A ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, que deverá ser laranja de Roseana Sarney nas eleições de 2018, tenta de todas as formas vender a ideia de é grande liderança e tem cacife para ser candidata a governadora. Mas parece que seu partido não a considera assim. As inserções do Podemos começaram a circular nas emissoras de TV e nem sinal da aparição de Maura. Prestígio zero.

Parado no tempo, Clã Sarney não conseguiu construir novas lideranças

Mais do mesmo: Chapa do Clã Sarney sairá dos mesmos nomes que sempre estiveram nos principais cargos. O resultado o maranhense já sabe…

O anúncio de Edison Lobão de que irá buscar a reeleição, transforma a provável chapa do Clã Sarney em uma feira de antiguidades constituído das figuras arcaicas que sempre disputaram as eleições pela legenda. Mesmo com 50 anos de poder (com raros intervalos), o Clã não foge da mesmice da velha guarda dos Sarneys e Lobãos. Sequer as novas gerações das famílias conseguem espaço.

Edison Lobão anunciou que irá mesmo ser candidato à reeleição. Caso eleito, Lobão começará o mandato com 82 anos e encerrará com 90 anos. Um mandato que hoje já é insípido, imaginem para um quase nonagenário.

O deputado federal Sarney Filho diz que não abre mão da candidatura ao senado, embora saiba que é muito complicado uma chapa familiar com ele candidato a Senador e Roseana candidata a governador. Pela segunda vez como ministro do Meio Ambiente sem nenhum benefício para o Maranhão, Sarney é deputado federal há muitos anos e também foi coordenador da bancada maranhense por muito tempo, sempre com a marca de uma bancada dispersa e com o Maranhão perdendo todos os seus interesses no Congresso.

João Alberto finge que não se importa muito em ser escanteado. Mas o velho Carcará não venderá barato uma abdicação de candidatura, já que tem a prioridade de ser candidato à reeleição. Caso Roseana não seja candidata, o nome mais provável para assumir uma candidatura ao governo pelo Clã é de João Alberto. Caso contrário, não pode ser descartado o Carcará como candidato a Senador e quem ficaria fora seria Sarney Filho para evitar a chapa familiar.

Por fim, a provável candidatura de Roseana ao governo é o retrato claro de que o grupo não conseguiu evoluir e apresentar algo de novo para o sociedade. Mais uma vez Roseana, que já governou o Maranhão por quatro vezes (sendo uma no tapetão e outras de eleições bem duvidosas quando não existia o voto eletrônico). Mais uma vez Roseana pode ser candidata como se tudo que pudesse ter feito de bom e de ruim não já tivesse feito durante todos estes anos.

O modelo oligárquico de perpetuação de poder não permite ao Clã sequer deixar espaço para que membros mais jovens do grupo possam ascender, trazer ideias diferentes e oxigenar a própria política do Estado. Os nomes apresentados pelo Clã mostram exatamente o estilo do grupo: centralizador, coronelista e apego pessoal ao poder.

Política maranhense em notas

Dinheiro de Aragão no dia do evento de Sarney Filho

Chama atenção o fato do dono do IDAC, Dr. Aragão, ter posto as mãos em R$ 90 mil em dinheiro vivo justamente no dia do evento de lançamento da pré-candidatura de Sarney Filho ao Senado. Há uma semana estourou a Operação Rêmora, e no mesmo dia ocorria o evento com lideranças políticas e a presença de Aluísio Mendes, que é tido como principal padrinho político do empresário preso.

Por onde anda Ricardo Murad?

Em meio à bomba do IDAC o ex-secretário de Saúde do Estado, Ricardo Murad, submergiu. Responsável pelos contratos milionários com OSCIPs e OSs que levaram a operação Sermão Aos Peixes, o ex-secretário está sumido das redes sociais e de aparições públicas. Muitos dizem que está escondido, porém, é fato que Murad passa por alguns problemas de saúde. De qualquer forma, o temor por uma delação de Aragão é grande.

Deu a lógica no TSE

Aconteceu o que todos esperavam ni Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A corte absolveu nesta sexta-feira (9), por 4 votos a 3, a ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer da acusação de abuso de poder político e econômico na campanha de 2014. A maioria dos ministros considerou que não houve lesão ao equilíbrio da disputa e, com isso, livrou Temer da perda do atual mandato e Dilma da inegibilidade por 8 anos. O voto que desempatou o julgamento foi o do ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, o último a se manifestar.

O preço do EMA

O empresário Fernando Sarney não sabe mais o que fazer com tanto prejuízo do jornal O Estado do Maranhão. Fernando tenta se desfazer do periódico a qualquer custo e mandou emissários oferecerem o jornal para ser arrendado por R$ 120 mil por mês. Já livra o que ele tem gasto para manter o xodó do pai, José Sarney. Vale lembrar que o jornal já esteve a um passo de fechar no ano passado mas Sarney insistiu na manutenção. Está difícil continuar segurando e Fernando não aguenta mais!

E tome partido!

Mais um dos diversos partidos que tentam registro no Brasil. O Partido do Pequeno e Microempresário Brasileiro – INOVA BRASIL busca registro e tem disparado emails no Maranhão para conseguir dirigentes que coletem as assinaturas necessárias. O presidente nacional é o Amarildo Gomes de Oliveira.

Evento de Sarney Filho deixa mais dúvidas do que certezas no Clã

Considerado o principal ato política da semana, o lançamento da pré-candidatura de Sarney Filho a Senador na noite desta sexta-feira (2) no Cass Eventos não entregou ao público o produto mais esperado: a convicção de que teremos uma chapa Roseana governadora, Sarney Filho Senador e uma coesão do grupo em torno deste núcleo.

O evento só gerou mais incertezas sobre como o Clã se posicionará e qual o grau de unidade é possível em torno dos principais caciques. O senador Edison Lobão não esteve presente. O Senador João Alberto compareceu de forma relâmpago e saiu sem fazer discurso. Foi a maior gafe quando o chefe de cerimônias chamou João Alberto para discursar e ele já tinha ido embora.

Havia muita expectativa sobre o anúncio de Roseana de que seria candidata a governadora para formar chapa familiar com o irmão. Não foi o que aconteceu. Roseana disse que continua indefinida. Falou rapidamente e deixou o salão.

O discurso gerou em torno do bom trânsito de Sarney Filho e a sua imagem limpa. Só que acabou ficou constrangedor para Roseana, que responde pelos crimes da Máfia da Sefaz e caso Constran. Afinal, se Sarney Filho tem vida limpa, quem não tem?

Prefeitos

A contar pelos prefeitos que abandonaram o Clã, havia até um número a considerar. Cerca de 20 prefeitos compareceram. Porém, alguns dizer votar em Flávio Dino para governador e Sarney Filho em uma das vagas para senador. O que mais chamou atenção foi a presença do prefeito de Chapadinha, Magno Bacelar. O “nota dez” foi o principal cão de guarda do grupo Sarney na Assembleia Legislativa e se elegeu prefeito em uma grande coalizão com dinistas capitaneada pelo deputado Levi Pontes (PCdoB). Agora, parece ter retornado ao antigo ninho. Tá vendo, Levi!

Roberto Rocha

Não. Roberto Rocha não esteve presente no evento. Mas chamou atenção a presença do seu braço na Câmara Municipal de São Luís, vereador Estêvão Aragão. O vereador do PSB fala abertamente que seu líder político é o Senador Roberto Rocha e seguirá as suas diretrizes nas eleições de 2018. A presença do vereador Rochista pode ser um sinal.

Baixadeiro

Como Sarney Filho sempre bem é votado na Baixada Maranhense, a estratégia foi engrossar o evento com políticos da região. O anfitrião do evento era o ex-prefeito de Pinheiro, Filuca Mendes, que irá coordenar a campanha de Sarney Filho.

Pré-candidatura de Sarney Filho ao Senado pode gerar divergência com Roseana

No próximo dia 2 de junho lideranças políticas do Maranhão realizarão ato que deve dar a largada a pré-candidatura do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV) ao Senado em 2018. O problema é que ao tentar uma vaga como senador, Zequinha – como também é chamado – pode acabar gerando conflito interno na família Sarney, já que sua irmã Roseana ainda não decidiu se vai disputar as eleições para o Senado ou para o governo do Estado.

Sarney Filho sempre teve suas candidaturas ‘rifadas’ pela oligarquia, sendo conhecido por ser o preterido na fila do seu grupo político e da sua família quando o assunto são eleições.

Por atualmente ser ministro, analistas acreditam que Zequinha tenha boas chances para 2018 e pode ser forte nome na disputa por uma vaga de senador.

Já a ex-governadora Roseana pode não ter muitas chances para enfrentar a boa aceitação popular obtida por Flávio Dino (PCdoB) desde 2014, quando assumiu o governo. Dino encerrou o primeiro biênio do seu mandato com mais de 60% de aprovação entre os maranhenses e chegou a ser listado por um site nacional entre os cinco governadores mais eficientes do país. Os bons resultados econômicos e fiscais apresentados pela gestão Dino em dois anos podem fazer a diferença e garantir com facilidade sua reeleição.

No entanto, caso Roseana Sarney desista de concorrer ao Governo e se lance ao Senado, muitos acreditam que ela certamente abocanharia uma das duas vagas de senador pelo Maranhão. O cenário mais provável é que Roseana repita o que vem fazendo nos últimos anos: puxar o tapete do irmão. A história revela isso.

Sarney Filho deveria ser o candidato do grupo Sarney ao governo do Maranhão em 2006, mas Roseana não aceitou a deliberação. Naquele ano ela se candidatou mas acabou derrotada por Jackson Lago. Pouco mais de dois anos de governo, Lago teve seu mandato cassado após Roseana articular juridicamente a saída do pdetista. De golpe pelo visto Roseana entende bem.

Sarney Filho será novamente rifado?

Caso esta seja a foto da chapa sarneysta em 2018, será mais um duro golpe em Sarney Filho

O blog do jornalista Marco Deça publicou uma interessante articulação para juntar em uma chapa Roseana Sarney (PMDB), Eduardo Braide (PMN), Maura Jorge (Podemos) e Sebastião Madeira (PSDB). Segundo a publicação, Braide seria candidato a governador, Maura a vice, Roseana e Madeira a Senador.

Como o jornalista tem amplo acesso a fontes do sarneysismo, a articulação parece ter rumo. E de fato, seria interessante em algum sentido para os quatro.

Eduardo Braide é uma incógnita e apostaria no fator “candidato apolítico” na disputa majoritária, mas ainda poderia sofrer do mesmo problema da eleição municipal de São Luís: seu discurso de novidade na política não se sustenta por ser de família de políticos e sempre estar na política. Além do processo que envolve a máfia de Anajatuba. Por outro lado, mesmo que perca a eleição, se credencia como nova liderança a nível estadual e primeiro da fila para 2022.

Será o ministro do Meio Ambiente preterido em uma disputa majoritária mais uma vez?

Para Maura Jorge, seria interessante em caso de vitória da chapa. Mas em uma campanha com ênfase para a dupla, pode ganhar algum destaque que a projete para algo futuro.

Mesmo sem chance alguma de se eleger, Sebastião Madeira finalmente realizaria seu sonho de ser candidato a Senador. A dificuldade será colocar o PSDB nesta chapa. Mas Madeira ainda pode buscar outro partido.

A mais beneficiada seria Roseana. Para muitos, uma candidatura de Roseana ao Senado implicaria em uma vaga reservada e a disputa seria pela outra vaga. A ex-governadora é forte candidata ao Senado. Roseana provavelmente garantiria oito anos de mandato e foro privilegiado (caso o benefício continue).

Mas o grande problema está no Senado. Sarney Filho é hoje o único pré-candidato oficial ao Senado do Clã Sarney, até com boas chances. Nos meios políticos, se fala em disputa acirrada entre Sarney Filho, Weverton Rocha e Zé Reinaldo por duas vagas. Mas parece que a história se repete de Zequinha ser golpeado pela irmã.

Como recordar é viver, vale lembrar que em um acordo entre Zé Reinaldo e José Sarney, Zequinha deveria ser o candidato a governador do Clã em 2006. Mas Roseana não aceitou. Numa reunião com o pai, Roseana gritou e disse que quem tinha voto era ela. Sarney, com medo da filha, disse que a ideia da candidatura de Sarney Filho foi de Zé Reinaldo. E Roseana passou a hostilizar o então governador nos meios de comunicação da família. Este foi o principal motivo do rompimento do então governador com o Clã Sarney. A história foi contada pelo próprio Zé Reinaldo em uma entrevista em 2006.

Mais uma vez, Roseana ensaia puxar o tapete do irmão que tem feito pré-campanha, está bem articulado e pode ter a candidatura tolida dentro de casa.

Auditoria responsabiliza ex-secretários de meio-ambiente por danos de R$ 16 milhões

Gestões de Victor Mendes e Genilde causaram danos ao erário, aponta auditoria

Gestões de Victor Mendes e Genilde causaram danos ao erário, aponta auditoria

Blog do Garrone – Auditoria Especial promovida pela Secretaria de Transparência e Controle na Secretaria Estadual de Meio-Ambiente, entre 1° de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2014, apontou que os ex-secretários Victor Mendes e Genilde Campagnaro provocaram um dano de R$ 16 milhões aos cofres públicos.

A maior parte desse prejuízo é por conta e obra de Genilde Campagnaro, que em apenas dez meses à frente da SEMA (11/02/2014 a 31/21/2014) foi responsável por contratações, aditivos e pagamentos de diárias e adiantamentos considerados irregulares pela auditoria, que somam R$ 11,4 milhões.

Já o ex-secretário Victor Mendes, que ocupou a pasta por 3 anos, foi responsabilizado pelo dano de R$ 4,8 milhões.

O desempenho de Campagnaro corresponde à sua proximidade com a família Sarney, especialmente com o atual ministro interino de meio-ambiente, Sarney Filho, que a indicou para o cargo, durante o último ano do governo da irmã, Roseana Sarney.

Pelos “serviços prestados”, ele com a ajuda do pai, o carcomido oligarca José Sarney, conseguiu após a queda do antigo regime a sua nomeação em agosto de 2015 para o posto federal de superintendente da Pesca e Aquicultura no Estado do Maranhão.

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Janot revela que nomeação de Sarney Filho faz parte do plano para acabar com a Lava Jato

sarneyfilhoO procurador Geral da República, Rodrigo Janot, apontou uma grave acusação contra ex-presidente José Sarney e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Segundo Janot, no pedido de prisão encaminhado ao ministro Teori Zavascki, quando ele relata a “solução Michel”, que seria a posse de Michel Temer como presidente da República para “solucionar” a Operação Lava Jato.

Segundo apurou Janot dos áudios gravados entre Sérgio Machado, José Sarney, Romero Jucá e Renan Calheiros, parte da “solução Michel”.

“ROMERO JUCÁ também explicita em uma das suas conversas com Sérgio Machado que na solução via MICHEL TEMER haveria espaço para uma ampla negociação prévia em torno do novo governo, vejamos:

[…]

Pode-se inferir destes áudios que certamente fez parte dessa negociação a nomeação de ROMERO JUCÁ para pasta do Ministério do Planejamento, além da nomeação do filho de JOSÉ SARNEY, para o Ministério do Meio Ambiente, e de Fabiano Silveira, ligado a RENAN CALHEIROS, para o Ministério que substituiu a Controladoria-Geral da União, além dos cargos já mencionados para o PSDB”, afirmou Janot.

Com esta base de apoio político, a organização criminosa (segundo o procurador geral da República), iria aprovar medidas no Congresso Nacional para barrar a Lava Jato. Entre elas, proibir acordos de colaboração premiada com investigados ou réus presos; proibir execução provisória da sentença penal condenatória mesmo após rejeição dos recursos defensivos ordinários, o que redunda em reverter pela via legislativa o recente julgado do STF que consolidou esse entendimento, e a alteração do regramento dos acordos de leniência.

Após caso Jucá, PV sai do governo e pede que Sarney Filho se licencie do partido

sarneyfilho

O PV está oficialmente fora do governo Michel Temer. O líder do PV no Senado, Alvaro Dias (PR), avisou que a direção executiva do partido pede que o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, se licencie da legenda. A decisão veio logo após o vazamento da conversa do ministro do Planejamento, Romero Jucá, em que ele sugere que seja feito um acordo para travar as investigações da Operação Lava-Jato.

A direção executiva do partido se reuniu nesta segunda-feira (23), em Brasília e, entre outras determinações, colocou essa posição para Sarney Filho. Álvaro Dias explicou que o PV não faz parte da base aliada do governo Temer e que o cargo de Sarney Filho como ministro do Meio Ambiente foi um convite do presidente, que não demonstra qualquer aliança partidária.

Dessa forma, para manter a isenção ante as ações do governo, a direção executiva do partido achou por bem orientar Sarney Filho a se licenciar, caso ele queira se manter no cargo, como ministro do governo interino de Temer, explicou o senador.

Sarney Filho não deverá perder o cargo, já que não é cota do PV, mas cota de José Sarney.

Época: Sarney Filho definido como Ministro do Meio Ambiente de Temer

sarneyfilhoÉpoca – O vice-presidente Michel Temer definiu seu ministro do Meio Ambiente, caso o Senado confirme o afastamento, nesta semana, da presidente Dilma Rousseff do cargo. Em conversa por telefone anteontem com o deputado federal Sarney Filho, líder do PV na Câmara, ele praticamente fechou a indicação do parlamentar para o posto.

O deputado, filho do ex-presidente José Sarney, já havia conversado com Temer sobre o tema, no final de abril, conforme mostrou a EXPRESSO.